UOL Notícias Internacional
 

04/12/2004

Bush vai manter Rumsfeld secretário da Defesa

The New York Times
Thom Shanker e

Richard W. Stevenson

Em Washington
Prestigiando o membro mais velho de seu conselho de guerra no momento em que os Estados Unidos estão tendo dificuldade para estabilizar o Iraque, o presidente Bush decidiu manter Donald H. Rumsfeld como secretário da Defesa, disse um alto funcionário do governo nesta sexta-feira (03/12).

A decisão, uma das mais significativas tomadas por Bush à medida que reforma seu governo, sugere que entrará no segundo mandato com a intenção de prosseguir com a estratégia militar empregada no Iraque e na luta contra o terrorismo.

E como a escolha de quem permanecerá no governo é tão significativa quanto a de quem partirá, a decisão representa um forte voto de confiança do presidente a Rumsfeld, um dos mais importantes, poderosos e polarizadores secretários de Defesa desde Robert S. McNamara nos anos 60.

Bush pediu para Rumsfeld permanecer durante o encontro semanal regular deles no Escritório Oval, na segunda-feira, e Rumsfeld aceitou, disse o alto funcionário do governo. A Casa Branca não planeja qualquer anúncio formal, disse o funcionário.

O funcionário disse que o presidente não estabeleceu qualquer limite à posição de Rumsfeld. Descrevendo a visão que Bush tem de Rumsfeld, disse o funcionário: "Nós continuamos sendo uma nação em guerra, e ele provou ser um líder forte e capaz".

Não se sabe se Bush fará alguma mudança no restante da liderança civil do Pentágono, incluindo o vice-secretário de Defesa, Paul D. Wolfowitz. Wolfowitz é um dos líderes do grupo neoconservador dentro do governo que viu a derrubada de Saddam Hussein como uma oportunidade para começar a semear a democracia pelo Oriente Médio, mas que subestimou a violência e o caos que tomariam conta do Iraque assim que o controle de Saddam fosse retirado.

"Apesar de alguns erros colossais, Rumsfeld agora desponta inquestionavelmente como o mais importante conselheiro de segurança do presidente", disse Loren B. Thompson, um analista militar do Instituto Lexington, em Arlington, Virgínia.

Thompson disse que a enérgica agenda pública de Rumsfeld foi indício suficiente de que ele estava disposto a permanecer no cargo.

"Rumsfeld não queria sair com o resultado no Iraque ainda tão indefinido, com seu plano de transformação das forças armadas inacabado e com o Pentágono se aproximando de uma revisão quadrienal de estratégia e forças", disse Thompson. "Quase tudo o que Rumsfeld começou está apenas parcialmente completo."

Ainda é debatido passionalmente se uma força militar adequada foi empregada na ocupação inicial do Iraque, mas Michael E. O'Hanlon, um alto membro da Instituição Brookings, disse que a Casa Branca naturalmente considerou a eleição de novembro como uma "validação do efeito geral da política de segurança de Bush".

"O presidente fez da segurança a base de seu primeiro mandato, e no final do dia Rumsfeld se tornou seu principal membro do Gabinete nesta área, o mais importante", disse O'Hanlon. "Seria difícil para Bush alegar que qualquer uma destas coisas que saíram errado foi culpa exclusivamente de Rumsfeld. Ao fazer isto ele teria que considerar seu próprio retrospecto como manchado, e Bush não o fará."

O'Hanlon também disse que a parceria de Rumsfeld com Condoleezza Rice, escolhida para substituir Colin L. Powell como secretário de Estado, poderá ser mais tranqüila do que seu relacionamento com Powell.

"Tanto Rumsfeld quanto Rice são leais ao presidente e à sua agenda básica", disse O'Hanlon. "Falcão" continuará no cargo, apesar dos erros colossais no Iraque George El Khouri Andolfato

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