UOL Notícias Internacional
 

23/02/2005

Cresce aprovação a Hillary Clinton, diz pesquisa

The New York Times
Raymond Hernandez

Em Nova York
Lembram-se de Hillary Rodham Clinton e daquele senso comum, sobre como ela é uma figura polarizadora, que divide opiniões? Bem, é melhor rever esse conceito.

Pesquisas recentes mostram que Hillary Clinton, senadora por Nova York em primeiro mandato, pode ter alcançado um novo patamar político, reduzindo expressivamente o número de eleitores que a rejeitam no Estado.

Os institutos de pesquisa dizem que a mudança é notável para uma mulher que durante um tempo foi desprezada por um grupo aparentemente implacável de eleitores --freqüentemente conhecidos como os anti-Hillary-- que não gostam da senadora, independentemente do que ela faça, e que significam um obstáculo em potencial para quaisquer ambições presidenciais que ela venha a ter.

Agora a situação mudou para ela, e isso pôde ser observado no último domingo (20/02), quando o senador John McCain, republicano do Estado do Arizona, disse no programa de TV "Meet the Press" que considerava Hillary Clinton, uma democrata, como alguém que poderia ser uma boa presidente, embora tenha acrescentado que votaria no indicado pelo seu partido. Hillary devolveu a deferência --quando interrogada pelo apresentador desse programa, Tim Russert, ela disse que McCain também poderia ser um bom presidente.

Essa mudança de percepção sobre Hillary Clinton ocorre nesse período pós-eleição de novembro, depois dos discursos em que ela fez várias referências à fé e à oração, dando menos ênfase a questões sociais polarizadoras, como o casamento gay e o aborto.

Analistas políticos dizem que os temas enfatizados por Hillary --combinados com a imagem de árdua trabalhadora que ela busca projetar-- parecem causar uma reavaliação por parte de muitos eleitores do Estado de Nova York, embora isso não ocorra em todo o país, onde o número de pessoas que a desaprovam ainda é alto. Numa pesquisa do Instituto Marista feita há alguns meses, cerca de quatro em cada 10 americanos diziam ter uma visão negativa em relação à senadora.

O progresso dela, detectado apenas entre os céticos nova-iorquinos, ficou claro numa pesquisa realizada pelo The New York Times, divulgada na semana passada. Nessa pesquisa, 21% dos nova-iorquinos disseram ter opinião desfavorável sobre a maneira como ela desempenha suas funções de senadora, número significativamente menor que os 29% que expressaram sentimentos similares em outubro de 2002.

Ao mesmo tempo, o índice de aprovação de Hillary subiu, de 58% em outubro de 2002, para 69%, de acordo com a pesquisa do NYTimes.

Analistas políticos independentes dizem que a posição firme da senadora pode neutralizar intenções de qualquer grande nome republicano que queira desafiá-la na próxima eleição para senador, em 2006, entre eles Rudolph W. Giuliani e o governador George E. Pataki.

De fato, uma pesquisa do Instituto Quinnipiac divulgada no começo de fevereiro indicou que Hillary derrotaria tanto Pataki quanto Giuliani, no confronto hipotético contra cada um deles.

"Não há uma longa lista de adversários que queiram enfrentá-la em 2006", disse Lee M. Miringoff, diretor do Instituto Marista de Opinião Pública em Poughkeepsie, no estado de Nova York.

Mas os líderes republicanos de Nova York dizem que querem muito desafiar Hillary, e especialmente porque republicanos de várias regiões do país provavelmente irão providenciar muito dinheiro e outros recursos de campanha para derrotá-la, da mesma forma como o fizeram em 2000, quando ela venceu. Números desmentem tese de que ex-1ª dama polariza o eleitorado Marcelo Godoy

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