UOL Notícias Internacional
 

22/07/2005

Polícia do Reino Unido evacua estações de metrô depois de novas explosões

The New York Times
Alan Cowell

Em Londres
Apenas duas semanas depois de uma série de atentados contra ônibus e o metrô de Londres que mataram 56 pessoas, a polícia evacuou três estações do metrô da cidade nesta quinta-feira (21/07), depois que pequenas explosões causaram pânico entre os passageiros; o número de vítimas foi pequeno.

Jonathan Player/The New York Times 
Imediações da estação Shepard's Bush do metrô são interditadas pela polícia londrina após explosão nesta 5ª
A polícia disse que foram evacuadas as estações Oval, no sul de Londres, Shepherd's Bush no oeste e Warren Street no centro. Também houve uma pequena explosão no ônibus nº 26 na Hackney Road que destruiu as janelas do veículo, segundo a polícia.

"Foram quatro explosões, ou tentativas de explosões", disse Ian Blair, chefe da Scotland Yard, a polícia britânica, pedindo que os residentes de Londres "ficassem onde estavam". Ele disse que as bombas pareciam ser menores do que na última ocasião, mas ainda assim foi um incidente muito grave.

Policiais com cães farejadores se posicionaram diante de algumas estações e montaram cordões de isolamento, enquanto se ouviam as sirenes de ambulâncias que acorreram aos locais pouco depois que os incidentes foram relatados, por volta de meio-dia. Segundo depoimentos iniciais de testemunhas, havia fumaça em uma estação.

Não ficou imediatamente claro que tipo de dispositivos foram usados. No momento o número de vítimas era baixo. A cidade ainda parece estar tensa duas semanas depois dos atentados coordenados em 7 de julho, que mataram 56 pessoas.

"Todo mundo entrou em pânico e gritou", disse uma testemunha citada pela televisão britânica Sky News depois dos incidentes. Outra testemunha descreveu o que segundo ela pareciam rolhas de champanhe estourando.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, estava em um almoço com o primeiro-ministro australiano, John Howard, quando recebeu as notícias.

"Não podemos minimizar incidentes como esse", disse Blair em entrevista coletiva. "Eles são cometidos para assustar as pessoas, apavorá-las e deixá-las ansiosas e preocupadas. Felizmente parece que não houve mortes nesse incidente. Acho que apenas devemos reagir com calma."

Policias armados entraram no hospital do University College, perto da estação de metrô de Warren Street, e isolaram o prédio, segundo agências de notícias. Não ficou imediatamente claro por quê.

Um homem que não quis se identificar disse à CNN: "Eu estava no metrô, lendo meu livro no trem que ia para o norte, na linha Victoria. Sentimos cheiro de fios queimados e então de repente todo mundo entrou em pânico e começou a correr de um vagão para o outro. Todo mundo estava em pânico, abrindo caminho para o próximo vagão, gritando, largando os sapatos --uma senhora deixou os dois sapatos. Não havia como sair do vagão... Eu apenas rezei e esperei que acontecesse."

Não houve relatos de feridos no ônibus que ia de Waterloo para Hackney, no leste da cidade. O incidente ocorreu na área de Shoreditch, disse um porta-voz da companhia, segundo a agência Reuters. "O motorista ouviu um estrondo e pensou que vinha do andar superior do ônibus", disse o porta-voz.

A Grã-Bretanha vem tentando explicar por que quatro britânicos muçulmanos entraram em Londres a bordo de um trem de subúrbio com mochilas cheias de explosivos, que detonaram três trens de metrô e um ônibus de dois andares, duas semanas atrás.

Em uma estação na Warren Street, uma passageira entrevistada por telefone pela televisão disse que foi o caos, com passageiros abandonando os trens e ajudando outros a subir as escadas, mas não sabiam que saídas deviam usar, entre gritos e pânico.

"Muitas pessoas correram para o meu vagão", disse a mulher, acrescentando que então alguém acionou o alarme de passageiros. A testemunha disse que sentiu cheiro de fumaça, mas não ouviu nada que
parecesse uma explosão.

Um policial britânico, que não quis dar o nome por ordens da instituição, disse que às 12:38 uma pessoa não identificada atirou uma mochila para dentro de um vagão de metrô que ia para o norte, e que então houve uma espécie de explosão. O policial disse que a pessoa que atirou a mochila saiu correndo e escapou à captura de passageiros do metrô.

As conseqüências dos atentados de 7 de julho em Londres também foram sentidas nos Estados Unidos, que teve as medidas de segurança reforçadas nos dias seguintes.

Na quinta-feira, uma porta-voz do Pentágono confirmou que o órgão tinha aumentado sua segurança e a presença policial no prédio e ao redor dele, depois das explosões em Londres.

O departamento de polícia de Nova York colocou oficiais na maioria dos trens durante a hora do rush e também aumentou a segurança geral nas estações de metrô desde os atentados de 7 de julho, mas não houve anúncio de aumento de segurança na manhã de quinta-feira logo após os incidentes em Londres. Pequenas bombas no meio de transporte causam pânico na cidade Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,59
    3,276
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -1,54
    61.673,49
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host