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15/08/2005

Acrescente função, arte ou ambos a sua piscina

The New York Times
Daniel Altman

Em Nova York
Talvez seja um desejo de voltar ao útero, uma vontade de se refrescar, ou simplesmente algo relaxante. Independentemente da motivação, a piscina tornou-se uma parte esssencial das férias de milhões de pessoas por ano, ou até o próprio motivo da visita, com projetos artísticos e tecnologia avançada.

The Chewton Glen via The New York Times 
Piscinas tornaram-se o principal atrativo de hotéis, como no Chewton Glen da Inglaterra
Em hotéis e resorts no mundo todo, há uma ampla variedade de piscinas. Existem parques aquáticos como o Tervise Paradiis, inaugurado no ano passado na Estônia, completo, com tobogãs e paredões para alpinismo.

Por outro lado, exisem jóias minimalistas, como o Hotel Moog, em Sydnei, Austrália, que consiste de uma única suíte em torno de uma piscina, onde a água sai de jatos na parede de vidro.

Foram muitas mudanças em 50 anos, quando James P. Birrell começou a projetar piscinas em Brisbane, Austrália.

"Naquele tempo, a piscina para lavar os pés era apenas para os pés, a piscina de mergulho, era a piscina de mergulho, e a piscina olímpica era a piscina olímpica. Hoje somos mais românticos em nosso lazer", disse ele.

Birrell explicou algumas regras para uma piscina moderna de sucesso: "Atualmente, usamos muito mais tecnologia e tentamos fazer a piscina se mesclar à paisagem. Um mero buraco quadrado no chão, para mim, é um desastre."

No mundo todo, a visão de Birrell está se tornando realidade. Romance e integração com o cenário são evidentes no Oak Ridge Pool and Spa Resort, perto de Lake Wanaka, em Otago Central, Nova Zelândia, que inaugurou seu complexo de piscinas no mês passado. O projeto inclui duas piscinas, uma no formato de feijão e outra em formato livre. Além disso, conta com sete piscinas individuais aquecidas.

"O jardim foi planejado com plantas nativas da Nova Zelândia", disse Shona McMillan, gerente do complexo. "É absolutamente espetacular ver o vapor saindo das piscinas e as luzes contra as rochas, e as estrelas no céu."

Alguns arquitetos querem ir além do aproveitamento da beleza natural, entretanto. "Essa estratégia de paisagismo, com pedras e água, cachoeira
desaguando na piscina, ja deu o que tinha que dar", disse Mathew L. Beehler, arquiteto de Wimberly Allison Tong & Goos em Newport Beach, Califórnia.

Para ele, uma piscina ideal combina a vegetação com o material das bordas com esculturas, arte e até o mobiliário. Depois disso vem o que ele chama de "sinos e apitos" --os toques de alta tecnologia.

Nesse item, a variedade pode ser impressionante. Em 1999, foi inauturado o DGI-byens Hotel and Swim Center em Copenhagen, Dinamarca, com 1.000 metros quadrados de água, que inclui uma pisicina esportiva de quase 240 metros quadrados com um fundo móvel, que pode subir ou descer. O Hillside Su, em Antalya, Turquia, inaugurado em 2003, conta com uma piscina externa que toca música debaixo d`água.

Em 2003, Chewton Glen, uma casa de descanso em Hampshire, Reino Unido, ganhou uma piscina com tratamentos hidroterápicos ativada por sensores sensíveis a luz.

"O problema das piscinas hidroterápicas é que demora de cinco a 10 segundos entre você apertar o botão e as bombas responderem" disse Chris Turton, diretora do projeto de Sephenjohn, em Londres. "Em Chewton Glen, a clientela é mais idosa e não tem paciência o suficiente, e os botões acabam quebrando."

A piscina de hidroterapia de Chewton Glen também usa tecnologia para economizar energia. Ela é cercada de vidro cheio de argônio, que não apenas mantém o calor, mas também permite que o sol aqueça seu interior.

Turton e seus colegas expandiram o conceito em Lucknam Park, em Wiltshire. Ali, as piscinas coberta e descoberta são separadas por uma parede de vidro, que desliza para fundir os dois volumes no verão. Do lado de fora, há também uma "piscina dentro de um lago", em que a água é filtrada por algas e plantas.

