UOL Notícias Internacional
 

16/01/2005

A era da dissonância: vamos marcar um encontro

The New York Times
Bob Morris
Lá estava ele em uma festa em um clube noturno no outono passado. O Solteiro Nº 1. Dando em cima de uma bela amiga minha que estava noiva. Eu tive que intervir.

Mas ele era um ator em atividade que eu reconheci da televisão -inteligente e divertido, com um queixo estupendo. Ele poderia ser do agrado de qualquer outra das belas mulheres solteiras que conheço. Eu peguei o número dele e entrei em ação, com toda a delicadeza de um cão pastor.

"Este sujeito é demais", eu contei para uma amiga e vizinha no dia seguinte. "Eu o vi na HBO." Ela não me pareceu exatamente interessada, mas disse que ficaria feliz em conhecê-lo algum dia.

"Você deve fazê-lo depressa", eu insisti. "Ele está de partida para trabalhar em Los Angeles." Como ela poderia não querer largar tudo para conhecê-lo?

"O que há com você?" ela finalmente disse. "Você está louco."

Talvez seja isto o que acontece quando você finalmente encontra o amor e se estabelece, como aconteceu comigo. Você se transforma de solteiro que exalta a nobreza de ser uma pessoa independente e próspera na cidade mais sofisticada do mundo em uma pessoa que pensa que todos devem habitar na Jacuzzi em forma de coração da alma. Ou talvez seja por ter muitas amigas solteiras muito atraentes.

Seja qual for a razão, eu repentinamente me vi transformado no casamenteiro mais agressivo desde Barbra Streisand em "Alô, Dolly!" E quando não dá certo, eu fico irritado. Como ousam estes amigos que pertencem um ao outro desperdiçarem meu tempo com suas próprias opiniões?

Pegue o Solteiro Nº 2, que conheci em um bar do centro. Um budista engraçado, espirituoso, na faixa dos 40, ele disse que estava à procura de alguém mais jovem. Não o melhor sinal, mas peguei seu cartão e fui à luta, não promovendo um jantar (quem tem tempo?), mas marcando um encontro a três em um bar com uma ruiva na faixa dos 30 com um retrospecto New Age. A blusa dela não era tão promissora quanto poderia, eu pensei. E a conversa foi um pouco forçada para todos nós. Não deu certo.

Posteriormente, quando eu o convidei a se juntar a mim e outra maravilhosa amiga solteira, nós tínhamos muito em comum e muito o que conversar. Pouco depois, por e-mail, ela me disse que o considerou encantador. Ele nunca ligou para ela ou para mim de novo. Ingrato.

Mas de quem são estes encontros? Meus ou deles? Claramente, na minha necessidade de controlar as coisas tão rigidamente quanto um produtor de TV realidade, eu quebrei todas as regras de modos casamenteiros. Mas até aí, Joseph Field, do Field's Dating Service, diz que marcar encontros para amigos é uma idéia tão ruim quanto lhes emprestar dinheiro.

Primeiro, amigos nem sempre se sentem à vontade para discutir seus desejos. "E quando um encontro não funciona, isto realmente pode voltar para assombrá-lo", disse ele. Quando uma mulher que conheci teve um encontro com alguém completamente errado para ela, isto a fez questionar sua amizade com a casamenteira. Por outro lado, ela recentemente uniu dois amigos que agora estão noivos.

"É ótimo fazer um esforço para ajudar seus amigos", disse Lisa Clampitt, que fundou o Matchmaking Institute (instituto casamenteiro) em Manhattan, seis anos atrás, para treinar intrometidos. (O curso de 22 horas custa US$ 1.500.) "Mas você tem que ser discreto a respeito e uni-los sem dizer a eles o motivo." Ou melhor, disse Nancy Kirsch, um vice-presidente sênior do It's Just Lunch (é só um almoço), um serviço nacional de encontros, não esteja por perto quando acontecer. Apenas dê aos amigos o telefone um do outro e deixe que se virem. "Por que você gostaria de estar no primeiro encontro com eles?" ela perguntou.

Provavelmente porque não confio que as pessoas deixarão de lado suas expectativas para perceberem o quão maravilhosos poderiam ser juntos.

"As pessoas não são bebês", disse Kirsch, que se casou com um homem recomendado por uma amiga. "Eles poderão se encontrar por conta própria se tiverem algum interesse." Etiqueta, ela acrescentou, exige telefonar para a casamenteira no dia seguinte.

Foi o que minha vizinha fez logo após o quente primeiro encontro com o Solteiro Nº 1, ao qual procurou quando foi a negócios a Los Angeles.

Logo depois disto, fracassou. Agora estou zangado.

"Você é um tirano quando tenta unir as pessoas", ela disse. "Mas mesmo sendo muito ruim nisto, você está tentando criar amor, e isto é a coisa mais legal que você poderia fazer."

Os instrumentos do meu ofício? Um arco, uma flecha e um aguilhão de gado. George El Khouri Andolfato

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