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15/12/2005

Fotos digitais que mesmo um pão-duro pode tirar

The New York Times
David Pogue

Colunista de tecnologia
Dezembro é sempre um mês agitado no Instituto New York Times de Tecnologia de Consumo (tudo bem, meu escritório no sótão). Todo ano, o Instituto tenta responder um enigma zen: "Quanta câmera digital é possível comprar com US$ 300?"

Doze fabricantes entraram nesta quina disputa anual de câmeras. Cada um apresentou uma câmera de valor abaixo de US$ 300 (preço online) que sentia que tirava as melhores fotos.

Joao Silva/The New York Times 
A Kodak EasyShare V530 no alto, a Fujifilm FinePix F10 ao centro e a Konica Minolta DiMAGE X1 abaixo
Várias tendências despontaram. A qualidade das fotos continua melhorando a cada ano e a corrida dos megapixels continua a toda; neste ano, câmeras de cinco e seis megapixels são o padrão. (Mais megapixels permitem maiores ampliações e mais margem para recortes, mas não afetam a qualidade da foto.)

As telas também estão maiores. Mais candidatas têm belas telas de 2,5 polegadas que podem enquadrar e exibir fotos de forma mais agradável. É claro, para todo raio de esperança há uma nuvem; aumentar a tela geralmente significa eliminar o visor óptico. Nestas câmeras, apenas a Canon e a Sony fornecem um.

As empresas de câmeras costumavam fornecer um cartão de memória inicial apenas grande o bastante para armazenar cinco fotos de teste. Agora, a maioria das câmeras possui imbutidos 16 ou 32 megabytes de memória. Você tem gratificação instantânea quando abre o pacote, mas não de uma forma que acaba jogando fora.

Espessura fina sempre contou, mas neste ano está contando mais do que nunca. Muitas das câmeras maravilhas deste ano não são muito maiores do que um cartão de crédito: belezas em metal escovado com menos de 2,5 centímetros de espessura, com conexão USB e base de recarga. (Mas as melhores fotos ainda são tiradas pelas câmeras mais gordas.) Exceto nos casos notados, todas possuem lentes com zoom 3X e sensores de 5 ou 6 megapixels.

A disputa de qualidade de foto deste ano envolvia 20 fotos teste de tortura: uma cena à luz de vela, um super close, uma imagem de ação congelada, um retrato com flash a curta distância e assim por diante. Juizes leigos classificaram os resultados. (Eram autorizados empates no primeiro lugar.)

Canon A610: As fotos da A610 ficaram no topo da ranking em admiráveis 12 dos 20 testes; esta câmera tira fotos fantásticas em quase toda situação. Nada mal por US$ 250, especialmente considerando que você também conta com zoom 4X e uma tela dobrável rotatória de 2 polegadas -ótimo para fotografar acima das cabeças das pessoas, ou no chão para fotos de bebês.

Por outro lado, a A610 é a câmera maior e mais feia deste grupo. A Canon parece estar forçando a pergunta: você quer fotos bonitas ou uma câmera bonita?

Casio Exilim Zoom EX-Z57: Esta câmera reluzente e esguia, do tamanho de um cartão e custando US$ 254, é um prazer de usar, graças a maior tela do grupo (2,7 polegadas), duração da bateria para 400 fotos e 23 presets (ajuste prévio) de cena (Crepúsculo, Flores e assim por diante) ilustrados com fotos de demonstração.

Todas as câmeras abaixo de US$ 300 sofrem de atraso do obturador, o atraso enfurecedor do focar antes da câmera tirar de fato a foto. Geralmente você pode eliminá-lo pressionando levemente o botão disparador para um pré-foco, e então o pressionando totalmente para o momento da verdade.

Mas quando não há tempo para tudo isto, você pode pressionar até o fundo o botão da Casio; então, como em uma câmera de filme, a Z57 mantém tudo em foco. O resultado tem qualidade apenas de instantâneo, mas você consegue a foto.

Mas diversão não eqüivale a grande fotografia. Em nenhuma ocasião nos 20 testes as fotos da Casio foram as melhores ou mesmo as segundas melhores -e não há modo "burst" (fotos em seqüência em velocidade).

Fujifilm Finepix F10: Pela primeira vez na história desta disputa anual, o modelo da Fujifilm saltou para o círculo vencedor. Esta máquina de 6,3 megapixels e US$ 280 obteve o primeiro lugar em 10 dos 20 testes. Em particular, seu trabalho com pouca luminosidade é de cair o queixo; mesmos fotos à luz de vela ficam inteiramente livres de granulação. A bateria empata com a da Canon como a de maior longevidade do grupo: 500 fotos por carga de baterias NiMH tamanho AA.

Como aspectos negativos, esta câmera oferece poucos presets ou controles manuais, exige cartões de memória XD caros e tem um aspecto tedioso. Há alguma lei que diz que as melhores câmeras precisam ser feias?

HP Photosmart R817: Quando tiver início o campeonato de futebol, você apreciará o zoom de 5X da HP. A fidelidade de cor e contraste são excelentes. A disposição esperta dos botões e as mensagens de ajuda na tela belamente redigidas a tornam a parceira amistosa suprema.

Mas a R817 (US$ 252) é mais adequada para os muito pacientes. Ela demora para inicializar, é lenta entre as fotos e sofre de um grande atraso do obturador. Será que é para naturezas mortas?

Kodak Easyshare V530: Esta câmera também se orgulha do layout estudado dos botões e das mensagens na tela. Pena que os botões em si sejam do tamanho de átomos; apertá-los exige dedos finos ou, quando possível, palitos de dente.

