UOL Notícias Internacional
 

13/01/2005

Diploma de faculdade não é garantia de riqueza

The New York Times
Louis Uchitelle

Em Nova York
Ainda que de maneira gradual, a grande vantagem salarial garantida para quem tem um diploma universitário está se desacelerando. Isso coloca em questão a ênfase dada pela Casa Branca, tanto sob o governo Bill Clinton como agora com George W. Bush, de que um diploma de bacharel seria um caminho aberto e garantido para constantes aumentos salariais.

Homens e mulheres que cursaram quatro anos de faculdade ganham em média cerca de 45% a mais que pessoas detentoras apenas de diplomas do ensino médio, de acordo com o Bureau de Estatísticas do Trabalho. A diferença está num mesmo patamar em que já esteve --permanece nessa faixa de 45% desde o final dos anos 90, sendo que durante esse período o índice aumentou mais lentamente que durante os anos 80.

Embora essa vantagem de se ter um diploma universitário esteja estacionada, a desigualdade salarial continua a crescer. Esse fato sugeriu a alguns economistas, reunidos num encontro anual da Associação de Economistas Americanos nesse último final de semana, que os empregadores estão tomando decisões sobre os salários que pouco têm a ver com a oferta e a demanda por trabalhadores de educação mais graduada.

Esse achatamento da vantagem salarial de se ter um diploma universitário de quatro anos já durou tempo o bastante para sugerir que isso não é apenas uma simples pausa numa escalada que era cada vez mais vantajosa para os bacharéis --seria agora mais uma mudança significativa na dinâmica do mercado de trabalho.

A vantagem de ter uma educação universitária caiu durante os anos 70, para depois aumentar acentuadamente nos 80 e depois se achatar nos 90. E agora, na atual década, estaria até apresentando sinais de queda.

O atual índice da população americana com diplomas universitários está por volta dos 30%, não muito acima do que estava nos anos oitenta. Essa oferta restrita de bacharéis poderia sugerir a existência de uma forte demanda por esses diplomados, e poderia sugerir também um aumento continuo dessa diferença entre o que ganham os formados pelas universidades e o que ganha um grupo muito mais numeroso, integrado por aqueles que têm apenas o diploma de colégio, das high schools.

No entanto, não é assim que funciona a dinâmica (do mercado de trabalho). Por um lado, essa diferença salarial entre universitários e secundaristas é determinada pelo que acontece em cada lado da equação.

Durante os anos 80, operários americanos com formação de ensino médio perderam centenas de milhares de posições bem pagas, na medida em que as fábricas domésticas cada vez mais perdiam espaço para competidores estrangeiros. Enquanto caia a renda dos trabalhadores das fábricas, a diferença aumentava rapidamente, em benefício dos universitários.

Os salários dos que tinham diploma de segundo grau só começaram a crescer relativamente no final da década de 90, quando mercados de trabalho reduzidos aumentaram a demanda por seus serviços. Agora, os salários desses trabalhadores com segundo grau estão aumentando quase tão rapidamente quanto os vencimentos dos que têm formação universitária, de acordo com análise sobre dados salariais elaborada pelo Instituto Americano de Políticas Econômicas. Fazer curso superior ainda compensa, mas não como antigamente Marcelo Godoy

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