UOL Notícias Internacional
 

03/03/2005

Capitalista de Wall Street agita o mercado de arte

The New York Times
Carol Vogel e

Landon Thomas Jr.

Em Nova York
Por mais de um século, sucessivas gerações de titãs financeiros de Wall Street gastaram fortunas no mercado das obras de arte, na esperança de que um Monet ou um Cezanne pudesse acrescentar um pouco de verniz ao aspecto grosseiro presente em seu ramo de negócios.

Gagosian Gallery/The New York Times

Cohen pagou US$ 8 mi por 'Impossibilidade Física da Morte na Mente de Alguém Vivo', a obra acima
Agora, uma nova turma de jovens e pouco conhecidos bilionários que administram fundos hedge (fundos que limitam riscos) está agitando o mercado das obras de arte, utilizando suas vastas conexões de capital para abiscoitar algumas das imagens mais reconhecíveis do mundo.

Quem lidera a turma é Steven A. Cohen, magnata dos fundos hedge, que foge da publicidade e vive em Greenwich, Connecticut. Dizem que Cohen levou para casa US$ 350 milhões (equivalente a cerca de R$ 945 milhões) em 2003 e ainda mais no ano passado, de acordo com pessoas próximas ao magnata.

Nos últimos cinco anos, Cohen, 48 anos, gastou mais de US$ 300 milhões (mais de R$ 800 milhões) formando uma coleção que inclui uma das mais importantes pinturas borrifadas de Jackson Pollock, um auto-retrato de Manet, lírios d' água de Monet e outras obras importantes, como uma jovem bailarina esculpida por Degas e trabalhos bem conhecidos da Pop Art, como o "Superman" de Andy Warhol e o "Popeye" de Roy Lichtenstein.

E mais recentemente, no que parece ser um irônico tributo à reputação dele como um dos agentes mais predadores do mercado em Wall Street, Steven Cohen pagou US$ 8 milhões (cerca de R$ 21,5 milhões) por uma obra do artista britânico Damien Hirst --um tubarão-tigre de mais de 4 metros, submerso num tanque de formol.

Assim como outros poucos colecionadores, Cohen planeja investir muitos dólares para conseguir o que quer --em ofertas freqüentemente consideradas excessivas pelos especialistas.

No mundo das coleções de arte, acompanhar as compras de Cohen se transformou numa espécie de esporte. A atmosfera de mistério em torno dele apenas turbina os rumores e os exageros sobre suas compras, assim como acontece nas negociações que ele empreende em Wall Street.

Baixinho, homem de físico pouco imponente, Cohen tem um capital líquido que a revista Forbes estima em US$ 2 bilhões, e cultiva uma aura de excentricidade. Apesar de sua notória posição como um dos investidores mais influentes em Wall Street, a política dele é a de não posar para fotografias.

Mas Cohen não é o único investidor em fundos hedge que está assolando o mercado das obras de arte. Kenneth Griffin, 36 anos, fundador do Citadel Investment Group de Chicago, empresa avaliada em US$ 8 bilhões, recentemente comprou uma natureza morta de Cézanne, que tinha sido arrematada por US$ 60 milhões num leilão da Sotheby's em 1999.

Também ativos no mercado das obras de arte estão Eric Mindich, 36 anos, ex-sócio da corretora Goldman Sachs que agora comanda a Eton Park Capital, e Daniel C. Benton, da corretora Andor Capital. Mindich e Benton recentemente passaram a integrar a curadoria do Whitney Museum of American Art, em Nova York. Megainvestidor Steven A. Cohen aplica quantias elevadas em obras Marcelo Godoy

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