UOL Notícias Internacional
 

15/12/2004

Democratas dizem que serão 'guardiães dos EUA'

The New York Times
Sheryl Gay Stolberg

Em Washington
Reclamando que os Republicanos falharam no controle sobre a forma como são gastos bilhões de dólares dos contribuintes, os senadores Democratas informaram nesta segunda-feira (13/12) que começarão a realizar inquéritos por conta própria, apesar de estarem em minoria no Senado e não terem poder de intimação para obrigar o depoimento de funcionários do governo.

"Os vigias do Congresso permanecem num sono profundo, e nossa intenção é despertá-los", disse numa entrevista coletiva o senador Byron L. Dorgan, do Estado da Dakota do Norte, que é presidente do Comitê Político Democrata.

Dorgan teve a companhia, através de videoconferência, do senador Harry Reid, de Nevada. Reid é o novo líder dos Democratas no Senado, e já disse várias vezes que prefere "dançar a lutar" com os Republicanos. Reid disse que os inquéritos, organizados pelo comitê político, serão "estruturados da forma mais justa possível", e que os Democratas darão aos Republicanos a chance de participar e convocar testemunhas.

"Tentaremos ser justos, como eles nunca foram conosco", disse Reid. E Dorgan acrescentou: "E se os Republicanos decidirem montar suas próprias comissões de vigilância, não haverá necessidade de levar adiante esse projeto".

O comunicado Democrata, divulgado em tarde sonolenta num Congresso um tanto deserto, foi como uma demonstração das garras do partido. Os democratas tentam ecoar sua mensagem em Washington, onde os Republicanos ampliarão o controle das duas casas do Congresso --além de já dominarem a Casa Branca, com George W. Bush.

Quando o novo Congresso iniciar suas atividades em janeiro, os Republicanos terão sua maioria expandida para um total de 55 senadores, deixando pouco espaço para as manobras e mensagens Democratas.

Poucos Republicanos estavam disponíveis no Congresso para a resposta aos Democratas, na tarde de segunda-feira. Um porta-voz da Conferência Republicana no Senado se recusou a tecer comentários, alegando que os senadores ainda não haviam sido informados em detalhes sobre os planos dos Democratas.

O senador Dorgan disse que as audiências Democratas deverão começar no final de janeiro e acontecer pelo menos uma vez por mês, abordando questões variadas, como a Lei do governo Bush contra o Abandono da Infância, os contratos para negócios no Iraque e os abusos nas prisões e instalações americanas no Iraque e no Afeganistão.

A falta de vigilância tem sido um assunto recorrente entre os Democratas, e até mesmo alguns Republicanos já disseram que o próprio partido deles deveria estar mais atento ao exame de questões como os abusos na prisão de Abu Ghraib, nos arredores de Bagdad.

Ainda assim, há dúvidas sobre o grau de profundidade desses inquéritos comandados pelos Democratas, principalmente devido à falta do poder de intimação. Dorgan insistiu que não está preocupado com isso, alegando que o Comitê Político Democrata, criado por lei em 1947 junto com um equivalente Republicano, teria a autoridade de convocar as audiências e contar com as testemunhas.

"Sinceramente", disse o presidente do comitê, "minha experiência indica que há muitos informantes em potencial que, lá dentro das instituições, estão muito interessados e ansiosos em encontrar um canal para contar o que sabem". Oposição informou que realizará inquéritos sobre gastos de Bush Marcelo Godoy

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,84
    3,146
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    0,35
    68.594,30
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host