UOL Notícias Internacional
 

15/01/2005

Posição sobre homossexuais divide luteranos

The New York Times
Neela Banerjee

Em Nova York
Uma força-tarefa criada pela Igreja Evangélica Luterana da América recomendou nesta quinta-feira (13/01) a manutenção da atual política contra a benção às uniões entre pessoas do mesmo sexo e contra a ordenação de clérigos gays. Mas a comissão luterana sugeriu que essas sanções poderão ser canceladas, no caso de pastores e congregações que contrariem essa orientação.

Sexta maior congregação do país, com cinco milhões de integrantes nos Estados Unidos e no Caribe, a Igreja Luterana tenta resolver o que a força-tarefa considera ser uma discordância "profunda, persistente" no interior de sua comunidade, sobre o papel e o tratamento dispensado aos homens gays e às lésbicas.

As recomendações provavelmente irão gerar comentários dentro das igrejas e dos sínodos regionais. A Assembléia Nacional da Igreja irá decidir por eventuais mudanças em suas políticas em relação aos homossexuais num encontro bienal, que será realizado no mês de agosto em Orlando, na Flórida.

Alguns clérigos disseram que, com essa concessão de flexibilidade às igrejas e sínodos locais, a força-tarefa encontrou uma forma de preservar a unidade da igreja.

"A força-tarefa não quis legislar: isso teria criado uma situação radical", disse o reverendo dr. Philip D.W. Krey, presidente do Seminário Luterano Teológico da Filadélfia.

"Eles quiseram legitimar os dois lados da questão. Isso permite a cada facção se contrapor conscientemente e a discordar com legitimidade sem ser punido por isso".

Mas o grupo "Word Alone" (A Palavra, Somente), facção bíblica ortodoxa dos luteranos, criticou asperamente as recomendações da força-tarefa. Para eles, houve uma tentativa de fazer com que os paroquianos acreditem que as novas recomendações não trarão mudanças na liturgia dos luteranos.

"Enquanto a força-tarefa sobre sexualidade da Igreja Luterana da América
possa indicar que não sugere mudanças nos padrões para ordenamento, as recomendações em seu relatório trarão mudanças de facto, ao sugerir que os (atuais) padrões não serão cumpridos", disse o pastor Jaynan Clark Egland, presidente da WordAlone, da cidade de Spokane, no Estado de Washington (costa oeste), em declaração emitida no site da organização.

O grupo Lutherans Concerned (Luteranos Comprometidos), que busca uma maior aceitação das pessoas gays nessa igreja, disseram que as recomendações da força-tarefa não chegaram ao ponto de dissolver a atmosfera punitiva que cerca as questões da homossexualidade na igreja.

"Ficamos desanimados e profundamente entristecidos com essas recomendações, porque sentimos que elas perpetuam um sistema de discriminação seletiva dos gays e das lésbicas na Igreja Luterana", declarou Emily Eastwood, presidente dos Luteranos Comprometidos.

"A expressão crucial do documento é 'pode optar' por não punir, e isso não é (exatamente) uma suspensão do poder disciplinador". Igreja debate se deve assumir a presença de gays ou ocultá-la Marcelo Godoy

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