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28/11/2005

Cuba é o gigante adormecido do turismo mundial

The New York Times
Luisita Lopez Torregrosa

Em Havana, Cuba
Na viagem de duas horas de Havana a Varadero, por uma estrada de pouco tráfego, e na qual raramente surge algum outdoor para atrapalhar a vista, vêem-se colinas cobertas de coqueiros, o mar esverdeado quebrando-se contra a costa pedregosa, vales profundos envoltos em névoa e Matanzas, uma cidade histórica, cuja riqueza passada se baseava na produção de açúcar, em uma baía iluminada pelo sol. Além disso, há apenas um interior quase que desabitado, e paisagens esplendorosas formadas pelo oceano ao norte, e os vales e montanhas ao sul.

Tyler Hicks/The New York Times 
Músicos divertem turistas durante o pôr-do-sol na praia de Varadero

Não é necessário muito esforço para se imaginar balneários espalhados por essas colinas, com campos de golfe, sítios e restaurantes à beira da estrada ao longo da costa. Cuba é uma ilha grande, cuja área corresponde a três quartos à da Flórida. E com a exceção de alguns locais de alta densidade populacional, como Havana e Varadero, e um punhado de cidades coloniais e balneários, esse território praticamente não passou por nenhum processo de desenvolvimento --o que faz de Cuba o gigante adormecido do turismo caribenho.

"A indústria turística está sentada sobre o último território virgem de todo o mundo", afirma Kirby Jones, presidente da Associação Comercial Estados Unidos-Cuba. "Os norte-americanos querem ir para lá pelo mesmo motivo que dezenas de outras companhias de todo o mundo. É um lugar onde se pode ganhar dinheiro".

Ian Schrager, o empresário nova-iorquino que ajudou a criar a tendência de hotéis chiques, com o Royalton, em Manhattan, o Delano, em Miami Beach, e o Mondrian, em Los Angeles, foi a Cuba em 1994 e 1995. "Fiquei totalmente encantado com o país", conta Schrager. "A ilha me conquistou inteiramente. Para mim, o mais interessante foi Havana Velha, que me lembrou Veneza, um local especial congelado no tempo".

Não há dúvida de que ele gostaria de construir um hotel em Havana Velha. "Os meus clientes estão esperando que as portas do turismo em Cuba se abram", explica.

Em Miami, Frank Del Rio, presidente da Oceania Cruises, que deixou Cuba quando criança, tem uma posição clara quanto à questão. "O país possui montanhas, cidades coloniais, praias; lá tem de tudo", diz ele. "Nenhuma agência turística dos Estados Unidos vai ser pega de surpresa quando as restrições às viagens forem suspensas. Estamos todos preparados".

Tyler Hicks/The New York Times 
Banhista em Havana; à direita, o Castillo de los Tres Reyes del Morro, (Fortaleza El Morro)

Cuba, com a sua beleza magnífica e intocada, seduz de várias maneiras. Para os executivos norte-americanos, a ilha é um mercado não explorado com 12 milhões de pessoas loucas pelos produtos dos Estados Unidos. Para os donos de hotéis e executivos das empresas de navios de cruzeiros, ela representa uma visão tentadora do futuro -futuros portos para os seus passageiros e futuros balneários para os seus clientes.

Para os turistas norte-americanos, Cuba representa o sabor do fruto proibido --de uma terra a qual eles não têm acesso desde 1961.

E todos estão esperando por um fato que acreditam que certamente fará com que os seus sonhos se tornem realidade: o fim de Fidel Castro.

Enquanto os norte-americanos esperam por Havana, Havana se prepara para os norte-americanos. Para as autoridades do setor turístico cubano, a sua ilha --que no passado foi o cabaré do Caribe, símbolo de romance e de boa vida-- é o pólo de atração que mais uma vez atrai turistas norte-americanos em férias e os seus dólares. Em um estudo recentemente publicado, que me foi fornecido em Havana, vários economistas e autoridades em turismo cubanos dizem que os norte-americanos são os turistas mais exigentes e gastadores do mundo, uma conclusão que se tornou uma espécie de mantra para as autoridades cubanas.

"Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para reformarmos os nossos hotéis e elevarmos os padrões até o nível esperado pelos norte-americanos", afirma Antonio Martinez Rodríguez, diretor-geral do Nacional, o principal hotel cubano.

Ele não se refere apenas ao seu hotel, um monumento reformado Art Deco da década de 1930, que já hospedou Winston Churchill, Frank Sinatra e Ava Gardner, bem como o mafioso Meyer Lansky. Ele mostra os números, fazendo planos para o desenvolvimento do turismo internacional no seu país, no qual 80% da mão de obra nos principais hotéis têm educação superior e fala mais de um idioma. Facilidades como centros empresariais, acesso a e-mail, televisão por satélite e, é claro, ar-condicionado, são atualmente comuns nos principais hotéis.

