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06/09/2005

Bush indica Roberts para presidir Suprema Corte

The New York Times
Richard W. Stevenson

Em Washington
O presidente Bush anunciou nesta segunda-feira (5/9) que ele nomearia o juiz John G. Roberts Jr., o qual ele já havia escolhido para preencher o assento na Corte Suprema, deixado vago pela juíza Sandra Day O'Connor ao se aposentar, para suceder a William H. Rehnquist como presidente do órgão supremo da Justiça dos Estados Unidos.

Bush anunciou a nomeação menos de 36 horas após a morte de Rehnquist e um dia antes que o comitê judiciário do Senado se reunisse para iniciar as audiências visando a deliberar sobre a nomeação (anterior) de Roberts. Se a sua indicação for confirmada depois da rodada de audiências, as quais deveriam chegar a uma conclusão na próxima semana, Roberts se tornará o 17º presidente da instância de Justiça mais importante do país.

Ao assumir o cargo aos 50, ele acederia a uma posição vantajosa para desempenhar um papel decisivo ao longo das próximas décadas na formatação das sentenças da Suprema Corte.

Afirmando que os senadores e o povo americano "aprovam o que viram" na pessoa de John Roberts, Bush enalteceu o que ele descreveu como "sua habilidade espantosa como jurista e os seus dons naturais de líder".

A rapidez da decisão refletiu a conclusão da Casa Branca segundo a qual Roberts, apesar da oposição às suas opiniões conservadoras por parte de grupos liberais e de muitos democratas no Congresso, havia resistido e superado com louvores à intensa análise da qual ele tem sido objeto desde que ele foi nomeado para substituir O'Connor, e que ele poderia ser confirmado no cargo sem maiores problemas.

Bush acrescentou que ele queria ver Roberts prestar juramento como presidente da Suprema Corte antes que esta instituição retomasse suas atividades, em 3 de outubro.

Ao escolher Roberts para este cargo num período político delicado, Bush evitou uma briga de foice ideológica que teria sido certamente desencadeada caso ele tivesse optado por nomear o juiz Antonin Scalia, um favorito de muitos conservadores, ou ainda se ele tivesse escolhido um juiz da Corte Federal que apresentasse antecedentes mais evidentes e mais amplos em termos de opiniões conservadoras sobre questões sociais, o que não chega a se o caso com Roberts.

A seqüência rápida de eventos deixou Bush numa situação na qual muitos em Washington pensavam que ele se encontraria no final da última sessão da Corte em junho, quando todos esperavam que Rehnquist se afastasse primeiro, no que ele seria seguido provavelmente por O´Connor. Juiz é o mesmo que foi escolhido para substituir juíza aposentada Jean-Yves de Neufville

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