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Atentado reacende tensões religiosas em Nice

Élise Vincent

  • Valery Hache/AFP

Quando Hanane Charrihi desembarcou em Nice com seus grandes olhos negros, arrasada, para o funeral de sua mãe Fatima, 62, que morreu no dia 14 de julho sob as rodas de Mohamed Lahouaiej Bouhlel, ela temia ouvir uma série de “preconceitos”. Se existe um lugar em que ela está habituada a ouvir palavras duras sobre sua religião, seu véu e de suas irmãs, esse lugar é Nice, infelizmente. Nunca em Paris ou Aulnay-sous-Bois (Seine-Saint-Denis), onde ela mora e trabalha, como técnica farmacêutica. “Corvos!”, “Volte pro buraco de onde saiu!”. Ela diz ter aprendido a rir dessas coisas. Mas nesse caso, após um atentado, o que ela poderia dizer?

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