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21/01/2005

Brasileiro é seqüestrado por rebeldes no Iraque

The New York Times
Edward Wong

Em Bagdá, Iraque
Um brasileiro, que trabalha para uma das maiores empresas de construção da América do Sul, foi seqüestrado em uma emboscada de estrada ao norte da capital na última quarta-feira, disseram uma porta-voz militar americana e uma empresa de segurança britânica nesta quinta (20/01). Um inglês e um guarda de segurança iraquiano foram mortos.

O ataque ocorreu perto da cidade de Bayji, que fica entre Bagdá e a cidade de Tikrit, no Norte, a cidade natal de Saddam Hussein. A área é repleta de rebeldes, e a infra-estrutura de petróleo e eletricidade existente lá é alvo de freqüentes ataques.

As vítimas foram atacadas enquanto viajavam em um comboio perto da usina de força na qual trabalhavam, segundo uma declaração da Janusian Security Risk Management, uma empresa com sede em Londres e que opera no Iraque desde abril de 2003. O britânico e o iraquiano trabalhavam para a Janusian, que se recusou a divulgar seus nomes.

O brasileiro trabalha para a Odebrecht, uma empresa de construção com sede em São Paulo, Brasil. Seus captores não fizeram nenhuma exigência pública.

As tentativas de seqüestro de estrangeiros cresceram após uma diminuição em novembro, durante a sangrenta ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra a fortaleza rebelde de Fallujah.

Os seqüestros são freqüentemente organizados por gangues criminosas que tentam vender as vítimas de volta a seus países ou empregadores, ou para grupos de resistência com motivação política. Um jornalista francês seqüestrado em Bagdá, no início de janeiro, ainda está desaparecido, enquanto um arcebispo seqüestrado no início desta semana na cidade de Mossul, no Norte, foi libertado um dia depois sem que qualquer resgate fosse pago.

O governo chinês disse estar negociando a libertação de oito trabalhadores chineses, que foram seqüestrados recentemente na área do triângulo sunita, e foram vistos na terça-feira em um vídeo divulgado pelos rebeldes. Seus captores estão exigindo que o governo chinês assuma uma posição na guerra no Iraque.

Guerrilheiros em Mossul tentaram tomar um hospital na quinta-feira, mas foram repelidos pelas forças de segurança iraquianas, disseram as forças armadas americanas em uma declaração por escrito. O ataque ao Hospital Al Salam, no leste de Mossul, forçou funcionários e pacientes a fugirem, disseram as forças armadas.

O ataque próximo de Bayji ocorreu no mesmo dia em que os rebeldes semearam medo por toda a capital, detonando pelo menos cinco carros-bomba e um caminhão-bomba, que as forças armadas americanas disseram que mataram pelo menos 26 pessoas. As autoridades americanas e iraquianas previram um aumento da violência antes das eleições de 30 de janeiro para escolha de uma assembléia nacional de 275 cadeiras, que redigirá uma constituição permanente.

Locais como a cidade de Basra, no Sul, que se mantiveram relativamente calmos durante grande parte do outono, têm sofrido uma onda de atentados com carros-bomba. Explosões e fogo automático sustentado são ouvidos regularmente em Bagdá, do amanhecer até as primeiras horas da noite.

Uma empresa de segurança que opera no Iraque divulgou um relatório na quarta-feira alertando que os rebeldes provavelmente estão tentando fazer reféns para chamar a atenção durante o processo eleitoral.

O relatório disse que os rebeldes considerarão um seqüestro proeminente como sendo "o fundo perfeito" para as eleições. O relatório alertou que cidadãos britânicos em particular devem se manter cautelosos e citou a decapitação em outubro de Kenneth Bigley, um engenheiro britânico cujo seqüestro provocou furor político na Grã-Bretanha, onde a oposição à guerra é grande.

O relatório também disse que o ataque perto de Bayji foi uma "emboscada sofisticada" por um "grande número de rebeldes".

David Claridge, um diretor administrativo da Janusian, disse em uma declaração que "nós estamos investigando o assunto e estamos trabalhando com as autoridades locais em seus esforços para localizar o civil desaparecido". A investigação está sendo liderada pela polícia iraquiana, disse a suboficial Cynthia Weasner, uma porta-voz da Primeira Divisão de Infantaria, que está encarregada do controle da área de Bayji.

Sal Remtulla, uma porta-voz da Janusian, disse que sua empresa é uma "provedora de serviço" para a Odebrecht, o que significa que está sob contrato para proteger os funcionários e prédios da Odebrecht no Iraque. Um ataque dos insurgentes matou um britânico e de um iraquiano George El Khouri Andolfato

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