UOL Notícias Internacional
 

26/08/2004

Ataque a Kerry causa baixa na equipe de Bush

The New York Times
Jim Rutenberg e

Kate Zernike

Em Nova York
O principal consultor jurídico da campanha de Bush, Benjamin L. Ginsberg, disse nesta quarta-feira (25/08) que estava renunciando ao seu cargo na campanha, porque suas atividades estavam se tornando uma "distração" aos esforços de reeleição de Bush. No dia anterior, ele admitira ter prestado serviços de consultoria ao grupo de veteranos que vem questionando o papel do senador John Kerry no Vietnã.

O advogado disse que o grupo, Swift Boat Veterans for Truth, pediu sua ajuda no mês passado. O grupo criticou o histórico de guerra de Kerry e seu ativismo antiguerra com um livro, comerciais de televisão e participações em diversos noticiários, especialmente da televisão a cabo.

"Não consigo expressar minha tristeza em ver que minha representação legal tenha-se tornado uma distração das questões críticas em jogo nestas eleições", disse Ginsberg ao presidente, em uma carta distribuída pela campanha Bush-Cheney.

"Sinto que não posso deixar isso continuar. Então, decidi renunciar ao cargo de Consultor Nacional da campanha. Assim, espero garantir que a assessoria jurídica a veteranos militares condecorados, conduzida inteiramente dentro da lei, não distraia (a atenção) das questões verdadeiras em que o senhor e o país estão se concentrando."

A chefe de campanha de Kerry-Edwards, Mary Beth Cahill, disse nesta quarta-feira que a renúncia de Ginsberg "confirma a extensão das conexões".

"gora sabemos por que George Bush se recusa a condenar especificamente esses anúncios falsos", disse ela. "Porque pessoas profundamente envolvidas em sua campanha estão por trás deles. Pagam por eles, aparecem neles, fornecem assessoria jurídica e coordenam uma estratégia negativa para desviar a atenção do público de questões como empregos, saúde e a bagunça no Iraque, as verdadeiras preocupações do povo americano."

Ginsberg, principal assessor jurídico externo do esforço de reeleição de Bush, concordou em dar uma entrevista nesta terça, depois de inúmeros telefonemas e do comitê pedir que explicasse seu papel. Ele disse que ajudara o grupo a seguir as regras de financiamento de campanha e que seu trabalho foi inteiramente separado da campanha do presidente. Bush pediu que todos os grupos como o Swift Boat Veterans, chamados de 527, número da seção do código tributário que os criou, suspendessem suas propagandas.

Ginsberg disse na entrevista que ainda não acertou suas contas com o grupo e que talvez considere fazer o trabalho pro bono.

Ginsberg disse que seu papel não era diferente do de Robert Bauer, advogado que a campanha de Kerry compartilha com o grupo liberal America Coming Together, que está organizando uma gigantesco movimento de milhões de dólares para levar as pessoas a votar.

Em sua carta ao presidente, na quarta-feira, Ginsberg disse que seu trabalho com o Swift Boat Group foi conduzido "de forma totalmente apropriada e legal". Ele disse: "De fato, é bem similar ao relacionamento entre meus colegas do DNC (Comitê Nacional Democrata) e o comitê de Kerry com os grupos 527 Democratas, como o Moveon.org, o Media Fund e o Americans Coming Together."

O comitê de campanha de Bush não declarou nada sobre o assunto na quarta-feira, mas na terça, Scott Stanzel, porta-voz de Bush, disse: "Não houve coordenação em nenhum momento entre Bush-Cheney 04 e qualquer 527."

Os assessores de campanha de Bush repetidamente disseram não ter conexões com o Swift Boat Group. Quase todas as alegações do grupo que questionavam Kerry e seu histórico de guerra foram derrubadas por registros de guerra oficiais e até algumas declarações antigas de seus membros. Assessor admite participação em campanha difamatória e renuncia Deborah Weinberg

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,40
    3,181
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    2,01
    70.011,25
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host