UOL Notícias Internacional
 

28/09/2004

Ativistas GLS e homófobos duelam em Oregon

The New York Times
James Dao e

Sarah Kershaw

Em Nova York
Com a recente aprovação em plebiscito de medidas proibindo o casamento gay em dois Estados, tanto as pesquisas de opinião como defensores dos dois lados da questão acreditam que o mesmo poderá acontecer em até 10 outros Estados, nas votações que ocorrerão em novembro, junto com a eleição presidencial.

Esse prognóstico leva os defensores do casamento entre homossexuais a priorizarem os investimentos em dinheiro e pessoal no Estado de Oregon, no noroeste americano, entre a Califórnia e Washington, que se transformou numa espécie de bastião decisivo para essa questão.

"Tudo indica que a batalha será mais pesada no Oregon do que foi em qualquer outro lugar", acredita Gary Bauer, líder da Campanha pelas Famílias Trabalhadoras, grupo que apoia as emendas constitucionais conservadoras, de "defesa do casamento". "Mas eu ainda acho que o meu lado tem uma boa chance por lá."

Dos Estados do sul profundamente reacionários, como a Geórgia e o Mississipi, até os Estados do meio-oeste que poderão decidir a eleição presidencial, como Ohio e Michigan, as propostas de proibição do casamento gay constarão nas cédulas em 11 Estados, com amplas chances de serem aprovadas, como indicam as pesquisas de opinião.

Uma pesquisa recente do jornal "The Courier", de Louisville, no sulista Kentucky, constatou que aproximadamente três-quartos do público do Estado apoiam a proibição. Foi por uma margem semelhante a essa que, no mês passado, eleitores nos estados sulistas de Missouri e da Louisiana aprovaram emendas constitucionais proibindo o casamento gay.

"Nós iremos perder em várias emendas esse ano", admite David Fleischer, diretor de organização e treinamento da Força-Tarefa Nacional de Gays e Lésbicas, que já contribuiu com US$ 500 mil (cerca de R$ 1 milhão e 500 mil) para a campanha que visa impedir a proibição no Estado do Oregon, bem mais do que foi investido em qualquer outro estado.

Os grupos gays e de defesa dos direitos civis acreditam que o Oregon é fundamental para a causa deles, até para mostrar que, se houver uma dosagem certa entre o dinheiro investido, a mensagem e a organização da causa, a vitória se torna possível.

O Oregon tem uma das maiores concentrações nacionais de casais gays, sendo que muitos vivem na região metropolitana da progressista capital do Estado, a cidade de Portland, onde 3 mil casais homossexuais se casaram na última primavera americana. Já os eleitores do interior do Estado tendem a ser bem mais conservadores.

"Estamos percebendo que as pessoas são muito ligadas ao conceito tradicional de casamento, e que não encaram essa questão como um assunto ligado aos direitos dos gays, mas sim como um assunto que diz respeito ao casamento tradicional", avalia Georgene Rice, porta-voz da Coalizão em Defesa do Casamento do Oregon.

Ainda assim, os grupos que defendem os direitos dos gays no estado dizem ter boas razões para o otimismo.

"Quando conversamos com os eleitores olho no olho, se eles eram eleitores a favor da proibição ou indecisos logo mudam para o nosso lado, para o não à proibição", diz Rebekah Kassell, porta-voz de um grupo chamado Não à Emenda Constitucional 36. Estado se torna decisivo na luta contra e a favor do casamento gay Marcelo Godoy

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