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15/06/2005

Patrimônio do casal Clinton aumentou em 2004

The New York Times
Raymond Hernandez e Glen Justice

Em Washington
O ex-presidente Bill Clinton e a senadora Hillary Rodham Clinton, democrata pelo Estado de Nova York, tinham um patrimônio de pelo menos US$ 10 milhões no ano passado, e uma renda anual de mais de US$ 3 milhões, proveniente principalmente dos royalties de Hillary Clinton sobre as suas memórias, segundo o formulário de bens da senadora apresentado nesta terça-feira (14/06) no Senado.

Doug Mills/The New York Times 8.mar.2005 
Vendagem de livros recolocam as finanças do ex-presidente democrata no azul
Já o ex-presidente não teve que declarar os rendimentos oriundos das vendas do seu livro "My Life" ("Minha Vida"), que, ao ser publicado, no ano passado, gerou uma receita entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões. O livro da sua mulher, "Living History" ("Vivendo a História"), foi lançado em 2003, e está sendo vendido em edição de capa mole.

Os documentos revelam que os Clinton continuaram a melhorar a sua situação financeira no ano passado, enriquecendo bastante desde 2003, quando relatórios avaliaram o seu patrimônio em um mínimo de US$ 2 milhões.

No ano passado, os Clinton também conseguiram pagar os milhões de dólares de despesas acumuladas durante os seus anos de Casa Branca, indicaram os documentos.

Em 2003, os Clinton declararam dívidas a dois escritórios de advocacia de Washington, o Williams & Connolly (mais de US$ 1 milhão), e o Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom (mais de US$ 500 mil). O casal também declarou que devia pelo menos US$ 100 mil a um escritório de advocacia em Little Rock, Arkansas, o Wright, Lindsey & Jenning, naquele ano.

Grande parte da dívida foi liquidada em 2003, e as declarações relativas a 2004, divulgadas na terça-feira, indicaram que não resta mais dívida alguma.

"Ambos estão satisfeitos com o fato de a dívida ter sido paga", disse Jim Kennedy, porta-voz do ex-presidente.

O relatório de Hillary Clinton foi apresentado em meio aos de vários outros senadores, que precisam revelar as suas finanças pessoais anualmente. Essas declarações de bens e rendas se constituem em um mapa financeiro amplo, no qual o patrimônio é relatado de acordo com uma faixa, e não em uma quantidade exata de dólares. Elas podem ainda revelar um panorama incomum das vidas dos parlamentares.

Os relatórios dos senadores revelam viagens ao Havaí e às Bahamas pagas por interesses externos, pagamentos de livros e aparições na televisão, e até mesmo atuações cinematográficas.

O senador John McCain, republicano do Arizona, aparecerá no filme "The Wedding Crashers", com Owen Wilson, Vince Vaughn e Christopher Walken. O pagamento foi de US$ 695, que McCain doou para uma instituição de caridade.

Os Clinton pediram ao governo que pagasse US$ 3,5 milhões em despesas com advogados relativas às investigações do caso Whitewater. Em 2003, um tribunal federal de apelações negou o pedido e determinou que o governo pagasse US$ 85 mil para reembolsar os Clinton.

Na declaração apresentada por Hillary Clinton na terça-feira, ela e o marido apresentaram uma conta bancária conjunta com valor entre US$ 5 milhões e US$ 25 milhões, assim como fundos de investimentos nesta mesma faixa.

Uma grande fonte de rendimentos foram os US$ 2,3 milhões em royalties que Hillary Clinton recebeu pelas suas memórias. Em 2001, a Simon & Schuster lhe pagou quase US$ 8 milhões para escrever o livro. Só se exigiu dela que revelasse que o marido recebeu pelo menos US$ 1.000 pelas suas memórias.

A declaração demonstrou que Bill Clinton embolsou US$ 875 mil pelas suas palestras em 2004. Isso foi consideravelmente menos do que recebeu em 2003, quando ganhou mais de US$ 4 milhões pelas palestras dadas em todo o mundo. O decréscimo reflete o fato de 2004 ter sido um ano ocupado para Clinton, que lançou as suas memórias, viajou por todo o país para divulgá-las, inaugurou a sua biblioteca presidencial em Arkansas e passou por uma cirurgia de coração.

"A presença dele está sendo mais solicitada do que nunca, mas a maioria dos pedidos teve que ser declinada", explica Kennedy. "Além disso, em várias ocasiões ele não recebe pagamentos pelas suas palestras".

O senador Richard G. Lugar, republicano de Indiana, que é presidente do Comitê de Relações Internacionais, participou de cinco conferências políticas patrocinadas pelo Aspen Institute, que administra um programa educacional para legisladores democratas e republicanos. As conferências ocorreram no Havaí, na Itália, no México, na Espanha e na Suíça.

"Foi uma oportunidade benéfica de trabalhar com membros da Câmara e do Senado de ambos os partidos de maneiras que não são mais comuns", disse Andy Fisher, porta-voz de Lugar.

Outros, como o senador Pete V. Domenici, republicano do Novo México, que é presidente do Comitê de Energia e Recursos Naturais, viajou como convidado de indústrias. O Instituto Elétrico Edison, a Exelon e a Public Service Co. do Novo México ajudaram a pagar a viagem de Domenici ao Arizona para uma palestra realizada no instituto no ano passado.

É claro que os senadores fazem mais do que simplesmente viajar. Muitos escrevem livros, como Barbara Boxer, democrata da Califórnia, que recebeu US$ 15.900 adiantados por um romance político, "A Time to Run". Outros recebem para aparecer em programas de televisão como "Real Time With Bill Maher", na HBO.

Poucos senadores declararam presentes em 2004, mas houve alguns presentes incomuns. O senador Patrick J. Leahy, democrata de Vermont, ganhou um revólver calibre .50, com cano de 25 centímetros, fabricado pela Smith & Wesson, no valor de US$ 950, quantia suficiente para precisar de uma aprovação especial do Comitê de Ética do Senado.

A arma foi um presente de um colega de faculdade. Leahy foi um atirador campeão na faculdade, e, embora seja cego de um olho, o tiro ao alvo ainda é um dos seus principais hobbies, afirma o seu porta-voz, David Carle. "O outro hobby do senador é a fotografia", acrescenta Carle. Democrata consegue pagar todas dívidas da época da presidência Danilo Fonseca

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