UOL Notícias Internacional
 

23/12/2004

Tropas vasculham Mosul em busca de suspeitos

The New York Times
Richard A. Oppel Jr.

The New York Times
Bagdá, Iraque - Tropas norte-americanas vasculharam Mosul na quarta-feira (22/12), apoiadas por veículos blindados, aviões de caça e helicópteros de combate, procurando suspeitos vinculados à explosão de terça-feira em um refeitório em uma base militar nos arredores da cidade, segundo anunciaram agências ocidentais de notícias.

Ainda na quarta-feira, as forças armadas norte-americanas corrigiram o anúncio do número de baixas provocadas pelo ataque, afirmando que 22 pessoas morreram, incluindo 18 norte-americanos, e 72 ficaram feridas.

Um repórter da Associated Press, falando das ruas de Mosul, descreveu a cidade como deserta, com a maioria das escolas fechadas e a ausência de guardas de trânsito até mesmo nos principais cruzamentos.

As tropas norte-americanas fecharam cinco pontes, e concentraram suas operações em três bairros no setor leste da cidade, disse o repórter.

A Reuters relatou que o prefeito de Mosul advertiu os moradores de que quem tentasse usar as pontes na noite de terça-feira seria abatido a tiros.

O exército forneceu poucos detalhes a respeito dos alvos das operações feitas na quarta-feira. "Estamos realizando operações ofensivas contra objetivos específicos", disse à Reuters o tenente-coronel Paul Hastings.

Mas os moradores da cidade disseram à agência de notícias que a maior parte dos iraquianos decidiu não correr riscos face à demonstração de força. "Os alunos foram às escolas, mas foram avisados para voltar para casa. As pessoas foram fazer compras, viram as tropas norte-americanas nas ruas e voltaram para casa", conta Ahmad, 25, um revendedor de automóveis de Mosul que, por estar muito intranqüilo, não quis fornecer o sobrenome.

Um oficial do exército, o general Thomas Metz, disse à CNN na quarta-feira que está sendo investigada a possibilidade de a explosão ter sido provocada por uma bomba colocada no refeitório. A especulação inicial era que a explosão fora causada por um foguete ou um morteiro.

A explosão se constituiu em um dos ataques mais mortíferos contra as forças dos Estados Unidos no Iraque.

Treze dos mortos eram militares norte-americanos. Os outros mortos foram cinco civis norte-americanos, três membros da guarda nacional iraquiana e uma pessoa não identificada, descrita pelo exército apenas como "não sendo um norte-americano". Entre os feridos, 51 eram militares norte-americanos e os outros civis norte-americanos e estrangeiros, além de soldados iraquianos. Tiveram alta do hospital 29 feridos.

A lista inicial de baixas fornecida na terça-feira informava que 24 pessoas morreram, das quais 19 seriam soldados norte-americanos, e que 57 ficaram feridas.

Alguns dos soldados feridos foram transportados na quarta-feira para a Base Aérea Ramstein, na Alemanha, a fim de serem transferidos para hospitais militares naquele país.

A Halliburton, a grande companhia de Houston que fornece serviços de apoio no Iraque, informou que quatro dos seus funcionários e três indivíduos contratados temporariamente morreram. A explosão por volta do meio-dia abriu um buraco de cerca de 30 centímetros no chão de concreto do refeitório, e lançou estilhaços contra uma fila onde soldados norte-americanos, empreiteiros civis e tropas iraquianas aguardavam pelo almoço, segundo uma testemunha. Poças de sangue eram vistas escorrendo do refeitório escuro enquanto soldados corriam a retirar os feridos presos em mesas e cadeiras retorcidos e derretidos. A única luz disponível vinha de um grande buraco aberto no teto pela explosão. Americanos tentam achar suspeitos do ataque em refeitório Danilo Fonseca

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