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28/05/2005

Essas câmeras são esbeltas, mas não economizam recursos

The New York Times
David Pogue
Quando surgem novidades de tecnologia, sempre vêm com concessões: quanto menor, maior é o preço; quanto mais cedo você a adota, mais defeitos de software tem; quanto mais brilha, mais cedo seu filho de dois anos vai derrubá-la no aquário.

Nesta primavera, entretanto, os fabricantes de câmeras acabaram com uma das mais antigas concessões: aquela que ditava que se você quiser uma câmera do tamanho de um cartão de crédito, terá que reduzir suas expectativas fotográficas.

Está chegando às lojas uma nova classe de câmera digital: bonita, fina como um biscoito, tão pequena que é do tamanho de um cartão de crédito. Elas tiram fotos claras, vívidas, de alta resolução -o que já foi característica exclusiva de modelos maiores.

Como exemplo, temos a Canon PowerShot SD400, Casio Exilim EX-S100, Fujifilm Finepix Z1, Nikon Coolpix S1, Sony Cyber-shot DSC-T33 e Cyber-shot DSC-T7. (Várias outras marcas têm novos micromodelos maravilhosos, mas eu apresento apenas as de 2cm de espessura máxima).

Todas menos uma têm resolução de cinco megapixels, suficiente para impressões de pôsteres. A maior parte captura vídeos de 640 por 480 pixels, sem limite de extensão. Por fim, elas extinguem mais uma concessão: as mini-câmeras têm telas gigantescas, de 5 ou 6 cm, facilitando a exposição de seus dotes artísticos.

No entanto, não são completamente livres de concessões. Não dá para encolher tanto uma câmera sem ter que jogar fora alguns componentes adicionais.

A maior parte não tem visor ótico; você tem que enquadrar suas fotos usando a tela. As saídas para a televisão, para o carregador ou para o computador geralmente foram relegadas a um suporte, que você tem que se lembrar de levar em suas viagens. Elas oferecerem controle manual da sensibilidade à luz - ISO, equilíbrio de branco e exposição, mas não se pode especificar a velocidade do diafragma. O zoom é limitado a 3 vezes.

A maior limitação, porém, é a vida da bateria. As câmeras tipo cartão conseguem tirar apenas entre 150 e 200 fotos antes de precisarem ser carregadas novamente. Isso, em geral, é suficiente para um dia de fotos, mas está longe das 500 fotos que as câmeras maiores podem dar.

Por outro lado, uma câmera de tamanho tão reduzido significa que é mais provável que esteja por perto nas oportunidades em que você precisa. E, afinal, essa é metade da batalha fotográfica.

Canon Powershot SD400: De muitas formas, o modelo da Canon é o que mais captura o jeito de uma câmera clássica. É a única concorrente que não precisa de um suporte; seu cabo USB conecta-se diretamente com um Mac ou PC. Ela inclui um visor ótico (apesar de ter o tamanho de uma ameba). E é a única que gira automaticamente a apresentação de fotos tiradas com a câmera em posição vertical.

A SD400 pode ser escondida atrás de um cartão de crédito, mas com uma espessura de 2 cm está entre as mais espessas; claramente, a Canon valoriza a competência fotográfica mais do que a sedução pelo visual.

Essa câmera certamente tem recursos. Ícones enormes na tela confirmam que você ligou o flash, o modo macro ou o modo temporizador. Ela também permite o sincronismo, ou seja, tira duas fotos em série em um segundo, o que ajuda quando o assunto é um jogo de futebol. E em luz baixa, a lâmpada do auto-foco garante sua exatidão.

A vida da bateria de 150 fotos desaponta, e ela também não oferece a possibilidade de curta abertura do diafragma, ideal para esportes. De outra forma, porém, é uma grande pequena câmera, disponível na Internet por cerca de US$ 330 (ou R$ 825. Os preços são os identificados na Shopping.com como os mais baixos dentre as lojas confiáveis).

Casio Exilim EX-S100: Se essa câmera não tirar o seu fôlego, você não deve estar respirando. Com 9 cm por 5,6 cm por 1,5 cm, é a menor câmera com zoom do lote. É tão prateada e polida que é quase uma jóia.

Fotograficamente, porém, essa câmera fica para trás. A resolução da tela é tão baixa que você vê os grãos. A resolução das fotos também é baixa -apenas 3,2 megapixels. (Felizmente, o preço também é baixo, US$ 222, ou cerca de R$ 555).

A possibilidade de gravar filmes se limita a resolução de um quarto de tela (320 por 240 pixels). Não há modo de sincronismo, nem lâmpada de assistência ao auto-foco. Além disso, é a única câmera que não pode apresentar as fotos no televisor. A velocidade com que liga e tira fotos é excelente, mas no tempo que demora para o flash se recuperar dá para levar a câmera na loja e voltar.

Mesmo assim, a S100 é cativante. Ela vem com alarme, serve de porta-retratos digital quando está em seu suporte e a característica Best Shot Scene, da Casio, leva o conceito de programação de cena ao extremo. (Meu programa favorito é o 'Coupling' que permite que você e um amigo se fotografem individualmente, e aparecerem juntos em uma única foto, graças a uma mistura do cenário inteligente). Só não espere fotos de qualidade da National Geographic.