Segundo ele, a indústria turística de Cuba se baseará não apenas no sol e na areia, mas também nos empreendimentos voltados para a ecologia e a saúde. "Estaremos à frente de praticamente todo mundo na área de turismo de saúde. E possuímos cultura, história, toda a nossa música e o nosso povo amigável".

Ouvi diversas variações do tema, que gira em torno de uma imagem de Cuba como um dos principais pólos turísticos do mundo, e não apenas um balneário caribenho. Estefanía R. Escobar Diaz, funcionária do Ministério do Turismo, diz: "Vemos os norte-americanos como amigos. Queremos que eles venham para cá nos ver. Esse estranhamento entre vocês e nós é forçado. Não é algo natural".

Este foi o preâmbulo para a etapa da propaganda. Diaz me forneceu novos panfletos turísticos, e gráficos com códigos coloridos assinalando o crescimento do turismo cubano nos últimos dez ou 15 anos. Mesmo sem os turistas norte-americanos, que compõem a maioria dos visitantes em férias no Caribe, Cuba está em terceiro lugar (depois da República Dominicana e de Porto Rico) entre as destinações turísticas, tendo sido visitada por mais de dois milhões de estrangeiros em 2004, contra 304 mil em 1990.

Canadenses, italianos, britânicos, espanhóis, alemães e alguns latino-americanos seguem para Cuba em vôos diretos sem escalas. Neste verão, a Virgin Atlantic criou dois vôos semanais entre Londres e Havana. Dez aeroportos foram construídos em Cuba nos últimos anos, a fim de acomodar os viajantes que não desejam passar por Havana, e que seguem diretamente para locais como Cayo Coco ou Varadero.

Na estreita faixa litorânea de Varadero, cerca de 50 hotéis se espalham por dunas ao longo de praias que se estendem por 19 quilômetros. Existem hotéis maiores e mais antigos, como o Melia las Américas, com o seu novo campo de golfe, várias cozinhas e bares; o Sandals Princesa Del Mar, exclusivo para casais, e especializado em luas-de-mel; e outros que pertencem à Sol Melia, a rede hoteleira espanhola, que é dona de alguns dos principais hotéis em Cuba, em parceria com o governo.

Por volta do meio da tarde, os paralelepípedos das ruas de Havana Velha estão muito quentes, refletindo raios de sol tão intensos que fazem com que seja impossível olhar para o céu sem que se cerrem os olhos. É a hora da siesta. Mas as pessoas caminham pelas calçadas estreitas rumo aos bares, restaurantes, hotéis, museus e igrejas - todas as construções que fazem de Havana Velha uma das cidades mais fotografadas da América.

Os turistas se aglomeram no Ambos Mundos, um dentre cerca de doze pequenos hotéis que foram preservados ou construídos a partir de prédios em ruínas, aguardando para visitar o quarto em que morou Hemingway, um estúdio banhado de sol onde alguns dos manuscritos e uma máquina de datilografar do autor estão expostos em caixas envidraçadas.

É engraçado que, nestes vários anos durante os quais os norte-americanos não contam com a liberdade de viajar para Cuba, Hemingway tenha sido uma figura tão presente no turismo da ilha: a sua presença pode ser sentida no Finca de Vigia, próximo a Havana, nos bares que freqüentava, no seu barco de pesca, e na marina Hemingway. Uma das fotos que se vê com mais freqüência em locais públicos mostra Hemingway sussurrando algo ao ouvido de Fidel Castro. Os cubanos vêem na foto uma imagem efetiva - o norte-americano que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, acompanhado do herói revolucionário.

A alguns quarteirões dali, no Raquel, o saguão refrigerado proporciona um refúgio contra as multidões e o calor, no Flórida, uma imponente escadaria conduz até os sótãos altos onde há antigos mobiliários. Os visitantes se concentram em um átrio sob uma cúpula de vidro fosco pintada por um artista cubano.

Em praticamente todos os pontos de Havana, a arte cubana ocupa um local proeminente. Pinturas e desenhos estão dependurados nas paredes de corredores, salas e saguões de hotéis.

Em um quarteirão a oeste da Plaza de la Catedral, uma das cinco praças em torno das quais grande parte de Havana Velha vive e trabalha, em uma ruela estreita, que dá passagem para apenas um carro, há homens desocupados nas calçadas e nas entradas de vestíbulos escuros. A porta de acesso a um pequeno estabelecimento está bloqueada por uma multidão.

Esta é a Bodeguita del Medio, na Calle Empedrado, 207, provavelmente o bar mais conhecido em Havana, onde todo o espaço está ocupado por objetos de Hemingway ou por fotos e assinaturas de praticamente todos os visitantes que já entraram no local.

