UOL Notícias Internacional
 

07/06/2005

Russell Crowe acusado de agressão em hotel

The New York Times
Michael Wilson e Andrews Jacobs*

Em Nova York
Russell Crowe, ator com uma mistura inflamável de temperamento difícil, imagem de bad-boy e um novo filme a promover, foi preso em um hotel no SoHo, na manhã desta segunda-feira (6/6). Ele bateu no recepcionista com um telefone porque não conseguia completar uma ligação para sua mulher na Austrália, segundo a polícia.

John Marshall Mantel/The New York Times 
Ator Russell Crowe deixa delegacia em NY após responder à acusação de agressão
O ataque ocorreu pouco depois das 4h da manhã no lobby do Hotel Mercer. Crowe estava hospedado em uma suíte de US$ 3.000 (em torno de R$ 7.500) por noite, e, quando não conseguiu completar um telefonema para sua mulher na Austrália, foi ao lobby e jogou o telefone em um funcionário atrás do balcão, causando um corte abaixo de seu olho direito, disse a polícia.

A polícia foi chamada, declarações foram tomadas, algemas foram fechadas nos pulsos da celebridade e a loucura da imprensa invadiu a parte inferior de Manhattan, com repórteres nas ruas e helicópteros sobrevoando o hotel e a delegacia de polícia até Crowe aparecer na corte, ao meio dia.

O funcionário ferido, Nestor Estrada, 28, mora no Brooklyn. Seu ferimento abaixo do olho não precisou ser costurado, disse o porta-voz da polícia Paul J. Browne.

A polícia chegou ao hotel às 4h21 e encontrou Crowe, 41, sóbrio o cooperativo, disse Browne. Ele foi levado uma curta distância para uma delegacia e trancado em uma cela às 5h09, disse a polícia. Ele era o único prisioneiro.

Pouco depois das seis horas, tempo suficiente para dezenas de repórteres e fotógrafos chegarem à delegacia, Crowe, de óculos escuros e vestindo uma jaqueta com o nome de seu novo filme "A Luta pela Esperança", foi levado por um camburão, seguido de um carro de patrulha e duas motocicletas, com as sirenes e faróis ligados.

A escolta não foi uma cortesia ao ator, mas uma precaução contra os fotógrafos e repórteres que poderiam ter criado um risco de segurança, disse Browne.

A pedido da polícia, Crowe não ficou nas salas de espera para detentos na Corte Criminal de Manhattan, mas foi levado diretamente ao juiz, disse uma porta-voz da promotoria do distrito de Manhattan.

Os outros réus presentes eram um homem acusado de esfaquear outro perto do terminal de ônibus de Port Authority e um acusado de tentativa de assalto sexual no Harlem. Crowe ficou sentado impassível até o momento de se aproximar do juiz acompanhado de seu advogado, Gerald B. Lefecourt.

Ele foi acusado de dois crimes, assalto de segundo grau e posse criminosa de arma - o telefone- em quarto grau, de acordo com Chad Sjoquist, assessor do promotor do distrito. A pena pela lesão, a mais séria das acusações, é de no máximo sete anos.

"Temos um forte caso", disse Sjoquist. "Este réu é acusado de bater na cara de um empregado de um hotel com um telefone. O réu admitiu ter jogado o telefone." Ele acrescentou que havia testemunhas e pediu que a fiança fosse de US$ 5.000 (cerca de R$ 12.500).

Em nome da defesa, Lefcourt explicou que Crowe tinha feito várias tentativas de completar uma ligação para a Austrália para falar com sua mulher, Danielle Spencer.

"Ele é um ser humano muito, muito caridoso e decente, com excelente formação", disse Lefctourt.

O juiz Martin Murphy liberou Crowe sem fiança.

Com isso, o ator colocou os óculos escuros e saiu da sala com os repórteres atrás. Ele não disse uma palavra, entrou em um Denali GMC preto e partiu.

Pouco tempo depois, o mesmo veículo, aparentemente, voltou ao hotel e esperou enquanto um homem grisalho de rabo de cavalo coletou a bagagem do ator apressadamente, inclusive uma mala e algumas roupas que tinham voltado da tinturaria, jogou tudo no carro e partiu.

A agente de Crowe, Robin Baum, divulgou uma declaração negando que o ator batera em alguém: "Depois de pedir na recepção várias vezes para que um telefone quebrado em seu quarto fosse substituído --e ter resposta arrogante do recepcionista-- Crowe trouxe o telefone para a recepção para resolver a situação em pessoa. Palavras foram trocadas e Crowe acabou jogando o telefone contra a parede. Ele sente por ter perdido a paciência, mas em nenhum momento atacou ninguém ou tocou em um funcionário do hotel."

A queixa de crime alega que Crowe "admitiu que pegou o telefone e jogou-o no recepcionista porque estava irritado."

*Colaboraram Colin Moynihan, William K. Rashbaum e Robin Shulman. Astro teria atirado um telefone num recepcionista; sua agente nega Deborah Weinberg

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