UOL Notícias Internacional
 

23/12/2005

EUA planejam ligeira redução de forças no Iraque

The New York Times
Thom Shanker e Eric Schmitt

Em Washington
Na primeira redução de tropas americanas no Iraque aprovada desde as eleições no país, o presidente Bush determinou que a força central de 17 brigadas dentro do Iraque fosse cortada para 15 brigadas no próximo ano, disseram oficiais e autoridades do Departamento de Defesa nesta quinta-feira (22/12).

Sgt. Timothy Lawson, Marine Corps via The New York Times 
Sargento Carozio Bass corre para ajudar fuzileiros atingidos por homem-bomba em Fallujah

Apesar da redução de forças americanas ser modesta --de 3.000 a 5.000 homens no total-- a decisão assinala o início de um realinhamento cuidadoso para reduzir os níveis das tropas em breve para seu mais baixo ponto desde meados de 2004, disseram as autoridades. Espera-se que a decisão seja seguida de reduções graduais nos próximos meses.

A medida foi tomada em meio ao debate político sobre se os militares americanos devem ser retirados ou não, e em qual velocidade. O plano foi descrito por altos membros do Pentágono e das forças armadas, que pediram anonimato para poderem discuti-lo antes do anúncio oficial de sexta-feira.

De acordo com o plano, uma brigada da 1ª Divisão Blindada que está no Kuwait, mas tem base na Alemanha, não seria imediatamente enviada ao Iraque, como planejado. Ela permaneceria no Kuwait para ser chamada quando necessário, disseram as autoridades. Eventualmente, toda ou parte dela poderia voltar para casa, se a situação de segurança acalmar-se.

Além disso, a brigada da 1ª Divisão de Infantaria baseada em Fort Riley, Kansas, preparada para passar um ano no Iraque, não seria integralmente empregada. Em vez disso, unidades menores da brigada seriam enviadas gradualmente nos próximos meses para ajudar a treinar as forças de segurança iraquianas, enquanto outras poderiam ser enviadas ao Iraque mais tarde, para guardar as bases, instalações, infra-estrutura e outros pontos, conforme necessário. O número a ser enviado ao Iraque para prover treinamento e suporte não foi revelado.

As duas brigadas estavam previamente marcadas para ir ao Iraque substituir outras que estão terminando seu tempo de serviço no país. As brigadas compreendem cerca de 7.000 soldados, mas a redução total será menor, pois um número ainda desconhecido de soldados será enviado para executar tarefas que não envolvem combate e sim treinamento de forças de segurança iraquianas, apoio aos ministérios de Defesa e do Interior e serviços de segurança e proteção específicos.

No último ano, os militares americanos empregaram cerca de 138.000 homens para combate, apoio e treinamento no Iraque. O nível, porém flutuou, chegando a 160.000 nas eleições de janeiro, outubro e dezembro de 2005.

O número elevado de soldados empregados durante a votação do dia 15 de dezembro deveria cair para 138.000 no início do próximo ano. As novas ordens significam que as forças vão cair abaixo disso na próxima primavera. A reformulação da força americana reflete os planos de transferir a responsabilidade da segurança às forças iraquianas, com americanos servindo de apoio, treinamento e reforço de combate em 2006. Em uma conferência com a imprensa no Pentágono, na quinta-feira, o general James T. Conway, diretor de operações do Estado Maior das Forças Armadas, disse que batalhões individuais estavam trabalhando com unidades iraquianas para prover treinamento e logística para condução de patrulhas conjuntas.

Além disso, Conway disse que o número de consultores militares americanos morando e trabalhando dentro de unidades iraquianas ia aumentar no próximo ano. Outras autoridades disseram que cerca de 2.500 oficiais passariam a assessorar unidades iraquianas.

"Vocês verão números crescentes de pessoal graduado nessas equipes, que são de algumas dezenas. Eles vão viver, comer, dormir e lutar com unidades iraquianas", disse Conway. "Eles também terão a tarefa de fomentar o profissionalismo e a evolução contínua dos iraquianos para que se tornem mais capazes e possamos trazer nossas unidades para casa."

Conway disse que as tropas americanas ajudarão com logística e treinamento, mas também poderão pedir apoio de grandes unidades de combate se "entrarem em encrenca".

As novas ordens foram assinadas pelo Secretário de Defesa Donald H. Rumsfeld, que está no Iraque nesta semana para reuniões com o general George W. Casey Jr., comandante americano no Iraque, e com autoridades iraquianas. Oficiais disseram que soldados nas duas brigadas foram informados da decisão de quinta-feira.

A decisão em favor da redução do número de soldados reflete avaliações recentes das eleições de 15 de dezembro, inclusive análises das forças de segurança iraquianas -e um desejo de dar a notícia às famílias antes do final de semana do Natal.

Comandantes americanos e altos membros do Pentágono disseram que o nível das tropas americanas poderia cair para cerca de 100.000 no próximo outono. Isso dependerá das condições de segurança e de estabilidade política e também se a polícia e as forças armadas iraquianas continuarão a garantir maiores trechos do território.

Neste caso, as autoridades americanas poderão adiantar o regresso de tropas que já estão no Iraque ou não enviar unidades que seriam empregadas no ano que vem. Um oficial do Exército disse na quinta-feira que Casey e outros comandantes analisariam a possibilidade de maiores reduções até março. em princípio, pelo menos 3.000 soldados vão deixar o país Deborah Weinberg

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,45
    3,141
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    -0,39
    64.684,18
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host