Fujifilm Finepix Z1: A nova Z1 (US$ 334, ou cerca de R$ 835) é outra que faz revirar os olhos, desta vez em prata ou preto fosco. É deliciosamente rápida: veloz para ligar (menos de um segundo) e rápida entre os disparos. Comparada com safras anteriores, a maior parte dessas câmeras tem menor atraso entre o acionamento do disparador e a captação da imagem, mas esta câmera e a Casio especificamente focalizam quase que instantaneamente.

O zoom nessa câmera não sai do corpo da máquina -uma das razões porque começa tão rápido. Em vez disso, o mecanismo de zoom é inteligentemente montado verticalmente dentro da câmera; um prisma envia a luz para dentro. (As câmaras da Nikon e da Sony empregam o mesmo recurso, que apareceu pela primeira vez na série X da Minolta). É divertido ligar e desligar essa câmara: um painel anterior desliza e revela a lente, ligando a câmera com um clique agradável.

A Z1 tem algumas características diferentes. Por exemplo, quando tira uma foto, você pode ver miniaturas de suas três últimas captações no lado esquerdo da tela, para que você se lembre quais fotos você já tirou.

Infelizmente, essa é a única câmera sem possibilidade de montagem em tripé. Não tem lâmpada auto-foco nem modo de sincronismo e requer cartuchos de memória XD - formato caro. Isso seria irrelevante, se as concorrentes dessa câmera também não fossem tão incríveis.

Nikon Coolix S1: A primeira tentativa de câmera tipo cartão da Nikon é quase um gol de placa. A S1 é pequena e fina, com uma tela maravilhosa de 6 cm e a melhor bateria de todas.

Ela é um pouco mais grossa (2cm). Seus filmes ocupam toda a tela, mas têm apenas 15 quadros por segundo, e não 30, e o atraso do disparo pode ser problemático. (Ajuda pré-focar apertando o disparador pela metade, assim como o uso do foco contínuo, que acompanha um objeto em movimento.)

De outra forma, tudo nessa câmera de US$ 340 (aproximadamente R$ 850) é maravilhoso. O modo de sincronismo tira 1,8 fotos por segundo. Você pode programar 17 condições de luz diferentes, como fogos de artifício, retrato noturno e submarino. (A Canon, Nikon e Sony vendem capas para as câmaras poderem ser submersas) a S1 até cria filmes espetaculares com lapso de tempo.

Acima de tudo, a Nikon é a primeira em qualidade da fotografia entre essas câmeras. E isso, pensando bem, é uma coisa muito boa numa câmera.

Sony Cyber-Shot DSC-T33: Essa suntuosa e elegante carteira de prata (US$ 341, ou em torno de R$ 850) é a maior câmera em volume desse lote. Sua característica que chama a atenção é a tela espetacular, cujo brilho, clareza e velocidade são tão maravilhosos que você sente como se estivesse olhando por uma janela de 6 cm. Em vez de ficar esbranquiçada sob o sol direto, a tela aumenta seu próprio brilho refletindo a luz.

Para uma câmara amadora, ela tem muito poder: auto-foco contínuo, modo de sincronismo e foco manual. Os filmes capturados têm tamanho de TV, desde que se use o mais caro cartucho de memória da Sony, o Duo.

Sony Cyber-Shot DSC-17: Essa câmera tem o mesmo mecanismo de zoom interno, sensor e tela que a T33, mas é totalmente diferente: é a câmera mais fina com zoom do mundo (Talvez por isso custe US$ 428, ou cerca de R$ 1.070).

O corpo da máquina é tão fino que é impossível: um centímetro. A capa da lente acrescenta 0,5 cm, mas mesmo assim, ela faz você prender o ar quando a vê. Como bônus aos viajantes, você não tem que levar o suporte grande; ela tem um adaptador compacto que oferece saída para USB e televisão.

A Sony não conseguiu embutir o mecanismo do zoom interno e a tela na mesma profundidade de 1 cm, então teve que mudar a tela para a direita, onde em geral ficam os botões de controle. Como resultado, você tem que operar os botões de controle com o polegar esquerdo. Um estranho apoio de metal no limite direito, permite que você apóie o polegar.

Agora, se você usar o zoom, poderá ver que as fotos da T7 são ligeiramente mais "suaves" (menos nítidas) do que, digamos, as da Nikon e é comum o olho das pessoas sair vermelho quando o flash é usado. Mas a cor, saturação e contraste das fotos são maravilhosos. No total, essa é uma câmera com um visual incrível, ridiculamente fino.

Vencedoras: Pergunte a você mesmo, lá no fundo: é mais importante as pessoas se maravilharem com sua câmera ou com os retratos que você tira? Se for a câmera - e tudo bem admitir - leve a Sony T7. Os retratos são excelentes, as características estão todas ali, e a câmera é tão pequena que praticamente dá para levar na carteira.

Se as fotos são mais importantes, a Nikon S1 e a Canon SD400 são as de melhor desempenho em todas condições de luz. (Para ver fotos tiradas com todas as seis câmeras visite nytimes.com/circuits). A Nikon oferece tela maior, tempo de bateria é melhor e as fotos são ligeiramente mais ricas. Mas a Canon, ligeiramente menor, significa nunca ter que pedir desculpas por ter esquecido o carregador.

De qualquer forma, essas câmeras provam que portabilidade não mais significa fotos medíocres. Se você encomendar uma, ficará satisfeito desde o momento que a máquina passar por baixo da sua porta. Deborah Weinberg

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