UOL Notícias Internacional
 

03/05/2005

Afeganistão e Iraque afetam força militar dos EUA

The New York Times
Thom Shanker

Em Washington
A concentração de soldados e armas dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão limita a capacidade do Pentágono de lidar com outros conflitos armados em potencial, disse ao Congresso americano nesta segunda-feira (2/5), um oficial da mais alta patente militar.

O oficial, general Richard B. Myers, comandante do Estado-Maior, informou ao Congresso, por meio de um relatório confidencial, que operações de combate em outras partes do mundo, caso sejam necessárias, provavelmente se prolongariam e causariam mais baixas entre americanos e estrangeiros civis, devido à utilização dos recursos do Pentágono no Iraque e no Afeganistão.

Depois que meia dúzia de autoridades civis e militares do Pentágono discutiram as linhas gerais desse relatório nessa segunda-feira, com a versão entregue oficialmente ao Congresso, um funcionário do governo obteve uma cópia para The New York Times.

Entre os fatores que limitariam a capacidade de triunfo rápido do Pentágono em outros conflitos em potencial, conforme imaginado pelos estrategistas de guerra, o general Myers se referiu a estoques reduzidos de armas de precisão, que foram esgotadas durante a invasão do Iraque, e ao estresse entre as divisões da reserva, que suprem a necessidade nas funções de combate no Iraque.

Apesar das limitações, Myers foi inabalável na afirmativa de que as tropas americanas triunfariam em qualquer operação de combate de maior porte. As forças armadas americanas, ele concluiu, são "totalmente capazes" de atender a todos os objetivos militares de Washington.

O relatório do general parece apresentar um panorama levemente diferente do que o apresentado pelo presidente numa coletiva à imprensa semana passada, quando Bush disse que o número de soldados americanos no Iraque não iria limitar as opções militares de Washington em qualquer outra parte do mundo.

O próprio Bush disse ter perguntado a Myers, "Você acha que limitamos a nossa capacidade de lidar com outros problemas devido ao nosso contingente de soldados no Iraque?"

"E a resposta foi não, ele não se sentiu nem um pouco limitado", disse Bush. "Ficou a impressão de que temos muita capacidade, o suficiente."

No final desta segunda, uma autoridade do Pentágono descartou a existência de qualquer contradição mais séria entre o presidente e o general Myers.

"Os dois comentários são consistentes, no sentido de que entre os militares ninguém se sente de forma alguma limitado na capacidade de responder a qualquer contingência", disse a fonte do Pentágono.

"O que está em discussão nessa avaliação de risco é a natureza da reação (a um eventual ataque)." Esforço prolongado reduz capacidade norte-americana, diz general Marcelo Godoy

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