UOL Notícias Internacional
 

08/10/2004

Explosões em 3 hotéis matam dezenas no Egito

The New York Times
Steven Erlanger

Em Jerusalém
Três explosões abalaram três resorts egípcios no Sinai, populares entre turistas israelenses, no fim da noite desta quinta-feira (07/10), matando pelo menos 35 pessoas e ferindo 120, segundo autoridades do Egito, Israel e hospitais próximos dos locais das explosões.

Autoridades israelenses disseram acreditar que as explosões foram causadas por bombas terroristas.

Na maior explosão, relatos iniciais sugerem que um caminhão-bomba tenha sido conduzido ao Taba Hilton, um grande hotel resort de concreto em uma pequena vila do outro lado da fronteira israelense e perto da cidade resort israelense de Eilat. O Hilton foi seriamente danificado pela explosão e pelo incêndio resultante, e 10 andares ruíram em uma parte do complexo. Havia relatos de pessoas queimadas nos escombros.

As duas outras explosões ocorreram a sudoeste, nas cidades resorts de Ras Al Sultan e Nuweiba. Pelo menos 7 pessoas morreram em Ras Al Sultan, a maioria trabalhadores egípcios, segundo a imprensa egípcia. Não foi dada nenhuma outra informação imediata sobre vítimas.

No mês passado, a inteligência israelense alertou os israelenses a evitarem o deserto do Sinai, citando informações vagas mas sólidas sobre possíveis ataques.

Nenhuma reivindicação de responsabilidade definitiva foi publicada, apesar de a agência de notícias "France-Presse" ter relatado que alguém alegando fazer de um grupo previamente desconhecido, o Jamaa al Islamiya al Alamiya, ou Grupo Islâmico Mundial, assumiu a responsabilidade pela explosão no Hilton em um telefonema à sua sucursal em Jerusalém. O autor do telefonema disse que o ataque foi "em vingança pelos mártires palestinos e árabes que estão morrendo na Palestina e no Iraque", relatou a agência.

Parte do Hilton aparentemente ruiu imediatamente após a explosão. "Eu ouvi uma enorme explosão", disse Yigal Vakni, um israelense no Hilton que falou para a Rádio do Exército Israelense. "A parede perto de mim ruiu e as pessoas começaram a correr." A explosão foi do lado de fora, ele disse. "Quando saímos, nós vimos que as lojas e a parede interna do hotel tinham desmoronado."

Muitas pessoas estavam estiradas no chão, disse ele: "Há muito sangue, muitos gritos".

Uma mulher israelense cujo nome não foi citado disse à televisão israelense: "Nós corremos imediatamente na direção da praia, todos correndo ao mesmo tempo, e as janelas continuavam se despedaçando enquanto corríamos. Famílias inteiras ficaram feridas; elas corriam para a praia e estavam cobertas de sangue".

Israelenses em pânico correram para o posto de fronteira, tentando fugir do Egito, gritando em árabe para os guardas de fronteira que seus pertences e documentos ainda estavam no hotel em chamas. Os guardas atiraram para o ar para tentar dispersá-los, antes de finalmente fecharem temporariamente o terminal. Estradas foram bloqueadas, deixando os turistas israelenses presos em outros hotéis.

Hadas Manor, um jornalista israelense que estava em outro hotel de Taba, disse à televisão israelense: "A maioria das pessoas aqui não veio com seu carro, de forma que depende dos táxis egípcios que não estão trabalhando no momento".

Transmissões de televisão da fronteira mostraram uma mulher árabe-israelense sendo carregada por seu marido. Assim que ele a soltou, ela desmaiou, e médicos correram para atendê-la.

A televisão israelense também mostrou cenas de ambulâncias chegando aos hospitais de Eilat e descarregando os feridos, muitos deles enfaixados e ensangüentados. Outros, aparentemente em choque, eram levados para dentro em macas.

Um homem, identificado como Yaniv, descreveu a explosão perto do Ras Al Sultan em uma entrevista para a televisão israelense.

"Nós estávamos sentados em um restaurante e de repente ouvimos uma explosão muito poderosa", disse o homem. "A eletricidade acabou e pedras foram lançadas pela explosão", ele acrescentou. "Então vimos uma segunda explosão não muito distante da primeira; era uma bola de fogo mais acima na montanha. Nós seguimos imediatamente para o local e encontramos pessoas feridas no chão, israelenses entre elas, que estavam sangrando na areia e não havia ninguém para ajudá-las."

O aviso sobre possíveis ataques foi feito em um alerta público incomum de Avi Dichter, chefe do serviço de inteligência Shin Bet, para que as pessoas não fossem aos resorts do Sinai durante a temporada de comemoração da Sukkot.

Ele disse que havia inteligência sobre um possível ataque contra turistas israelenses no Sinai do Egito, para onde até 12 mil israelenses viajaram nos feriados, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel. O feriado teve início na semana passada e termina nesta sexta-feira. Ato seria uma represália de terroristas contra a ocupação de Iraque George El Khouri Andolfato

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