UOL Notícias Internacional
 

30/11/2005

Republicano sugere que Pirro não desafie Hillary

The New York Times
Michael Cooper

Capital do Estado de NY
A iniciativa de Jeanine F. Pirro no sentido de disputar a vaga da senadora Hillary Rodham Clinton sofreu um embaraçoso contratempo na terça-feira (29/11), quando o republicano mais poderoso da assembléia estadual disse que ela deveria cancelar totalmente o projeto e, em vez disso, concorrer ao cargo de procuradora-geral do Estado.

Os comentários feitos pelo parlamentar, Joseph L. Bruno, o líder da maioria no senado estadual, fez com que se intensificassem as preocupações quanto à candidatura de Pirro, que vem tropeçando em gafes e dificuldades para arrecadação de verbas. E eles fizeram com que aumentasse a sensação de que o Partido Republicano no Estado está nervoso quanto ao seu futuro, e dividido por rixas, no momento em que o líder de fato da agremiação em Nova York, o governador George E. Pataki, se prepara para deixar o cargo no final do ano que vem.

Bruno disse que Pirro, que foi eleita procuradora do distrito de Westchester por três vezes, seria uma candidata mais apropriada para o cargo de procuradora-geral. "Tenho dito desde o início --e conheço muitos colegas e pessoas do partido que compartilham essa opinião-- que ela seria uma grande procuradora-geral", disse Bruno aos repórteres.

Embora as afirmações de Bruno ecoem aquilo que alguns republicanos têm murmurado baixinho há algum tempo, elas o colocam em rota de colisão com Pataki, que no mês passado apoiou o nome de Pirro para disputar o Senado, e o presidente do Partido Republicano estadual, Stephen J. Minarik III, que apóia a candidatura de Pirro.

E, ainda que as observações não tenham sido bem recebidas pelo comitê de campanha de Pirro, ela tentou conferir ao fato a melhor aparência possível. "O senador Bruno é um respeitado líder da maioria, e eu aprecio a sua confiança nas minhas habilidades", disse ela em uma declaração resumida, de apenas duas sentenças. "No entanto, eu sou candidata ao Senado dos Estados Unidos".

Pataki reiterou o seu apoio à candidatura de Pirro ao Senado na terça-feira --mas pareceu ter deixado em aberto a possibilidade de que venha a apoiá-la para um outro cargo. "O governador acredita que Jeanine Pirro seria uma grande candidata a qualquer cargo no Estado", afirmou Keven Quinn, porta-voz de Pataki. "Ela escolheu concorrer a uma vaga no Senado dos Estados Unidos, e ele apoiou entusiasmadamente a sua candidatura".

A notícia abalou os círculos políticos. Algumas autoridades e operadores políticos sugeriram que Bruno estava meramente exprimindo um desejo --ao observar que Pirro tem uma história na área de direito, e que seria mas fácil para ela se eleger para o cargo de procuradora-geral em uma disputa na qual não haverá ninguém mais no páreo--, já que o atual procurador, Eliot Spitzer [democrata], está em campanha para o governo do Estado-- do que destronar uma senadora popular.

Outros observaram que Bruno tem estado em conflito com líderes partidários estaduais quanto ao desejo destes de promoverem uma união, em 12 de dezembro, em torno da candidatura de William F. Weld, ex-governador de Massachusetts, ao governo de Nova York.

Embora Bruno ainda não tenha anunciado apoio a nenhum candidato, ele falou entusiasticamente sobre Tom Golisano, o bilionário que concorreu ao governo por três vezes como candidato azarão, e que está contemplando a possibilidade de concorrer pela quarta vez pelo Partido Republicano. Bruno e outros disseram que o partido deveria esperar até que se conheçam todos os candidatos.

Jaime King, porta-voz do Partido Republicano estadual, não retornou duas ligações telefônicas feitas na terça-feira para tecer comentários sobre o assunto. Mas os democratas estavam satisfeitos em comentar a questão.

O parlamentar Herman D. Farrel Jr., presidente do Partido Democrata estadual, disse em uma declaração pública: "Isto é, nitidamente, um grande golpe para os nossos adversários, e uma indicação de como os republicanos graduados acreditam que será difícil derrotar a senadora Hillary Clinton". Para líder partidário, a promotora não deve concorrer ao Senado Danilo Fonseca

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