Mas a câmera (US$ 250) é rápida e tira fotos excelentes. Também dignos de nota são os vídeos, que podem ser exibidos em tamanho de TV e com suavidade (640 X 480 pixels e 30 quadros por segundo).

É claro, a Pentax, Panasonic, Olympus, Casio e Minolta também oferecem esta função, mas apenas a Kodak, Minolta, Samsung, HP e Olympus podem mudar o zoom óptico e o foco enquanto filmam. Um som ensurdecedor estraga a trilha sonora quando você dá um zoom. Mas em circunstâncias casuais, uma câmera que grava vídeo e permite zoom pode ser a única câmera de vídeo que você precisa.

Konica Minolta DiMage X1: Desde o iPod não há um dispositivo com acabamento espelhado como este. Você pode checar seus dentes para ver se há resto de comida na traseira desta câmera -apesar de que, como todo dono de iPod sabe, este espelhado atrai impressões digitais como papel pega-moscas.

Infelizmente, a X1 (US$ 280) é uma beleza de manutenção cara. Seu modo "burst" é lento e breve, a duração da bateria é baixa (150 fotos), não há lâmpada de ajuda para foco em baixa luminosidade e tudo é lento. E considerando a mediocridade das fotos, a resolução impressionante de oito megapixels é um tanto desperdiçada.

Nikon Coolpix S1: Conheça a câmera cartão mais barata da turma, que é vendida por US$ 233. As lentes da S1 não expandem para fora. Em vez disso, como na Minolta e Samsung, ela realiza o zoom verticalmente para dentro do corpo fino; um prisma desvia a luz na frente.

Para prazer dos dermatologistas de toda parte, a S1 consegue dar foco em temas a apenas 4 centímetros de distância. Ainda bem que ela conta com 16 presets de cena, porque não é possível ajustar a velocidade do obturador ou a abertura manualmente. As fotos são medianas.

Olympus Stylus 600: A Stylus 600 (US$ 238) possui duas características singulares. A primeira é um corpo à prova de chuva, neve ou pó (em vermelho, azul ou prata). O segundo, em baixa luminosidade, a tela mostra a cena com surpreendente clareza e brilho -mais, na verdade, do que os olhos podem ver. Infelizmente, as fotos não capturam toda esta beleza; a câmera tem dificuldade para fazer foco em baixa luminosidade.

Mas os 23 modos de cena ilustrados são de grande ajuda. Mas as fotos são apenas medianas e você só pode gravar vídeos mudos.

Panasonic Lumix DMC-LZ2: O notável zoom 6X desta câmera é útil em recitais, eventos esportivos e quando você avista uma celebridade. Um estabilizador de imagem ajuda a eliminar as trepidações que seriam acentuadas quando se usa o zoom. E a LZ2 é o modelo mais barato do grupo -por US$ 204, é uma pechincha.

As fotos variam de muito boas a excelentes. Mas ela carece de controles manuais; a Lumix se restringe a apontar e fotografar. Mas se simplicidade é o nome do seu jogo, você amará o botão reversível liga-desliga, que você não precisa manter pressionado por vários segundos, como na maioria das câmeras.

Pentax Optio S6: Por falar em uma reivindicação singular de fama: a Pentax se gaba de que esta micro-mini-nanocâmera (US$ 282) é pequena o bastante para caber dentro de uma lata de pastilhas Altoids. Como conseguiram botar uma tela de 2,5 polegadas nesta máquina minúscula?

Mas as fotos são ruins. O botão disparador exige força hercúlea, a velocidade de disparo das fotos é lenta, os vídeos não são exibidos em Mac e realces exagerados são comuns. Mas, ei, ela cabe em uma lata de Altoids.

Samsung Digimax i5: A câmera cartão prateada de US$ 265 da Samsung é -ora, deixe para lá; os detalhes não importam. As fotos teste da i5 foram constantemente decepcionantes. Os juizes geralmente as colocavam em último lugar, inclusive no teste de close (não conseguiu encontrar foco) ou à luz de vela (produziu um mosaico medonho de blocos alaranjados). Se você realmente quiser uma câmera fina, escolha a Pentax, Nikon ou Minolta.

Sony Cyber-Shot DSC-W5: Será que este tijolo de aparência utilitária realmente veio da Sony? Ele pareceu um brownie de aço inoxidável.

Há alguma peculiaridades. É bom que o disco de cenas ofereça sete presets, mas a opção esportes (obturador rápido) não é uma delas -e não há modo de prioridade do obturador. É bom que a tela seja tão grande (2,5 polegadas), mas a imagem fica pouco clara sob luz solar direta.

Esta câmera (US$ 260) tira boas fotos, com suas fotos empatando como melhores em oito dos 20 testes. Algumas exibiam um tom azulado, mas algo que pode ser corrigido em programas como Picasa ou iPhoto. Fotos em baixa luminosidade são uma especialidade; o flash até diminui inteligentemente para evitar sobrecarregar o tema.

Resumindo: Escolher as melhores deste ano é uma tarefa difícil, mas alguém tem que fazê-lo. Se desejar simplicidade, considere a Panasonic DMC-LZ2, a Sony W5 ou a HP R817. Se desejar estilo, nenhuma tem aspecto melhor que a Konica Minolta X1, apesar da Kodak V530 também ser bonita e tirar fotos melhores.

Mas e se sua prioridade for tirar fotos excelentes? (Ei, isto pode acontecer.) Neste caso, você amará a Canon A610 ou a Fujifilm F10 por sua qualidade, velocidade, vídeos, duração da bateria e funções. Não, elas não ganharão nenhum concurso de beleza -mas não é o interior o que conta? George El Khouri Andolfato

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