UOL Notícias Internacional
 

13/12/2005

Espaçonave vigia o Sol para proteger a Terra

The New York Times
Warren E. Leary

Em Nova York
Surrada e um pouco quebrada, uma sentinela se encontra entre a Terra e o Sol, em constante vigilância por tempestades solares iminentes e outras atividades. Por uma década, a espaçonave --o Observatório Solar e Heliosférico, ou Soho-- não apenas revelou muitos mistérios sobre o Sol como também revolucionou os estudos sobre o clima do espaço que banha cada canto do sistema solar.

Nasa/The New York Times 
Imagem da Nasa mostra a Soho navegando entre a Terra e o Sol

Cientistas e engenheiros de todo mundo estão comemorando o 10º aniversário do Soho e o saudando como uma das espaçonaves mais produtivas já lançadas. Construída pela Agência Espacial Européia e operada pelo Centro Goddard de Vôo Espacial da Nasa, em Greenbelt, Maryland, ela encara o Sol 24 horas por dia e envia um fluxo constante de dados e imagens documentando sua influência em tudo em seu reino.

"O Soho trouxe para casa a noção de que estamos vivendo na atmosfera estendida de uma estrela ativa", disse Bernard Fleck, o físico solar que é o cientista de projeto europeu da espaçonave. "Além de seus feitos científicos, ele realmente revolucionou todo o campo de clima espacial e forneceu um sistema de alerta antecipado prático para perturbações solares."

O Soho foi lançado em 2 de dezembro de 1995 e quatro meses depois assumiu uma posição a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, em um ponto onde a gravidade do planeta e a do Sol mantêm a nave entre os dois. Lá, os instrumentos da nave podem fornecer um alerta antecipado de ejeções de material solar que podem afetar astronautas no espaço, satélites e espaçonaves distantes, assim como os sistema de comunicações e força na Terra.

Antes do Soho, a Terra tinha pouco ou nenhum alerta antes de ser atingida por uma onda de choque de partículas radioativas, de alta energia, do Sol. A espaçonave agora fornece previsões do clima espacial com até três dias de antecedência para perturbações na direção da Terra, disseram os cientistas.

O conjunto de 12 instrumentos do Soho também mudou a ciência solar, incluindo a compreensão do fluxo constante de partículas, chamado de vento solar, que é emitido pelo Sol e permeia o sistema solar, disse Joseph Gurman, cientista de projeto da Nasa para a missão.

"Nos últimos 10 anos", disse Gurman, "o Soho revolucionou nossa idéia sobre o interior e a atmosfera solares, e sobre a aceleração do vento solar".

Manter o Soho operando além de sua missão original de dois anos não tem sido fácil. Fleck disse: "Tudo que podia quebrar quebrou".

Todos os três giroscópios estabilizadores a bordo falharam, mas engenheiros europeus e americanos desenvolveram um software para manter o controle. Todo o contato com a nave foi perdido por cinco meses em 1998, mas esforços heróicos o reviveram. E em 2003, sua antena principal ficou emperrada, mas os operadores encontraram uma forma de usar uma antena secundária para recuperar os dados.

A missão do Soho foi prorrogada até 2007, na esperança de estudar um ciclo pleno de atividade solar de 11 anos. Depois disto, os cientistas esperam que uma nova espaçonave da Nasa, chamada Observatório da Dinâmica Solar, programada para ser lançada em 2008, assuma muitas de suas funções. Construída pela Agência Espacial Européia e operada pela Nasa, a Soho encara o Sol 24 horas por dia e envia um fluxo constante de dados e imagens documentando sua influência em seu reino George El Khouri Andolfato

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