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18/07/2002

Deficiente processa clube de strip-tease por 'tratamento desigual'

The New York Times
Adam Liptak
The New York Times

Um deficiente físico abriu um processo contra um clube de strip-tease em West Palm Beach, Flórida, por não conseguir chegar a uma área onde dançarinas rebolam no colo dos clientes. O local fica no alto de um lance de escadas, e o homem se locomove com o auxílio de uma cadeira de rodas.

O processo alega que o clube, o Wildside Adult Sports Cabaret, discriminou o querelante, Edward Law, com base no fato de ele ser paraplégico. O processo, impetrado no mês passado em um tribunal federal em West Palm Beach, também diz que o clube violou a Lei dos Americanos com Deficiências, porque Law não podia com a cadeira de rodas desfrutar de uma boa vista do palco onde as mulheres realizam o strip-tease.

Law não retornou os telefonemas. Uma mensagem em sua secretária eletrônica --"Oi, aqui quem fala é Eddie (Dança no Colo) Law"-- transferia as perguntas ao seu advogado, Anthony J. Brady Jr.

Brady disse que Law apenas queria ser tratado como os demais clientes.

"Este é um caso fácil", disse Brady. "É apenas uma questão de oportunidades iguais".

Um gerente do clube, Kevin Knight, disse que Law poderia receber uma dança no colo na área principal ou em outra sala privada.

"Nós temos uma 'Sala Champanhe', que é maior e melhor", disse ele.

Knight disse que o clube é escrupuloso em acomodar os clientes em cadeiras de rodas. Ele afirmou que o clube tem estacionamento, rampas de entrada e banheiros adaptados para cadeiras de rodas. Ele acrescentou que as cadeiras na sala de coquetel eram mais baixas do que a cadeira de rodas de Law, o que significa que sua visão do palco não era pior do que a dos demais.

Brady disse que forçar Law a receber uma dança no colo em público seria o equivalente a obrigá-lo a ir ao banheiro em público.

"É uma questão de liberdade", disse Brady.

O deputado Mark Foley, um republicano que representa o distrito de West Palm Beach, é autor de uma emenda à Lei dos Americanos com Deficiências para dar às empresas 90 dias para reparar as violações antes que processos possam ser impetrados.

"É triste ver a lei ser usada para este propósito", disse Foley sobre o caso de Law. "Este é o tipo de coisa que demonstra o quão ridículas algumas queixas podem ser, mesmo por pessoas que dizem que não podem receber uma dança no colo e ter seus desejos sexuais atendidos".

Tradução: George El Khouri Andolfato Direitos iguais

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