Em vez de imitar um lago, a piscina oval de Jonathan Adler, de 18m por 7,5m, no Le Parker Meridien Palm Springs está mais para oceano: a água é artificialmente salgada, mais saudável para os olhos e para o cabelo do que a água doce clorada.

As inovações atingem todos os sentidos. Bill Bensley, da Bensley Design Studios, em Bangkock, Tailândia, está experimentando com luzes para uma piscina no JW Marriott Phuket Resort e Spa. "Estou fazendo o fundo preto e colocando fibras óticas a cada 10cm", disse ele. "Nós queremos ter todos os tons de azul".

Mas Beehler advertiu que os apetrechos eletrônicos nem sempre melhoram uma piscina. "E se faltar energia elétrica, e voce tiver que usar velas?" perguntou. "E se isso tornar o lugar mais agrádavel, depois de você investir US$ 100.000 (em torno de R$ 230.000), então algo está errado. Será que não estamos perdendo parte da beleza natural que tínhamos?"

Esse risco, Charles S. McDaniel, diretor do escritório de Dallas do SWA Group, não corre. Ele gosta de tirar suas idéias diretamente do ambiente, como fez para a piscina do Palms em Turks and Caicos, inaugurado em fevereiro. A piscina, de 1.150 metros quadrados, não tem muitos sinos e apitos, mas tem um formato livre que conecta os prédios imponentes do hotel com a praia.

"O que me inspirou foi o vento que sinto nas costas em The Palms. A piscina faz as espirais do vento", disse McDaniel. "É ondulada e tem uma frente ampla que parece empurrar a praia". Ele também criou colchões circulares de 2,4m de diâmetro, com travesseiros e velas, ao longo do deque que lembra grandes navios.

O propósito, era dar aos hóspedes algo além do oceano para admirar. "Não sou muito de fazer cachoeira e não gosto de fontes de água espirrando por cima da piscina", disse McDaniel. "Sou pela beleza do jardim, e a piscina é um dos objetos do jardim.

Os projetos também estão incorporando floreios arquitetônicos tradicionais locais, como as fazendas mexicanas no Starwood Luxury, inaugurado em 2004. Bensley está agregando um novo elemento a seus projetos: a exclusividade.

"A tendência é de cada vez mais privacidade", disse ele, "mesmo em uma piscina de uso comum. Então, criamos espaços em torno da piscina para duas ou quatro pessoas no máximo. Já se foram os dias de 450 pessoas sentadas em torno de uma única piscina e alinhadas como sardinhas."

Para o Four Seasons Resort Langkawi na Malásia, inaugurado há poucos meses, Bensely projetou uma piscina de 70m por 8m, com oito cabanas nas margens. "Para entrar nessas cabanas, a pessoa tem que passar por um grande portal malásio", disse ele. "Cada compartimento é murado, tem cadeiras que reclinam, plantas e seus próprios degraus para a piscina."

Bensley indo mais longe em um projeto para uma empresa indonésia, Mulia, em Bali; a água vai até os quartos. "Cada quarto de hotel tem seu próprio espaço na água, separado do resto por um portão", disse ele. "O portão, de fato, fica acima da água e é de madeira entalhada".

Apesar dessas novidades, as piscinas talvez estejam esperando seu novo salto quântico. Elas ainda são, afinal, basicamente locais para brincar na água. "Até agora, não vimos o próximo passo em design de piscinas", disse Beehler.

"Em geral, são variações sobre o mesmo tema." De fato, enquanto alguns arquitetos buscam a vanguarda, outros ficam satisfeitos em fazer bem o estilo tradicional. No Sandals Whitehouse European Village and Spa aberto em fevereiro na Jamaica, mosaicos coloridos enfeitam a enorme piscina.

"As pessoas estão comecando a se acalmar e olhar para o passado e para o futuro", disse Birrell. "Acho que vamos entender porque as coisas eram tão belas." Tecnologia ampliar papel da piscina em residências e hotéis Deborah Weinberg

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