UOL Notícias Internacional
 

06/10/2005

Iraque confirma o referendo sobre a constituição

The New York Times
Robert F. Worth e Sabrina Tavernise

Em Bagdá, Iraque
Sob forte pressão das Nações Unidas, o Parlamento iraquiano votou nesta quarta-feira (05/10) uma emenda visando a cancelar uma mudança de regra que havia sido decidida tardiamente e que teria tornado praticamente impossível a eventualidade de a nova Constituição do Iraque ser rejeitada no referendo nacional que está por vir.

A revogação foi votada um dia depois de os oficiais da ONU em Bagdá terem advertido os líderes xiitas e curdos de que a nova regra - que havia sido aprovada no domingo (2) - violava os padrões eleitorais internacionais, e que ela poderia até mesmo incitar a organização a cancelar suas atribuições de supervisora da votação do referendo.

Os líderes árabes sunitas que se opõem à constituição também haviam criticado a mudança de regra, declarando que ela equivalia a fraudar o referendo de antemão.

Os líderes xiitas e curdos capitularam na quarta-feira, quando 119 dos 147 deputados presentes votaram no sentido de cancelar a mudança de regra. Mas os líderes xiitas afirmaram que eles ainda estavam muito preocupados com a possibilidade de a votação não ser realizada com lisura, e que eles se reservavam o direito de questionar os resultados, caso a Constituição for rejeitada em 15 de outubro.

O referendo constitui um momento-chave na transição rumo à independência plena pela qual o Iraque está passando, e a Constituição - caso ela for aprovada - abriria o caminho para a eleição de um governo legítimo e que exercerá seu mandato por um período integral, a ser realizada em dezembro.

Os deputados xiitas e curdos se disseram preocupados com a possibilidade de a violência das forças da insurreição provocar um baixo comparecimento dos eleitores. Se este for o caso, um número reduzido de pessoas em três províncias poderia derrubar o documento, mesmo se um número muito maior de eleitores nas outras regiões o apoiasse.

Mas a mudança que eles haviam introduzido teria dificultado de tal forma as coisas para os opositores do documento que a aprovação teria sido praticamente garantida.

Um oficial da ONU em Bagdá reconheceu que a organização havia proferido "uma declaração muito dura" perante os líderes xiitas e iraquianos nesta terça-feira (4), advertindo-os de que a mudança de regra "teria colocado a ONU na posição de ser ver impedida de colaborar para a realização do processo eleitoral".

O oficial deu esta declaração com a condição de não ter seu nome citado, alegando que as negociações eram "extremamente sensíveis". Congresso cancela mudança de regra que comprometia a votação Jean-Yves de Neufville

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