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13/05/2005

Estudos descobrem quais terapias reduzem risco de morte por câncer de mama

The New York Times
Denise Grady

Em Nova York
Um amplo e novo estudo traz boas notícias, com esperanças de longa sobrevivência para mulheres com câncer de mama. A análise foi financiada pelo governo britânico, e não teve participação alguma de empresas farmacêuticas.

O estudo revela que a quimioterapia de praxe e tratamentos hormonais funcionam de forma ainda mais eficiente do que supunham os pesquisadores. Para mulheres de meia-idade num estágio precoce da doença, a combinação dos tratamentos pode reduzir, até pela metade, o risco de morte por câncer de mama, se considerarmos o período mínimo de 15 anos.

Por exemplo, uma mulher com menos de 50 anos, com um tumor grande o bastante a ponto de ser percebido, mas que não esteja invadindo seus nódulos linfáticos, teria um risco de 25% de morrer de câncer de mama nos 15 anos subseqüentes, se ela passasse por cirurgias, mas sem tratamento com remédios.

Mas se a isso tudo forem acrescentados tanto a quimioterapia quanto o tratamento hormonal, o risco de morte dela cairia para 11,6%.

Entre as descobertas mais importantes, está o fato de que um certo tipo de quimioterapia, que já estava amplamente utilizada na época do estudo, seria a mais eficiente no trabalho de salvar vidas. O tratamento inclui o remédio Adriamycin, também chamado de doxorubicina, ou um genérico, epirubicina.

Embora essas drogas tenham causado perda de cabelos e náusea, e em alguns casos problemas cardíacos, a longo prazo os benefícios desse tratamento superaram os riscos, revela o estudo.

Os maiores benefícios em termos de sobrevida vieram quando o tratamento também incluía cinco anos de tamoxifena, um remédio que bloqueia os efeitos do hormônio estrogênio, que pode alimentar alguns tumores. Mas a tamoxifena ajuda apenas mulheres com tumores sensíveis ao estrogênio, cerca de 60%.

"Acredito que as mulheres deverão se sentir muito animadas por esse progresso conquistado", disse a dra. Sarah Darby da universidade de Oxford, autora de um relatório de trinta páginas sobre o trabalho, que será publicado nesta próxima sexta-feira (13/05), no "The Lancet", jornal da comunidade médica britânica.

"Os índices de mortalidade estão caindo nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, e estão começando a cair em alguns outros países."

O estudo prova que a terapia com remédios merece crédito por reduzir os índices de mortalidade, diz Darby.

As constatações vieram a partir de uma análise de 194 estudos que envolveram 145 mil mulheres em 24 países --a mais ampla análise já empreendida em pesquisas sobre o câncer, e também uma das mais abrangentes quanto à duração, com acompanhamento de 15 anos em muitos casos. Combinação de tratamentos tradicionais demonstra maior eficácia Marcelo Godoy

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