UOL Notícias Internacional
 

08/12/2004

Democratas devem democratizar próprio partido

The New York Times
Howard L. Wolfson*

Especial para o NYTimes
Em fevereiro, 440 membros do Comitê Nacional Democrata escolherão o próximo presidente do nosso partido. São homens e mulheres capazes, mas este processo é muito restrito para um partido que defende a maior inclusão e participação possível.

57 milhões de americanos votaram em John Kerry no mês passado e mais de 2,7 milhões de democratas contribuíram para o partido durante esta última campanha, a maioria doando pequenos valores por correio ou pela Internet. Mas apenas uma minúscula fração dos democratas determinará o novo líder de nosso partido.

É hora de abrir o processo e permitir que os membros contribuintes do Partido Democrata votem em seu presidente. O sucesso de organizações como Meetup.com e MoveOn.org demonstra que há um claro desejo da nação por uma nova política de participação. O partido deve atender tal demanda.

Minha proposta é simples. Permitir que qualquer um que votou nas primárias democratas, participou de uma reunião partidária e contribuiu de alguma forma ao partido --seja financeiramente ou como voluntário-- vote no próximo líder por correspondência ou Internet. Este voto poderia receber o peso apropriadamente para dar a presidentes estaduais e municipais e antigos ativistas um peso proporcionalmente maior no resultado.

O que está em jogo é muito importante.

Hoje, dezenas de milhões de americanos se consideram democratas mas não têm nenhum contato real com a estrutura do partido. Eles dependem da liderança do partido mas não têm nenhuma participação na sua seleção.

Sob a liderança de seu atual presidente, Terry McAuliffe, o Comitê Nacional Democrata deu grandes passos para a solução deste problema. Ele investiu milhões em novas tecnologias e em um programa sem precedente de contato com o eleitor. E na última eleição o partido registrou mais eleitores, bateu em mais portas e deu mais telefonemas do que fez em uma geração.

Tais esforços surtiram efeito. John Kerry recebeu mais votos do que qualquer outro democrata na história. Muitos eleitores estavam votando pela primeira vez, motivados pelas questões em jogo e encorajados pelos esforços do partido para que votassem pela primeira vez.

Agora nós enfrentamos tanto o desafio quanto a oportunidade de encorajar estes eleitores a permanecerem envolvidos no processo --e no partido.

Por 100 anos, os partidos políticos patrocinaram equipes de campeonatos mirins e piqueniques de bairro. Eles serviram como portões para empregos. Eles realizavam desfiles à luz de tochas e distribuíam perus no Dia de Ação de Graças. E no dia da eleição eles mobilizavam bairros para irem votar.

A televisão mudou isto, encorajando comunicações em massa em detrimento do contato direto com o eleitor e desgastando a linha que separa o partido e aqueles que o apóiam.

Hoje nós devemos assegurar que o partido seja um veículo para as políticas que interessam a estes democratas leais. Ampliando o processo, nós podemos estimular um debate sobre idéias e a direção do partido.

É hora de explorar a energia da última eleição e traduzi-la em um laço duradouro entre o partido e seus membros. Dar a eles uma maior participação em nossa liderança é um bom começo.

*Howard L. Wolfson, consultor de comunicações, foi um alto conselheiro do Comitê Nacional Democrata na campanha presidencial de John Kerry. Eleição do presidente deveria considerar eleitores e apoiadores George El Khouri Andolfato

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