UOL Notícias Internacional
 

01/03/2005

Atentado suicida mata pelo menos 125 no Iraque

The New York Times
Warzer Jaff e

Robert F. Worth

Em Hilla, Iraque
Um homem-bomba suicida avançou em velocidade num sedan repleto de explosivos e detonou a sua carga no meio de uma multidão formada em grande parte por recrutas da polícia e do exército iraquianos, na manhã desta segunda-feira (28/02), em Hilla, matando pelo menos 125 pessoas.

Warzer Jaff/The New York Times

Iraquianos se aglomeram ao redor dos destroços do carro que explodiu em Hilla
A informação foi confirmada por oficiais iraquianos. Trata-se do atentado à bomba mais sangrento que já foi perpetrado desde a invasão do país pelas forças lideradas pelos Estados Unidos, já faz cerca de dois anos.

O atentado à bomba em Hilla, uma cidade situada a cerca de 100 quilômetros ao sul de Bagdá, atingiu à queima-roupa uma multidão de várias centenas de recrutas que estavam esperando para se submeter a uma série de exames de saúde obrigatórios, numa clínica médica situada a meio-caminho entre a sede da prefeitura e uma grande feira ao ar livre.

Entre as vítimas, também estavam muitos civis, homens, mulheres e crianças que estavam comprando alimentos e transitando por uma encruzilhada muito movimentada, quando o carro-bomba explodiu, por volta das 8h30, hora local, informaram os funcionários iraquianos.

A explosão também causou ferimentos em 170 outras pessoas, segundo um porta-voz do ministério do Interior. A força do impacto foi tão grande que ela provocou um incêndio em várias lojas dos dois lados da rua.

Testemunhas descreveram a cena como uma carnificina horrível. Enormes poças de sangue eram visíveis, enquanto cadáveres carbonizados eram carregados sobre carrinhos de mão feitos de madeira. Do lado de fora da clínica, a força da explosão fez com que o sangue espirasse sobre a parede do prédio, acima das janelas do primeiro andar.

"Eu estava esperando dentro do prédio, perto da porta de entrada, quando eu vi um carro chegando com velocidade, vindo da estrada que fica do outro lado da clínica", contou Alaa Sami, 31, um guarda das forças de segurança que vigiava a parte interna do centro médico e que escapou sem ferimentos.

"De repente, estilhaços de vidros e de bomba estavam voando em volta da minha cabeça. Quando eu saí do prédio, eu não consegui acreditar no que eu estava vendo: havia cadáveres por todo lugar, e sangue espalhado nas paredes e por toda a rua".

O atentado, o mais recente de uma série de dezenas que alvejaram as forças de segurança do Iraque, as quais ainda se encontram em fase de formação, demonstrou mais uma vez que as forças da insurreição ainda possuem a capacidade de desencadear como bem entendem ataques mortíferos e com grande poder de destruição, a despeito da realização relativamente pacífica de eleições nacionais em janeiro e da recente captura de vários líderes importantes.

"O caráter mortífero dos atentados parece ter aumentado bastante nos últimos tempos", declarou o ministro do Interior, Falah Al Naqib, nesta segunda-feira, durante uma coletiva de imprensa em Bagdá. Segundo ele, nos atentados com carro-bomba mais recentes, "a quantidade de vítimas tem sido muito maior do que antes", disse Naqib.

Os oficiais de polícia da província de Babil, onde fica a cidade de Hilla, informaram que várias pessoas foram presas, sendo suspeitas de terem alguma vinculação com o atentado desta manhã. Contudo, elas não forneceram maiores detalhes. Dimensão dos ataques tem aumentado, afirmam as autoridades Jean-Yves de Neufville

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