UOL Notícias Internacional
 

11/05/2005

Rumsfeld pretende controlar regiões mais em evidência e elevar forças armadas

The New York Times
Thom Shanker e Eric Schmitt

Em Washington
Peça ao secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld para definir seu legado, e ele interrompe dizendo: "Nada disso, segura essa. Ainda haverá muito tempo para essa resposta."

Com toda uma lista de iniciativas políticas pela frente e planos de viagens já esboçados até as Olimpíadas de Pequim em 2008, Rumsfeld dá todas as indicações de que servirá pelo resto do governo Bush, confundindo aqueles que previram sua saída, mesmo após o presidente Bush ter recusado, por duas vezes, a aceitar sua renúncia depois do escândalo da prisão de Abu Ghraib.

"Eu não me vejo como homem de curtas temporadas", diz Rumsfeld, que fará 73 anos em julho.

Entre os objetivos dele nesse ano tão importante estão a manutenção estratégica do Iraque e do Afeganistão e também se dedicar ao fechamento de bases domésticas e ao realinhamento das forças globais, mesmo com o prosseguimento dos combates; o reexame da política de pessoal.

O secretário de Defesa também lida com uma crise no recrutamento; redefinir a estratégia de segurança nacional, enquanto enfrenta preocupantes escaladas nucleares na Coréia do Norte e no Irã; e preparar um orçamento militar disciplinado --um orçamento que não se baseie em gastos emergenciais que saiam estourando gastos ano após ano.

Mas pelo Pentágono as autoridades reconhecem que a dupla tarefa, de construir as forças de segurança do Iraque e de vencer os rebeldes, está obstruindo as antigas ambições de Rumsfeld, no sentido de transformar fundamentalmente as forças armadas da nação no sentido de uma estrutura mais flexível, mais ágil e totalmente moderna.

O (eventual) sucesso no Iraque permitiria o início da retirada dos soldados, aliviando tensões nos orçamentos e no pessoal.

Numa entrevista, Rumsfeld comparou o Pentágono que ele herdou com uma fábrica onde havia "correias de transmissão em movimento, mas que foram carregadas há quatro, cinco, seis anos atrás, e que não estavam conectadas e ntre si".

Ele disse que os orçamentos não abrangiam armas, que por sua vez não constavam na estratégia.

Rumsfeld diz que os ataques do 11 de setembro e as guerras no Afeganistão e no Iraque não atrasaram a transformação (necessária) nem mesmo causaram dispersão, e que na verdade esses acontecimentos energizaram a iniciativa proposta.

"Foi com a guerra global contra o terror e com as tarefas que recebemos como incumbência que ganhamos ímpeto adicional para fazer as coisas que realmente precisávamos fazer nesse departamento", disse Rumsfeld.

Na entrevista, Rumsfeld exibiu seu "mix" característico, às vezes combativo às vezes introspectivo, enquanto se desviava das questões sobre como a história irá avaliar as turbulentas conseqüências da invasão do Iraque --especialmente quanto ao escândalo de Abu Ghraib-- quando confrontadas com as mudanças que ele ainda prepara.

"Qualquer um que conheça um pouco de história sabe que ela é escrita como resultado de toda uma série de coisas e fatos, ditos e agregados ao longo do tempo, com a visão de pessoas com perspectivas que vão além daquelas que enfrentam um fechamento (de boletim de notícias) a cada cinco minutos", disse o secretário de defesa.

Segundo Rumsfeld, houve progressos na guerra contra o terror. Mas ele admitiu que a Al Qaeda ainda está capacitada para funcionar: "Mas bem sabemos que não é preciso ser um gênio para explodir um edifício." Secretário de Defesa indica que ficará até o fim do governo Bush Marcelo Godoy

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