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20/04/2005

Um lar portátil para fotos digitais

The New York Times
David Pogue
Quando você pensa a respeito, os cartões de memória são um formato um tanto delicado para algo tão importante quanto suas fotos digitais. Tantas coisas podem acontecer aos cartões de memória: eles podem ser perdidos, roubados, corrompidos ou, no caso daqueles minúsculos cartões xD-Picture, voar até o CEP vizinho quando você espirra.

The New York Times Image

Photo vaults (armazenadores de imagens) têm vantagens sobre adaptadores de iPod
É claro que os cartões de memória são projetados para o armazenamento temporário dentro da câmera. Assim que o cartão está cheio, suas fotos querem desesperadamente ser transferidas para um lar maior, mais seguro e mais permanente.

Para a maioria das pessoas, é claro, tal lar é um computador. Mas carregar um laptop a tiracolo durante suas viagens e passeios nem sempre é prático. Além disso, é como vestir uma camiseta dizendo, "Sou um Turista -Me Roube".

Você poderia comprar muitos cartões de memória, mas isto sairia caro. Você também poderia comprar um gravador portátil de CD (por cerca de US$ 275) para queimar as fotos direto do cartão, mas seria desajeitado e lento.

Mas esta é uma era de discos rígidos minúsculos (veja também o iPod). Por que alguém não inventa um dispositivo portátil capaz de extrair as fotos do cartão de memória e colocá-las em um disco rígido, para que você possa liberar o cartão e voltar a tirar fotos?

Felizmente, vários alguéns inventaram exatamente isso: dispositivos diversos que se chamam photo vaults (câmaras de foto), photo wallets (carteira de foto), digital photo viewers (visores de foto digitais) e mobile media hard drives (discos rígidos móveis de mídia).

Ou, se você tem um music player iPod, você também pode transformá-lo em um photo vault, utilizando os adaptadores vendidos pela Belkin e Apple, que na semana passada lançou algo chamado iPod Photo Connector.

Os photo vaults dedicados (da Epson, Archos, Nikon, SmartDisk, Jobo e outros) apresentam muitas vantagens sobre os adaptadores iPod.

Primeiro, eles têm telas muito maiores, o que facilita para você mostrar suas fotos para seus amigos e apagar as piores.

Segundo, eles também podem tocar música e às vezes filmes, apesar de em um número limitado de formatos; por exemplo, a maioria não toca canções com proteção de cópia compradas pela Internet. (Quando conectados a um Mac ou PC por meio de um cabo USB, estes aparelhos funcionam como discos rígidos externos -é como você carrega músicas e filmes- e leitores de cartões de memória.)

Terceiro, você pode conectar qualquer um destes aparelhos em uma televisão, para melhor expor suas obras.

E, finalmente, estes aparelhos têm suas próprias baterias e slots para cartões de memória. Em outras palavras, quando você transfere suas fotos, você não gasta a bateria de sua câmera (como faria ao ligá-la a um laptop). Isto é importante porque quando você está em trânsito, a carga da bateria da câmera é um recurso precioso.

Os photo vaults deste artigo --o Epson P-2000, Jobo GigaVu Pro, Archos AV420 e SmartDisk FlashTrax- apresentam uma grande variedade de opções de tamanho, formato e outras funções. (A Nikon, cujo compacto Coolwalker MSV-01 foi projetado para uso com as câmeras Nikon, se recusou a fornecer uma unidade para avaliação. Também foram omitidos os modelos sem tela, que privam você de metade da diversão.)

A maioria tem um slot apenas para cartões Compact Flash. Se sua câmera usa um tipo menor, você terá que usar seu próprio adaptador de cartão. Apenas o Epson P-2000 oferece um slot para cartões SD.

Esta também não é a única virtude o aparelho preto e luzidio da Epson (US$ 500 online). O tamanho, brilho e claridade de sua tela de 3,8 polegadas arrasa com a concorrência. Graças aos seus superclaros 640 x 480 pixels (quatro vezes a resolução de seus rivais), as fotos parecem impressões de quiosques de foto. A transferência também é rápida: pouco menos de dois minutos para um cartão de memória de 256 megabytes com 103 fotos.

Este também é o único photo vault que trata seriamente os "slide shows": você pode escolher uma música de fundo, e pode optar por um gentil giro animado e efeitos de passagem de fotos que dão uma doce sensação de Hallmark Hall of Fame.

Mas com 14,7 x 8,3 x 3 centímetros, o Epson não é exatamente pequeno. Se você preferir algo mais compacto, avalie o genuinamente portátil Archos AV420 (12,4 x 7,8 x 2 cm).

É verdade que nunca foi a intenção do Archos (US$ 450) ser um photo wallet; ele ganhou vida como uma máquina multimídia portátil, capaz de, por exemplo, gravar programas de televisão (mesmo desacompanhado) para que você possa assisti-los em trânsito. Mas por ser tão pequeno, possuir enorme capacidade (até 100 gigabytes) e velocidade (1 minuto e 40 segundos para transferir um cartão de 256 mega), os fotógrafos passaram a adotá-lo para descarregar fotos.

