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Em Calais, menores refugiados desacompanhados vivem limbo sem concessão de asilo

Maryline Baumard

  • Yoan Vala/Efe

Vários adolescentes têm entrado com recursos na Justiça para reencontrar suas famílias no Reino Unido e protestar contra o desmonte da "selva" Na segunda-feira (15), as lágrimas ainda corriam pelo rosto de Hanna. A adolescente iraquiana entendeu que o momento em que ela reencontraria sua mãe estava se afastando mais uma vez, a menos que atravessasse a Mancha escondida dentro de um caminhão. é difícil tirar essa obsessão de sua cabeça e de seu irmão Ahmed (os nomes foram modificados), uma vez que chegar até o Reino Unido pelas vias legais tem sido percurso cheio de obstáculos para os dois jovens iraquianos que estão presos em Calais. Hanna, de 13 anos, e Ahmed, de 17, atravessaram a Europa motivados unicamente por reencontrarem sua mãe. Na segunda-feira, eles sentiram Birmingham se afastar ainda mais quando ela lhes contou por telefone sobre a possibilidade de terem de fazer um teste de DNA para conseguirem os vistos. Os adolescentes não aguentam mais saber que sua mãe está ao mesmo tempo tão perto e tão inacessível. “Estamos em um impasse”, diz Hanna, arrasada. O processo se estende Mas o regulamento de Dublin 3, que rege o pedido de asilo na Europa, explica que “se o requerente de asilo for um menor não acompanhado, o Estado responsável por seu pedido é aquele no qual se encontram um membro da família ou os irmãos e irmãs do menor não acompanhado ou um parente”. O Reino Unido deveria então “se responsabilizar pelos menores que entram com um pedido na França tendo um pai, uma mãe, um irmão ou um tio na ilha”, afirma Marie-Charlotte Fabié, advogada de Hanna e de Ahmed. Essee é o caso da maioria dos menores isolados de Calais.

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