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24/05/2005

Republicanos querem que promotora de NY dispute vaga no Senado com Hillary

The New York Times
Patrick D. Healy e Jennifer Medina

Em Nova York
Sob alta pressão para concorrer contra a senadora Hillary Rodham Clinton em 2006, Jeanine F. Pirro, promotora republicana do Condado de Westchester, disse nesta segunda-feira (23/05) que não ia tentar reeleger-se neste outono e que entraria na disputa para o Senado ou outro cargo estadual no ano que vem.

É raro alguém fazer um meio-anúncio desse tipo, mas Pirro aparentemente achou que seria vantajoso, depois de semanas de apelos dos líderes do partido em Albany, Nova York e Washington. Eles querem que ela seja a próxima estrela republicana para as disputas de 2006.

Os republicanos de Nova York estavam com uma excitação rara nesta segunda-feira (24/05), depois de meses preocupados que ficariam sem nenhum candidato se o governador George E. Pataki decidisse não tentar a reeleição no ano que vem.

Alguns republicanos chegaram ao ponto de descrever Pirro como um Pataki mais jovem, que era um senador estadual pouco conhecido em 1994 quando, sob a orientação dos estrategistas do partido, venceu uma lenda democrata, o governador Mario Cuomo.

"Jeanine poderia ser um tremendo desafio à Hillary Clinton e acredito que Jeanine pode vencê-la. Qualquer um que conheça Jeanine sabe como é arrasadora", disse Stephen J. MInarik III, presidente do Partido Republicano de Nova York.

Pirro, 53, disse em uma conferência com a imprensa na Corte do Condado de Westchester, em White Plains, que abdicaria de tentar um quarto mandato como promotora distrital para desafiar Clinton ou entrar em outra disputa estadual no ano que vem: para governadora, se Pataki decidir não tentar um quarto mandato, ou para promotora geral, enfrentando um dos vários candidatos democratas.

Alguns republicanos de Westchester disseram na segunda-feira que achavam que ela estava de olho na promotoria geral do Estado, depois de três mandatos como promotora distrital. Mas aqueles que querem que ela enfrente Clinton têm mais poder, influência e dinheiro.

Agentes políticos da Casa Branca e do Comitê Nacional Republicano disseram que Pirro é sua candidata ideal para o Senado federal. Ken Mehlman, presidente do comitê, recentemente ligou para Pirro para exortá-la a concorrer contra Clinton. Também outros republicanos com laços com a Casa Branca --inclusive Pataki-- lhe fizeram súplicas, de acordo com republicanos de Nova York.

Segundo eles, Pirro, que conquista votos em todo espectro político, seria mais adequada do que qualquer republicano nova-iorquino a vencer Clinton. Ela é fotogênica, inteligente, fala bem, mora em um subúrbio e apóia o direito ao aborto.

De acordo com alguns republicanos, mesmo se Pirro perdesse as eleições para o Senado, ela se tornaria uma celebridade nacional e poderia facilmente concorrer mais tarde para o Senado ou o governo do Estado.

Pirro também tem goza da publicidade de suas aparições freqüentes na televisão a cabo, como comentarista. Se impusesse um forte desafio à Hillary Clinton, isso aumentaria ainda mais sua visibilidade.

"Se ela concorresse e perdesse para Hillary, ao menos sairia da disputa com seu próprio programa na Fox", disse um republicano de Nova York que está assessorando Pirro e falou sob condição de anonimato.

Pirro enfatizou na segunda-feira que não tinha decidido ainda para qual cargo concorreria e que esperaria ao menos até que Pataki anunciasse seus próprios planos, o que deve ocorrer até o final de junho.

No entanto, ela também deixou claro que não ficava intimidada com Hillary Clinton, que tem índices de aprovação de 70% em Nova York.

"Nunca fugi de uma luta", disse Pirro. "Quanto maior o desafio, mais interessada fico."

Questionada se ia tomar sua decisão indo a uma audiência no Senado, como fez Clinton quando chegou ao Estado, Pirro, que nasceu em Elmira, NY, respondeu: "A boa notícia é que não terei que fazer isso. Sou deste Estado. Sou do norte de Nova York, moro aqui e estou na luta há 29 anos."

Ela também disse que sua experiência relativamente específica com a polícia não seria uma limitação. Entretanto, alguns republicanos da cidade acham que seria superada por Clinton em questões de economia, defesa e forças armadas.

"O policiamento não é uma questão menor, é uma grande questão", disse ela. "O terrorismo é uma questão, a defesa nacional é uma questão, a previdência social é uma questão."

As pressões políticas sobre Pirro refletem uma variedade de interesses pessoais dos republicanos. Os nova-iorquinos querem que ela concorra ao Senado porque dezenas de milhões de dólares em doações nacionais fluirão para sua candidatura, deixando o dinheiro do Estado para os candidatos ao governo e à promotoria geral.

Republicanos de Washington, por outro lado, acham que suas credenciais e vitórias fazem dela uma candidata mais forte do que qualquer outro para o Senado, como o advogado Edward F. Cox e a comissária de saúde do Estado, Antonia C. Novello.

Howard Wolfson, porta-voz do Partido Democrata que é próximo de Clinton, negou-se a prever um resultado.

"Em Nova York, as pessoas acham que a senadora Clinton teve bom desempenho, que trabalhou duro e produziu muito para o Estado", disse Wolfson. "Apesar disso, nada é garantido", acrescentou.

Os democratas de Westchester, por outro lado, alegavam vitória na segunda-feira, dizendo que a decisão de Pirro de não se reeleger mostrava que temia perder para seu provável concorrente, Tony Castro. Pirro derrotou Castro nas eleições de 2001, mas por sua menor margem, de seis pontos percentuais.

Nos últimos meses, Pirro foi criticada por sugerir, durante uma conferência com a imprensa, que um homem acusado de seqüestrar e matar uma jovem estava infectado com o HIV. Ela também pode ter dificuldades com a fama de seu marido, Albert J. Pirro Jr., que faz lobby em White Plains, foi condenado por corte federal em 2000 por evasão de impostos e passou 11 meses na prisão. Jeanine F. Pirro pode ser a estrela do partido nas eleições de 2006 Deborah Weinberg

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