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08/04/2005

Analgésicos podem prejudicar coração e estômago, dizem autoridades dos EUA

The New York Times
Gardiner Harris

Em Washington
As autoridades federais que controlam a venda de remédios emitiram um alerta geral nesta quinta-feira (7/4), afirmando que a maioria dos mais populares analgésicos pode atingir o coração, o estômago e a pele. As autoridades convenceram os laboratórios Pfizer a retirar do mercado seu analgésico que já foi um dos campeões de vendas, o Bextra.

Alertas sérios sobre riscos cardíacos brevemente estarão impressos de maneira destacada nos rótulos para analgésicos vendidos sob receita médica, como Celebrex, Mobic, Naprosyn, Motrin, Voltaren e mais de uma dúzia de outros remédios similares, comunicou a agência federal Food and Drug Administration (FDA).

Até mesmo marcas de comprimidos vendidos sem receita, como Advil e Aleve, terão que ter citadas em suas embalagens mensagens sobre os riscos que podem causar ao coração, estômago e pele, declarou a agência federal.

Poucos estudos já examinaram os efeitos causados à saúde pela maioria desses remédios num longo prazo. Sob esse aspecto, as autoridades da saúde parecem estar tateando no escuro. Estudos realizados com o Bextra e o Celebrex, ambos da Pfizer, e o Vioxx, fabricado pela Merck, sugerem enfaticamente que esses remédios aumentam os riscos de ataques cardíacos e de derrames.

Com esses estudos em mãos, e com as sugestões de que remédios mais antigos podem agir da mesma forma, as autoridades da FDA disseram que não poderiam descartar a possibilidade de que todos os remédios pertencentes à categoria dos anti-inflamatórios não-esteróides causam problemas similares.

"Acreditamos que os riscos estão presentes em todos esses remédios", disse o dr. Steven Galson, diretor-executivo para medicamentos da FDA. "Pode haver algumas diferenças, mas nossas conclusões são de que não temos informações suficientes para categorizar esses riscos."

Ainda assim, Galson enfatizou que populares remédios vendidos sem receita médica são medicamentos seguros, se forem consumidos por um curto período e em doses pequenas, e que os pacientes não deveriam interromper o uso desses remédios só por causa do comunicado da FDA.

Vários especialistas disseram que o Naproxen, presente no Naprosyn e no Aleve, provavelmente é o mais seguro entre os comprimidos analgésicos não-esteróides.

Esses últimos alertas irão complicar o receituário para pacientes de artrite e para outros pacientes com dores crônicas. Há indícios na pesquisa de que os analgésicos menos agressivos ao estômago seriam os mais agressivos ao coração, e vice-versa.

A aspirina, por exemplo, protege o coração, mas pode irritar o estômago. O Naproxen pode ser levemente benéfico ao coração, mas parece ser especialmente danoso ao estômago. Já o Vioxx mostrou ser o melhor para o estômago, mas provavelmente tem os efeitos mais tóxicos sobre o coração. Todos eles, em casos raros, provocaram reações na pele.

A Pfizer declarou oficialmente que "respeitosamente discorda da posição da FDA em relação ao perfil geral de riscos/benefícios apresentados pelo Bextra", mas concordou em suspender as vendas do remédio. A empresa farmacêutica declarou que trabalharia junto à agência federal para a elaboração de uma enfática advertência que será impressa nos rótulos do
Celebrex. FDA determina retirada do Bextra do mercado farmacêutico do país Marcelo Godoy

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