UOL Notícias Internacional
 

25/11/2005

Cayman recupera-se do devastador furacão Ivã

The New York Times
Michelle Higgins

Em George Town, Ilhas Cayman
Quando Craig Brown e sua família estavam mergulhando nas águas azuis cristalinas de Grande Cayman no início de outubro, eles avistaram um peixe palhaço, caranhos-vermelhos e um linguado com olhos feito contas entre os famosos recifes de coral da ilha. Mas também se depararam com algumas imagens inesperadas.

Alex Quesada/The New York Times 
Turistas passeiam em praia onde resort é reconstruído em George Town, capital do país

"Havia tijolos na água; telhas; sacos de areia", disse Brown, um executivo de marketing de Cunningham, Kentucky. "Você sabia que era por causa do furacão."

Tal furacão não foi um entre a série terrível de mais de duas dúzias de tempestades do Atlântico batizadas neste ano, que nos piores casos apenas atingiram esta ilha com chuva pesada e algumas rajadas de vento. O desastre em Cayman foi o Ivan, um furacão de categoria 4 que varreu a ilha em 12 de setembro de 2004, danificando ou destruindo 74% das casas, deixando mais de US$ 3 bilhões em perdas e danos e lançando aqueles tijolos no mar.

Enquanto as vítimas da devastação que tomou conta das telas de televisão em 2005 ainda estão fazendo a limpeza, Grande Cayman é um exemplo de recuperação, em alguns aspectos de forma rápida e em outros lenta, em uma ilha altamente dependente de sua beleza a atrativo turístico. Grande Cayman já é um local viável para o retorno dos turistas, mas eles devem estar preparados para algo menos do que a perfeição tropical.

Apesar de grande parte do centro turístico de George Town estar novamente repleto de visitantes de navios de cruzeiro empunhando câmeras, e as praias e atrações populares estarem abertas, os sinais remanescentes do Ivan são difíceis de ignorar. O Museu Nacional das Ilhas Cayman, no centro da cidade, continua fechado. Árvores peladas despontam por toda a ilha com palmeiras com seus topos inclinados.

Na costa oeste, uma caminhada para o sul pela Seven Mile Beach revela resorts em vários estágios de reparos. Da areia fina diante do recém restaurado Westin Casuarina Resort & Spa, você passa pelo Villas of the Galleon, onde cada bangalô com vista para o mar exibe um novo telhado azul. O imenso vizinho Ritz-Carlton ainda está em obras um ano depois do previsto para receber seus primeiros hóspedes (a inauguração está prevista agora para 15 de dezembro). Mais além, a piscina à beira-mar do CoralStone Club reluz, mas metade do resort está coberto por andaimes. E prosseguindo pela praia, tudo o que resta do Beachcomber Condominiums é uma árvore casuarina solitária, desalinhada, e uma baixa parede de pedra. Mesmo aqui há planos de reconstrução.

"Nós fizemos um passeio ao redor de toda a ilha", disse Kimberly Phillips, uma especialista financeira do Wachovia Bank em Sarasota, Flórida, que passou uma semana em Grande Cayman com seu marido, em outubro, para comemorar seus aniversários de 30 anos e 10º aniversário de casamento. "Dá para ver que eles ainda têm muito trabalho pela frente."

Bem mais da metade dos 5.181 quartos de hotel e condomínios da ilha que estavam funcionando antes do furacão Ivan estavam recebendo hóspedes no mês passado. Um hotel, o Hyatt, mudou temporariamente seu nome para Hyatt Regency Grand Cayman Beach Suites porque só dispunha de 53 bangalôs abertos, enquanto os 236 quartos de hotel do outro lado da rua permaneciam fechados. O turismo na ilha até setembro caiu 51% em comparação ao mesmo período do ano passado.

As companhias aéreas, incluindo a American e a Northwest, cortaram vôos, reduzindo a capacidade de assentos para a ilha em 2005 em 27% até meados de novembro, segundo a Back Aviation Solutions, uma firma de consultoria do setor.

Mas com a alta temporada de turismo se aproximando, Grande Cayman está voltando rapidamente aos negócios. Apesar do número de resorts e complexos de condomínio não terem ficado plenamente prontos para o feriado do Dia de Ação de Graças, até dezembro o total de quartos deverá atingir 78% da capacidade pré-Ivan, segundo o Departamento de Turismo das Ilhas Cayman, e quase todos os quartos deverão estar prontos até março.

Há algumas ofertas enquanto a ilha se esforça para se recuperar. A Cayman Airways está oferecendo descontos de até 30% em suas tarifas habituais de ida e volta saídas de Boston e Chicago durante o outono. A Spirit Airlines começará um serviço diário nonstop de Fort Lauderdale a Grande Cayman em fevereiro, e está oferecendo vôos por US$ 104. Como parte de sua liquidação de outono para o Caribe, o Hyatt está oferecendo suítes com dormitório por US$ 399 até 19 de dezembro, uma economia de 30% em comparação à diária normal.

Mas não espere descontos para as semanas mais procuradas. Muitos resorts já estão mantendo suas diárias. Os 365 quartos do Ritz-Carlton já estão reservados para a semana do Natal, e Westin disse que a procura já está alta para o fim de semana do Dia do Presidente. Arquipélago do Caribe é exemplo de restauração após catástrofe George El Khouri Andolfato

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