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02/03/2005

Ex-presidente da HP pode presidir Banco Mundial

The New York Times
Elizabeth Becker

Em Washington
Carleton S. Fiorina, ou Carly Fiorina como é mais conhecida, após perder o cargo de presidente da Hewlett-Packard surge agora como forte candidata à presidência do Banco Mundial, de acordo com uma autoridade do governo Bush.

Ruth Fremson/The New York Times

Executiva demitida na HP poderá ser presidente do Banco Mundial
Paul Wolfowitz, assistente do secretário de defesa dos EUA, também é considerado, segundo a mesma fonte. Mas Wolfowitz deverá emitir comunicado dizendo que foi solicitada sua permanência no Pentágono.

Robert B. Zoellick, que até semana passada era o representante do comércio dos EUA, no princípio estava cotado como o candidato da Casa Branca para substituir James D. Wolfensohn, o atual presidente do banco, que irá completar seu 2º mandato de cinco anos em maio.

Mas quando Zoellick foi indicado para ser o novo vice-secretário de Estado, a Casa Branca reabriu seu processo de indicação.

Ainda estão na pequena lista de candidates ao cargo Randall L. Tobias, coordenador global de programas contra Aids na Casa Branca, ex-vice-presidente da AT&T International e diretor da Eli Lilly & Company; e John Taylor, principal funcionário do Departamento do Tesouro para assuntos internacionais. Peter McPherson, ex-presidente da Michigan State University, já não figura mais entre os principais candidatos.

A fonte oficial que tem conhecimento da lista só pôde comentar esses nomes pelos bastidores, devido às reações negativas do governo quanto a vazamentos de informações sobre os possíveis candidatos.

A Casa Branca se recusou a comentar publicamente a candidatura de Fiorina, ou sobre as chances de Wolfowitz, que foi divulgada pelo jornal "Financial Times".

"Não comentamos ou especulamos sobre decisões pessoais", disse Tony Fratto, porta-voz assistente do Departamento do Tesouro, funcionário que deverá comunicar oficialmente a indicação.

Wolfowitz atualmente é um dos funcionários mais poderosos do Pentágono, e uma eventual saída dele poderia ter grande impacto sobre a política militar americana.

Fiorina, que é a única mulher na lista dos candidatos ao comando do Banco Mundial, traz consigo uma bagagem política bem menor. Como presidente durante seis anos de uma empresa que integra a lista "Fortune 500", ela ganhou experiência administrativa que a coloca numa posição próxima ao topo dessa lista.

Ela é considerada uma líder dinâmica com rápido domínio dos fatos, embora tenha sido responsabilizada pelo fracasso da Hewlett-Packard em acompanhar o desempenho dos rivais produtores de computadores, como a IBM e a Dell.

Fiorina também acrescentaria um toque de glamour ao cargo, já que provavelmente ela é a única candidata famosa o bastante a ponto de ser conhecida nos círculos empresariais pelo primeiro nome, Carly.

Com essa indicação, o presidente Bush terá a oportunidade de nomear uma pessoa de sua própria confiança para liderar o Banco Mundial. (Por tradição, os Estados Unidos indicam o presidente do banco, enquanto a Europa nomeia o diretor do Fundo Monetário Internacional.)

Cada vez mais, o presidente Bush busca imprimir uma marca pessoal em sua política de auxílio externo, enfatizando o envio de assistência a países que atendam a seus critérios de governo responsável. Na nova proposta orçamentária do governo, a assistência externa foi poupada dos cortes profundos efetuados nos programas domésticos.

Seria Wolfowitz o candidato que melhor seguiria essas idéias? Isso poderá ser questionado por setores influentes do Banco Mundial. Como um dos principais arquitetos estratégicos da Guerra do Iraque, Wolfowitz não está entre os favoritos de algumas nações européias, que poderiam tentar bloquear sua indicação.

Como assistente da Secretaria de Estado para assuntos do Sudeste Asiático, e mais tarde embaixador americano na Indonésia, Wolfowitz inspecionou políticas que cobrem o mundo em desenvolvimento.

Já Carly Fiorina tem um perfil profissional mais semelhante ao de Wolfensohn antes dele se tornar presidente do Banco Mundial, já que ambos são considerados líderes empresariais carismáticos que circulam bem entre a elite.

Mas nem Wolfowitz nem Fiorina podem ser considerados especialistas em desenvolvimento. Carleton S. Fiorina é conhecida no meio e tem a confiança de Bush Marcelo Godoy

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