UOL Notícias Internacional
 

22/03/2005

Jovem mata 9 pessoas e suicida-se em escola

The New York Times
Jodi Wilgoren

Em Chicago
Um estudante de ensino médio provocou um massacre na Reserva Indígena de Red Lake, no norte do Estado de Minnesota (norte dos EUA) nesta segunda-feira (21/03), matando seus avós, cinco colegas de escola, uma professora, um segurança e a si mesmo, disseram as autoridades.

Doze outros estudantes ficaram feridos no tiroteio, que aconteceu no Red Lake High School, que conta com 300 alunos, por volta das 15 horas [horário local; 18h em Brasília], disseram as autoridades. Os avós aparentemente foram mortos em casa no início do dia, e as autoridades estão investigando se a arma do crime foi uma arma da polícia tomada do avô, um oficial de carreira da força tribal.

Nem o atirador e nem as vítimas foram identificados pelas autoridades, mas a Red Lake Net News, um site de notícias afiliado à tribo, citou o nome do avô do atirador como sendo Daryl "Dash" Lussier, assim como várias pessoas da comunidade em entrevistas por telefone.

"Provavelmente será necessária a noite toda para realmente montarmos todo o quadro", disse Paul McCabe, um porta-voz do FBI em Minneapolis, aos repórteres na coletiva de imprensa. "Ainda é uma investigação em andamento. No momento ainda resta muito trabalho a fazer."

McCabe disse que "nós temos evidência que nos faz acreditar que o atirador está morto", e que "nós acreditamos que ele agiu sozinho".

O tiroteio foi o pior em uma escola desde o do Columbine High School, perto de Littleton, Colorado, em 1999, onde 15 pessoas foram mortas.

Roman Stately, diretor do corpo de bombeiros de Red Lake, disse para a agência de notícias "The Associated Press" e para as emissoras locais de televisão que a polícia encontrou os corpos dos avós uma hora depois do massacre na escola e que o jovem usou a arma de serviço do avô.

"Aparentemente, ele caminhou pelo corredor atirando e então entrou em uma classe", disse Stately para a Kare-TV, a afiliada da rede NBC nas cidades gêmeas de Minneapolis-Saint Paul. "Ele atirou em vários estudantes, em uma professora e depois em si mesmo."

McCabe disse que as vítimas no colégio foram todas encontradas na mesma sala. A professora, o segurança e os quatro alunos, incluindo o atirador, morreram no local e dois outros posteriormente no hospital.

"A professora fez as crianças se abaixarem no chão, sob as carteiras", disse Molly Miron, a editora do jornal "Bemidji Pioneer", para uma emissora de rádio após entrevistar uma professora que estava na sala na hora dos disparos. Miron citou a professora como tendo dito: "Eu apenas fiquei agachada no chão e chamei a polícia. Eu não acreditava no que estava acontecendo".

A reserva de Red Lake, a cerca de 385 quilômetros ao norte das cidades gêmeas e a cerca de 190 quilômetros ao sul do Canadá, é lar de cerca de 5 mil índios ojibwe, freqüentemente chamados chippewa. A tribo opera três cassinos e outras atrações turísticas em cerca de 200 mil hectares.

Clyde Bellencourt, fundador do Movimento Indígena Americano com sede em Minneapolis, disse: "Não consigo me lembrar de algo tão trágico quanto isto que tenha acontecido" na reserva.

"Todos na comunidade indígena estão se sentindo muito mal no momento, independente de serem ou não membros da Red Lake, nós todos somos uma família estendida, nós todos estamos ligados", disse ele. "Geralmente isto acontece em lugares como Columbine, escolas de brancos, sempre em outro lugar. Nós nunca ouvimos algo assim em nossa comunidade."

Bellencourt e seu irmão Vernon, outro antigo líder indígena americano, disse que o avô do atirador fez parte da força policial local por cerca de 35 anos e pertencia a uma das famílias mais proeminentes e respeitadas da tribo.

"Ninguém nunca imaginaria que este tipo de violência aconteceria em nossas comunidades", disse Vernon Bellencourt.

"Mas nossos jovens não estão imunes aos mesmos problemas enfrentados pelos jovens de todo o país", ele acrescentou, "de forma que nossas comunidades agora estão se tornando vítimas deste mesmo tipo de violência". O ataque, em reserva indígena, é o pior desde Columbine, em 1999 George El Khouri Andolfato

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