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07/12/2004

Wal-Mart pretende acelerar aquisições no Brasil

The New York Times
Todd Benson

Em São Paulo
Quando a Wal-Mart entrou no Brasil, em 1995, muitos aqui pensaram que ia arrebatar o mercado, o maior da América Latina. Mas, diferentemente de sua experiência no México, onde uma estratégia de aquisições agressivas rapidamente tornou-a uma força dominante, os primeiros anos da cadeia no Brasil foram discretos.

A Wal-Mart entrou com calma. Em seus primeiros 10 anos, abriu apenas 25 lojas em quatro dos 27 Estados do Brasil. A rede varejista também teve dificuldades em adaptar-se ao gosto local, depois de inicialmente estocar suas lojas com produtos padrão nos EUA --como tacos de golfe e máquinas para cortar grama-- mas de pouco interesse à maioria dos brasileiros.

No entanto, depois das primeiras dores de crescimento, a Wal-Mart agora parece estar acelerando no Brasil. Em março, fez sua primeira aquisição, da rede de supermercados Bompreço, com 118 lojas no Nordeste, por US$ 300 milhões (em torno de R$ 1 bilhão), da holandesa Ahold. A compra elevou a Wal-Mart do sexto lugar para o terceiro no varejo brasileiro, atrás da cadeia local Pão de Açúcar, que tem o apoio da Casino Group, da França, e da rede de supermercados francesa Carrefour.

"Levou uma década para eles entenderem que o crescimento orgânico não é a melhor forma de expandir no Brasil. Agora, estão mais sintonizados com os consumidores brasileiros e mudaram para uma estratégia mais agressiva", disse Marcio Kawassaki, analista do comércio de uma corretora em São Paulo, a Fator Doria Atherino.

A Wal-Mart já assinalou que não pretende parar com a aquisição da Bompreço, que efetivamente lhe deu o controle do mercado nordestino. A varejista agora está abrindo lojas em um ritmo mais veloz, esperando acabar o ano com 147 lojas em 13 Estados. Além disso, outras aquisições podem estar no horizonte.

"Estamos interessados em crescer no Brasil, organicamente e por aquisições", disse Aprígio Rello Jr., vice-presidente de assuntos corporativos e logística da Wal-Mart Brasil.

Rello diz que a Wall-Mart está procurando oportunidades em todo o país. No entanto, os analistas dizem que a próxima parada da rede pode ser nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, uma região dominada pelas cadeias de supermercado familiares, que estão maduras para serem compradas.

"A melhor chance da Wal-Mart de conquistar terreno sobre suas rivais é comprar no Sul", disse Kawassaki. Rede de hipermercados concentrará expansão nos Estados do Sul Deborah Weinberg

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