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07/04/2005

China rejeita projeto de expansão do Conselho de Segurança da ONU

The New York Times
Warren Hoge

Na sede da ONU, em NY
A China deu indícios, nesta quarta-feira (6/4) de que poderá resistir aos planos de se expandir o Conselho de Segurança da ONU ainda esse ano, uma proposta que é tópico central no amplo pacote de mudanças nas Nações Unidas, apresentado pelo secretário-geral Kofi Annan, e que será submetido numa conferência de chefes de estado que irá ocorrer em setembro.

Annan apresentou no mês passado dois planos de expansão do Conselho, que passaria dos atuais 15 países-membros para 24 países-membros. Na ocasião, Annan conclamou a Assembléia-Geral a decidir, até a realização da conferência de setembro, sobre qual dos dois modelos seria o mais apropriado. O secretário-geral disse que o Conselho deve ser ampliado para refletir as realidades modernas da distribuição do poder global.

Mas o embaixador da China junto a ONU, Wang Guangya, disse na Assembléia-Geral na quarta-feira que, se por um lado a China compartilhava da preocupação de Annan quanto ao caráter ultrapassado da atual formação do Conselho, não poderia endossar nenhuma das fórmulas apresentadas, e que, em qualquer dos dois casos, deverá bloquear uma decisão rápida.

"A China não está a favor de se estabelecer um limite de tempo artificial para a reforma do Conselho, e ainda menos que isso seja forçado por meio de qualquer proposta imatura que não obtenha consenso em votação", disse Guangya.

"Se não se chegar imediatamente a um consenso", acrescentou, "as consultas deverão continuar. A tentação de se forçar uma decisão na cúpula deve enfrentar resistências".

A insistência de Wang Guangya na necessidade de se chegar a um consenso foi um desafio direto a Annan, que em seu relatório de 20 de março declarou que, embora o consenso entre os 191 países-membros da ONU fosse "muito preferível", o fracasso em se obter apoio unânime "não deveria se tornar uma desculpa para adiar a decisão".

O Conselho atualmente tem cinco países com direito a veto --Grã-Bretanha, China, França, Rússia e os Estados Unidos-- e mais dez países-membros eleitos para períodos de dois anos.

Uma das duas propostas apresentadas por Annan acrescentaria seis membros permanentes --os prováveis candidatos são Brasil, Alemanha, Índia, Japão, Egito e mais um africano, Nigéria ou África do Sul-- assim como vagas para três novos membros com direito a mandatos de dois anos.

A outra proposta criaria uma nova lista de oito membros semipermanentes, com mandatos de quatro anos renováveis, e acrescentaria uma vaga com mandato de dois anos à atual lista de 10 países que se revezam.

A China, como um dos cinco países com direito a veto, está particularmente desconfiada quanto á possibilidade de se permitir que o Japão adquira a condição de membro permanente. Chineses não vêem com bons olhos a entrada do Japão no grupo Marcelo Godoy

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