Mas ele não é nem de perto tão bom quanto o Epson nesta tarefa. A tela de 3,5 polegadas é de apenas 320 x 240 pixels; não há botão ou comando dedicado para transferência de fotos; não exibe arquivos RAW de qualquer espécie; e você não tem nenhum tipo de indicador de progresso ou imagens das fotos enquanto está importando. Mas eu mencionei que é pequeno?

Pequeno não é a palavra para o volumoso Jobo GigaVu Pro (14,4 x 10,6 x 3,8 cm). Este aparelho parece direcionado a fotógrafos mais sérios, pelo seu preço (US$ 500 pelo modelo de 50 gigabytes), forma como lida com formatos avançados de foto como RAW e TIFF, sua velocidade (3m09s para o teste de 256 mega) e seu confuso sistema operacional. (Por que, por exemplo, as opções não disponíveis não ficam apagadas ou desaparecem, como qualquer sistema operacional que se preze?) A tampa protetora, que você pode virar para baixo quando está usando a coisa, é um belo toque, mas a maioria das pessoas ficará mais feliz com o Epson.

O SmartDisk FlashTrax também protege sua tela: você a levanta e usa, com proteção digna do Exterminador do Futuro. Este aparelho é notavelmente dedicado à sua tarefa: sem saber nada sobre seu sistema de arquivamento estilo Windows, você insere o cartão de memória, aperta o botão Copy e pronto. Outras boas características são a bateria trocável e a capacidade de assistir seus filmes de câmera digital.

O FlashTrax também é notável pelo preço: US$ 280 pelo modelo de 20 gigabytes, ou US$ 350 pelo de 40 gigabytes (ambos os preços refletem um desconto de US$ 50 válido até 30 de abril). Mas vale notar que a economia vem da inclusão da tela mais simples, de imagem mais lavada, da série.

Agora, se você tem um iPod music player, você já está carregando um disco rígido de 10 giga a 60 gigabytes, e em uma unidade que é muito menor do que qualquer photo vault.

A Belkin oferece dois adaptadores de transferência câmera-iPod. O Digital Camera Link (cerca de US$ 56 online) é uma caixa de plástico branca que conecta a câmera (por meio de seu cabo USB) diretamente ao iPod. A transferência é lenta (6m45s para o cartão de 256 mega), o dispositivo é grande (do tamanho do próprio iPod), gasta bateria da câmera e suas próprias pilhas AA como louco. E nos iPods preto-e-branco, você não vê as fotos; cada transferência é identificada na tela do iPod apenas pelo nome, data, tamanho do arquivo e número de fotos.

O Belkin Media Reader (US$ 100) é outra caixa de plástico branca ainda maior (8,6 x 10,1 x 2 cm), desta vez carregada com quatro pilhas AAA. A transferência é ainda mais lenta -mais de 9 minutos no teste com cartão de 256 mega- mas desta vez você não gasta bateria da câmera, porque você coloca o cartão de memória diretamente no Belkin.

Em ambos os casos, seu Mac ou PC importam as fotos do iPod exatamente como fariam com sua câmera digital.

A vida fica mais doce se você tiver o iPod Photo da Apple (US$ 350 para o modelo de 30 gigabytes), que tem tela colorida. Neste caso, você pode usar o novo iPod Photo Connector da Apple (US$ 30), um troço minúsculo de plástico branco que é conectado diretamente no iPod. Quando você conecta o cabo USB da sua câmera nele, o iPod se oferece alegremente para importar suas fotos. Durante o processo de importação, você vê cada foto à medida que ela entra, juntamente com úteis indicadores de progresso e a opção de botões "parar e salvar" e "cancelar".

Os charmes desta solução, é claro, incluem seu tamanho extremamente pequeno, o baixo custo e a compatibilidade com os grandes arquivos RAW e filmes digitais (que o iPod pode importar mas não exibir).

Mas há reveses consideráveis. A transferência é muito lenta (10,5 minutos para o cartão de 256 mega) e a bateria do iPod sofre um duro ataque. Note também que apesar de você poder ver as fotos importadas na tela, o iPod Photo não pode exibi-las na televisão -uma das melhores características do aparelho- antes que você volte para casa e as sincronize em seu Mac ou PC, que as colocarão no devido formato do iPod.

Graças a uma pequena coisa incômoda chamada física, você não pode ter em um mesmo aparelho velocidade, preço baixo, corpo pequeno, disco rígido grande e tela grande.

Se você preferir pequeno e com grande capacidade, um iPod Photo com um pequeno adaptador representa o menor sistema de photo wallet que você pode comprar -e, sim, você ganha um grande player de música sem custo adicional. Para economia e robustez, escolha o SmartDisk FlashTrax. Se você preferir uma tela grande e velocidade, você ficará empolgado com a tela espetacular do Epson P-2000. E independente do que você escolher, da próxima vez que estiver viajando, você dormirá melhor sabendo que suas fotos estão guardadas em segurança em um pequeno hotel digital próprio. George El Khouri Andolfato

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