Ao final de um longo dia em Havana Velha, encontrei o homem que é o principal responsável pela restauração da cidade, Eusebio Leal Spengler, o historiador da Cidade de Havana, um título que não traduz toda a sua importância.

Sentado em uma sala sufocante em um prédio restaurado no qual está instalado o seu escritório, ele conta a história da restauração, que começou com o seu plano-mestre na década de 1980. Tendo começado com fundos fornecidos pelo governo e uma idéia, ele agora é capaz de contar 16 hotéis onde antes não havia nenhum, 65 restaurantes e a restauração de 36% da área.

"Não verei a restauração total da cidade, já que há muito a se fazer. Mas isso é um começo", explica Spengler. "O que estamos tentando fazer aqui é preservar o patrimônio e a memória de Cuba".

É de se presumir que esse patrimônio inclua a mansão decrépita na área pobre na qual três garotos se aproximaram de mim, e, puxando a minha camisa pediam, "Money, money", com as palmas das mãos estendidas. Eu fui até o segundo andar e abri a porta de um dos restaurantes favoritos de Havana, o La Guarida, um local pequeno, que ganhou fama quando foi mostrado no filme de 1994, da Miramax, "Strawberry and Chocolate" ("Morango e Chocolate").

Pôsteres de promoção do filme estão afixados às paredes. Com o seu ambiente algo assustador, o La Guarida é um sucesso entre os estrangeiros, especialmente diplomatas e jornalistas. Todos vão ao La Guarida, que, segundo me disseram, serve a melhor comida da cidade.

Mas isto não é verdade. Durante cinco dias em Cuba eu não comi um prato melhor do que aquele que é servido no Cafe del Oriente, em Havana Velha. Mas a verdade é que, em qualquer lugar, os estrangeiros conseguem a melhor comida que o dinheiro pode comprar. Aliás, eles conseguem o melhor de tudo. A maioria dos cubanos compra alimentos em feiras livres nas quais os cães vadios circulam, as verduras e legumes apodrecem e as moscas esvoaçam sobre as peças de carne expostas em tabuleiros.

Com salários de variam entre US$ 8 e US$ 20 por mês, a classe trabalhadora cubana não pode se dar ao luxo de freqüentar o supermercado Palco, em cujas prateleiras são encontrados sucrilhos Kellogg's e embalagens com seis garrafas de Coca-Cola (ambos os produtos fabricados no México), além de porções de carne bovina fresca. Este local, assim como as mansões bem preservadas em Miramar e Siboney (onde mora Fidel Castro), só estão ao alcance de generais da reserva como aquele que conheci em certa manhã, e de outros membros da elite de Havana - diplomatas, empresários estrangeiros, funcionários do governo e suas famílias.

Os norte-americanos querem acreditar que Fidel Castro é o único empecilho aos seus planos de férias. "Dez minutos depois da morte dele haverá uma normalização das relações entre os dois países. Acredito que o regime terminará no momento em que Fidel morrer", afirma Del Rio, da Oceania Cruises.

Ele e outros executivos do setor turístico já vêem os seus navios atulhados de norte-americanos navegando rumo aos portos cubanos, e até 50 vôos diários partindo da Flórida para a ilha, assim com as bandeiras do Marriott, do Hilton e do Hyatt e de outros hotéis famosos desfraldadas em solo cubano.

Mas a Cuba de hoje não é a Cuba pré-Castro da qual muitos americanos se recordam --ou em torno da qual constroem suas fantasias.

"Os norte-americanos estão equivocados se acham que tão logo Castro morra tudo voltará a ser como era antes", explica Lissa Ree Weinmann, diretora do Projeto Cuba, do Instituto de Política Mundial, em Nova York. "Os cubanos mudaram. Muitos só conhecem a vida sob o regime de Castro, e vários deles não aceitarão qualquer tipo de dominação norte-americana".

Não parece haver nenhuma possibilidade de um relaxamento imediato das restrições, afirma o deputado Jeff Flake, republicano do Arizona, e líder da batalha pela suspensão do embargo. Mas ele diz que, caso houvesse uma votação secreta no Congresso, a proibição de viagens e do comércio provavelmente seria abolida.

"A suspensão do embargo poderá demorar até uma década", calcula Antonio R. Zamora, um advogado de Miami que é sócio do escritório de advocacia Hughes Hubbard & Reed, em Nova York, e que publicou pelo menos três estudos a respeito das relações entre Estados Unidos e Cuba. Questões espinhosas, como a das companhias norte-americanas expropriadas por Cuba quando Castro assumiu o poder podem levar anos para serem resolvidas, diz ele. Mas Zamora está convencido de que a restrição às viagens cairá primeiro.

Quando isso acontecer, Zamora prevê um surto explosivo de viagens à ilha. "A abertura de Cuba para os norte-americanos será algo como termos um lugar tão bonito quanto o Havaí a apenas 145 quilômetros dos Estados Unidos".

