UOL Notícias Internacional
 

01/03/2005

Para democrata, candidatura de Pataki é 'ridícula'

The New York Times
Raymond Hernandez

Em Washington
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    Um estrategista do Partido Democrata, que também é alto assessor da senadora Hillary Rodham Clinton, criticou duramente nesta segunda-feira (28/02) o governador de Nova York, George E. Pataki, dizendo que suas ambições presidenciais eram "ridículas".

    O estrategista, Howard Wolfson, deixou claro que estava comentando apenas como porta-voz do Partido Democrata do Estado de Nova York e não como representante de Clinton.

    Ao lançar o ataque, Wolfson observou que a edição de 28 de fevereiro da revista conservadora National Review trazia na capa uma crítica aos 10 anos de governo de Pataki, citando em particular o aumento nos gastos do Estado.

    A capa mostrava uma caricatura orelhuda do rosto do governador sobre o corpo do macaco fictício Curious George. "Espúrio George", dizia a manchete. "O Reino Patético do Governador de Nova York Pataki."

    "Acho triste quando uma publicação conservadora retrata a pessoa como macaco na capa", disse Wolfson, que é estrategista do Partido Democrata em Nova York. "A idéia dele concorrendo à presidência é ridícula."

    O Republicano Pataki vem se envolvendo na política nacional, talvez como preparação para a disputa presidencial em 2008. No entanto, tem recebido críticas dos conservadores por muitas de suas decisões, principalmente pelos aumentos de gastos que permitiram que agradasse os eleitores e fosse reeleito duas vezes em um Estado fortemente Democrata.

    As antigas tensões entre Pataki e Clinton ressurgiram recentemente. O Partido Republicano de Nova York reforçou suas críticas à senadora enquanto ela começava a se preparar para um esforço de reeleição.

    Um porta-voz de Pataki refutou os comentários de Wolfson, dizendo que os ataques refletiam uma ansiedade entre os democratas com a possibilidade de Pataki concorrer a outro mandato em 2006.

    "Parece que Wolfson e os democratas estão com medo de que o governador decida concorrer novamente. Eles sabem que os nova-iorquinos gostam e confiam no governador Pataki e que ele foi o líder que dirigiu Nova York crise após crise", disse David Catalfamo, porta-voz de Pataki.

    Wolfson riu dessa noção. Ele citou pesquisas de opinião recentes mostrando a queda de popularidade de Pataki. Uma pesquisa de The New York Times divulgada no mês passado, por exemplo, mostrou que o apoio do público ao governador teve queda recorde, com menos da metade dos nova-iorquinos aprovando a forma como desempenhou seu papel.

    "Os números contam uma história completamente diferente", disse Wolfson. "O governador Pataki presidiu uma década de perda de empregos e de estagnação em Albany. É hora de mudar."

    "Ele não é nem o principal candidato de Nova York pela nomeação do partido", acrescentou Wolfson, referindo-se a Rudolph W. Giuliani, que também está pensando em concorrer à nomeação do partido para 2008. Prestígio em baixa mina projeto presidencial do governador de NY Deborah Weinberg
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