UOL Notícias Internacional
 

16/03/2005

Itália começará a retirada do Iraque em setembro

The New York Times
Ian Fisher

Em Roma
O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi disse nesta terça-feira (15/03) que pretende começar a retirar os 3 mil soldados italianos do Iraque em setembro, em um sinal de que o custo doméstico da lealdade aos Estados Unidos em torno da guerra está ficando alto demais.

Alan Chin/NYT

Premiê italiano tentará a reeleição em 2006
Berlusconi, um dos poucos aliados do presidente Bush na Europa, expressou suas palavras com cuidado, dizendo em um programa de entrevistas daqui que a decisão dependeria do fortalecimento do governo iraquiano.

A Itália representa o quarto maior contingente de soldados estrangeiros no Iraque, com seus soldados agindo principalmente como força de paz perto da cidade de Nasiriyah, no Sul.

Mas há pouca dúvida de que Berlusconi está olhando não apenas para os eventos no Iraque. No programa, ele disse formalmente que concorrerá a reeleição na primavera de 2006.

Comentaristas políticos daqui há muito presumiam que dada a grande oposição à guerra no Iraque entre os italianos, Berlusconi seria forçado a começar a retirar as tropas até lá.

Tal oposição à guerra ganhou nova força duas semanas atrás, quando um agente italiano de inteligência foi morto a tiros no Iraque por soldados americanos após ter obtido a libertação de uma jornalista italiana seqüestrada.

Apesar de o incidente ter lançado uma sombra nas relações entre a Itália e Washington, não se sabe quanto ele influenciou a decisão de Berlusconi, uma rara concessão ao sentimento da população contra a guerra.

"Eu falei a respeito com Tony Blair, e é a opinião pública de nossos países que espera esta decisão", disse Berlusconi no programa de entrevistas "Porta a Porta".

Blair, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, enfrenta um descontentamento público semelhante por seu apoio à guerra. "Nós temos que elaborar uma estratégia de saída", disse Berlusconi.

Não houve nenhum comentário imediato de Blair.

O anúncio de Berlusconi pareceu um golpe contra os esforços do governo Bush tanto para aumentar o número de soldados no Iraque quanto para retratar a guerra como sendo o esforço de uma ampla "coalizão" de nações, à medida que outros aliados dizem que também começarão a retirar suas tropas nos próximos meses. Interesse eleitoral teria motivado a decisão de Silvio Berlusconi George El Khouri Andolfato

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