UOL Notícias Internacional
 

18/08/2005

Condoleezza pede a Israel e palestinos que mantenham o passo

The New York Times
Joel Brinkley e Steven R. Weisman
em Washington
A secretária de Estado, Condoleezza Rice, expressou compaixão na
quarta-feira pelos colonos israelenses que estão sendo removidos de seus
lares em Gaza, mas também deixou claro que ela espera que Israel e os
palestinos dêem mais passos a curto prazo para a criação do Estado
palestino.

"Todos sentem pelo que os israelenses estão enfrentando", disse Rice em uma entrevista. Mas, ela acrescentou, "não pode ficar restrito apenas a Gaza".

Israel iniciou o despejo forçado de milhares de colonos em Gaza na
quarta-feira, e Rice o chamou de "um momento realmente dramático na história do Oriente Médio". Ariel Sharon, o primeiro-ministro israelense, ela acrescentou, tem mostrado ser "enormemente corajoso".

Rice visitou a região duas vezes nas últimas semanas, em um esforço para
assegurar que a retirada de Gaza transcorresse da forma mais tranqüila.
Apesar de ter notado que a retirada levará várias semanas, ela insistiu que logo após isto Israel deve dar maiores passos, incluindo o abrandamento das restrições de viagem na Cisjordânia e a retirada de outras cidades palestinas.

Ao mesmo tempo, ela acrescentou, os militares palestinos devem dar seus
próprios passos, buscando desarmar rapidamente outras facções palestinas que pretendem romper o atual cessar-fogo.

Os comentários dela ocorreram durante uma entrevista para repórteres e um editor do "The New York Times" em sua sala de recepção diplomática no
Departamento de Estado. Ela discutiu as questões importantes que está
enfrentando atualmente no Irã, Coréia do Norte e em outros lugares, mas
também falou sobre o que considera seus maiores feitos durante seus sete
primeiros meses no cargo. Ela assumiu o Departamento de Estado em janeiro, após servir como conselheira de segurança nacional do presidente Bush durante seu primeiro mandato.

"Este é um momento notável", disse ela. Neste outono, ela destacou, haverá o "referendo iraquiano seguido por eleições iraquianas, eleições afegãs para o Parlamento, eleições egípcias com disputa pela primeira vez".

"Também tivemos a retirada dos sírios do Líbano e eleições no Líbano", ela prosseguiu. "Tivemos esforços de reforma que estamos acompanhando na
Jordânia. E, é claro, as mulheres terão direito a votar pela primeira vez no Kuwait."

"Algo muito dramático está mudando no Oriente Médio", disse ela. "E está
mudando na direção de -e apenas digo na direção de -um ambiente mais aberto, mais pluralístico, de disputa política." Os esforços de Bush, e os dela, "para pressionar o argumento" de mudanças democráticas, ela disse, "eu acho que tiveram um efeito tremendo".

Em Israel na quarta-feira, autoridades expressavam ansiedade diante do que consideram ser uma determinação do Hamas, a organização militante islâmica, em explorar a retirada de Gaza para cometer mais violência contra israelenses. As autoridades israelenses disseram ter evidência de que o Hamas está usando a calmaria na violência para fortalecer e treinar seu próprio exército em Gaza, preparando mais atentados suicidas em Israel enquanto estoca foguetes Qassam para serem disparados de Gaza contra Israel.

Rice disse desconhecer "quão extenso" tem sido tal reforço. "Mas sei que tem ocorrido algum", disse ela. "Eu não duvido que o Hamas esteja treinando e aumentando sua capacidade de causar problemas como uma organização terrorista."

Israel tem usado a calmaria na violência para se concentrar na retirada de Gaza. Mas autoridades israelenses disseram que não farão maiores concessões a menos que a Autoridade Palestina tome ações paralelas para ir além da calma negociada, começando de fato a desmontar e desarmar os grupos militantes palestinos. Rice concordou, dizendo que passos para o desenvolvimento da confiança precisam ser dados por ambos os lados simultaneamente. Ela também deixou claro que espera que a Autoridade Palestina assuma a responsabilidade pelo desarmamento do Hamas.

"Esta é a obrigação dela segundo o 'Caminho para a Paz'", disse ela,
referindo-se ao plano de paz para o Oriente Médio que os Estados Unidos e seus aliados propuseram em 2003. Secretária norte-americana felicita ação israelense mas avisa: "Não pode ficar restrito apenas a Gaza" George El Khouri Andolfato

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