INDO ATÉ CUBA

Com poucas exceções, o governo dos Estados Unidos não permite que os seus cidadãos viagem para Cuba. Entre aqueles que contam com permissão para viajar estão jornalistas credenciados, profissionais engajados em pesquisas e autoridades governamentais.

Uma permissão conhecida com Licença Específica, emitida pelo Escritório de Controle de Bens Estrangeiros, do Departamento do Tesouro, precisa ser obtida por qualquer outro indivíduo, incluindo aqueles que viajam para exercer atividades educacionais, visitar parentes, representar fundações privadas e instituições educacionais ou exercer atividades religiosas. Embora alguns norte-americanos viajem a Cuba a partir de um terceiro país, como o México, eles correm o risco de pagar multas elevadas.

Para obter maiores informações, os interessados podem entrar em contato com a Marazul Charters, na 4100 Park Avenue, Weehawken, Nova Jersey 07086, pelo telefone (201)319-1054 ou no site www.marazul.com. A Marazul é uma agência aprovada pelo governo norte-americano. A agência conta com dois vôos semanais de Miami para Cuba. Ela também faz reservas em hotéis e obtém passagens para vôos aéreos em Cuba.

Todos os visitantes licenciados precisam obter um visto do governo cubano. Os vistos podem ser obtidos na Seção de Interesses Cubanos, 2630 16th Street NW, Washington, D.C. 20009; telefone (202)797-8518. A taxa cobrada pelo visto é de US$ 50, e há ainda uma tarifa de US$ 20 pelos serviços consulares. Moeda estrangeira precisa ser trocada por pesos cubanos conversíveis. Para obter o melhor índice de câmbio é aconselhável que se levem euros ou dólares canadenses.

ONDE FICAR

O Hotel Nacional, Calle O, em 21, Vedado, telefone (53-7) 873-3564, www.hotelnacionaldecuba.com, o melhor hotel em Havana, possui 457 quartos, um cabaré, bares e restaurantes. As diárias variam de US$ 120 a US$ 660.

O Hotel Ambos Mundos, Calle Obispo 153, Havana Velha, (53-7) 860-9529, é um hotel restaurado de 54 quartos, no qual Hemingway morou na década de 1930. A diária mínima é de US$ 80.

O Hotel Florida, Calle Obispo 252, Havana Velha, (53-7) 862-4127, é um hotel de 25 quartos, com um restaurante e um bar. Os quartos amplos de teto alto contam com móveis coloniais, piso de mármore, camas de ferro, televisão por satélite e minibares. A diária mínima é de US$ 90.

O Hotel Raquel, Calle Amargura em San Ignacio, Havana Velha, (53-7) 860-8280, conta com 25 quartos decorados com a arte de pintores cubanos e um elegante saguão no estilo Art Nouveau. A diária mínima é de US$ 80.

O Melia las Américas, Varadero, (53-45) 66-7600, com tudo incluído, a partir de US$ 220.

O Sandals Princesa Del Mar e o Sandals Royal Hicacos, Varadero, www.saldalscuba.ca, somente para casais, com tudo incluído, e quartos a partir de US$ 170.

ONDE COMER

O Cafe del Oriente, Ofícios 112, Havana Velha, (53-7)204-1583, é um local favorito dos estrangeiros e da elite de Havana. A sua especialidade é pollo asado el aljibe (frango assado), que é servido em uma travessa fumegante. O almoço é uma pechincha, custando apenas US$15, e pode ser regado com cerveja Cristal (US$ 2 a garrafa).

La Guarida, Calle Concordia 418, Havana Central, (53-7) 862-4940, é o mais famoso paladar cubano (como são chamados os restaurantes caseiros de Cuba). A comida, que inclui frango, carne de porco e frutos do mar, é interessante, embora não seja excelente. Os pratos principais custam cerca de US$ 12.

O QUE VER E FAZER

Há realmente apenas uma atração principal: Havana Velha, com museus, catedrais, praças, hotéis, restaurantes e bares. Mas o resto de Havana - especialmente Vedado, Miramar e Siboney - valem a pena de se visitar de carro, a fim de que se tenha uma idéia melhor de como vivem as elites do país.

Fora de Havana as pedidas são: a província de Pinar del Rio (a sudoeste de Havana), que está a três horas de ônibus. Os ônibus partem para lá diariamente, saindo dos principais hotéis de Havana. A Havanatur, uma agência turística governamental que possui funcionários nos principais hotéis, pode marcar as visitas; o telefone é (53-28)75-0100. Para americanos, ilha oferece belas paisagens com o sabor de fruto proibido, devido ao embargo imposto pelos EUA após a revolução que colocou o presidente Fidel Castro no poder, em 1961; o país também apresenta ótimas perspectivas para os investidores do setor Danilo Fonseca

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