UOL Notícias Internacional
 

07/09/2004

Operado, Clinton fica fora da campanha nos EUA

The New York Times
Robert D. McFadden e

Lawrence K. Altman

Em Nova York
O ex-presidente Bill Clinton, sofreu uma cirurgia de ponte coronária quádrupla, nesta segunda-feira (6/9), em um hospital em Nova York. Segundo os médicos, a intervenção foi um sucesso. Clinton é viciado em trabalho, fumante e tem histórico familiar de doenças cardíacas e de paixão por alimentos pouco saudáveis.

Mas o popular ex-presidente democrata, que governou o país entre 1993 e 2001, está fora da campanha presidencial deste ano. Ele planejava atuar ativamente para ajudar seu colega de partido, John Kerry, a derrotar George W. Bush. A eleição presidencial norte-americana acontece em 2 de novembro, quando Clinton, segundo os médicos, ainda não estará totalmente recuperado.

Após deixar o hospital, Clinton gradualmente poderá voltar a fazer exercício, disseram. Dentro de seis semanas, já poderá estar razoavelmente ativo e retomar seu ritmo de trabalho normal apenas em dois a três meses.

Os médicos disseram que Clinton estava descansando confortavelmente e que deverá ter recuperação total. Depois de sentir dores no peito e falta de ar, Clinton fez exames que revelaram um entupimento das artérias cardíacas que ameaçava sua vida.

Três dias depois, em uma cirurgia de peito aberto, os cirurgiões do Hospital Presbiteriano de Nova York desviaram o fornecimento de sangue de forma a ultrapassar quatro artérias severamente bloqueadas. Algumas artérias tinham mais de 90% de bloqueio --a beira do abismo, em termos coronários.

Em um procedimento cirúrgico de quatro horas, uma equipe de cirurgiões liderada por Craig R. Smith, chefe de cirurgia cardio-torácica do hospital, liderou um grupo de 12 cirurgiões, anestesistas, enfermeiras e outros.

A equipe tirou vasos sangüíneos do peito de Clinton e de sua perna esquerda e os ligou às artérias que alimentam seu coração, criando desvios para o sangue em torno de segmentos perigosamente obstruídos por placas --detritos de milhares de hambúrgueres, pizzas e ovos fritos.

"Havia uma probabilidade substancial de que ele tivesse um ataque cardíaco em um futuro próximo", disse Allan Schwartz, chefe de cardiologia do hospital, em uma conferência com a imprensa no lobby do hospital, quatro horas depois de terminada a cirurgia, ao meio dia.

Schwartz e Smith falaram com a imprensa junto com o anestesista Robert E. Kelly e Herbert Pardes, diretor do Hospital Presbiteriano de Nova York. Eles declararam que a operação foi um sucesso.

Segundo os médicos, o músculo cardíaco de Clinton é forte e o ex-presidente poderá voltar à vida ativa dentro de semanas, com uma dieta adequada e outras precauções. Eventualmente, o ex-presidente poderá voltar a participar de campanhas políticas e assumir uma expectativa de vida normal.

A senadora Hillary Rodham Clinton e a filha do casal, Chelsea, passaram o final de semana ansioso com Clinton em seu quarto de hospital. O site da fundação de Clinton e o hospital receberam 37.000 mensagens de apoio, que elogiaram a equipe cirúrgica.

Clinton, que fez 58 anos no dia 19 de agosto, deve permanecer hospitalizado por quatro a cinco dias e poderá apresentar variações de humor, perda de apetite, dificuldade para dormir e outros problemas na fase inicial da recuperação, disseram os médicos. Popular ex-presidente dos EUA não se recuperará até as eleições Deborah Weinberg

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