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31/01/2006

Exxon Mobil tem maior lucro já registrado de uma empresa norte-americana na história

The New York Times
Simon Romero, em Houston, e

John Holusha, em Nova York
A Exxon Mobil, a maior empresa de energia do país, informou nesta segunda-feira (31/01) um aumento de 27% nos lucros no quarto trimestre, já que os altos preços dos combustíveis resultaram no ano mais lucrativo para uma empresa americana, com os lucros em 2005 atingindo US$ 36,13 bilhões e uma receita de US$ 371 bilhões.

Os lucros da Exxon deverão gerar um novo escrutínio das operações da empresa por Washington, onde os legisladores recentemente expressaram preocupação com a boa fortuna das grandes empresas de petróleo enquanto a alta dos preços do petróleo e do gás natural pressiona os consumidores. A Exxon disse que seus lucros subiram mais de 40% no ano passado, enquanto suas despesas com tributos subiram apenas 14%.

"Este pode ser o melhor ambiente macroeconômico já existente para o petróleo", disse Dave Pursell, um sócio da Pickering Energy Partners, uma firma de pesquisa com sede em Houston. "Mais do que qualquer uma de suas pares, a Exxon rebateu a bola longe com sua visão disciplinada, de longo prazo, de projetos globais."

A receita da Exxon do ano passado permitiu que ela ultrapassasse o Wal-Mart como a maior empresa nos Estados Unidos, e segundo algumas medidas a Exxon se tornou mais rica do que alguns países que são os maiores produtores de petróleo do mundo. Por exemplo, sua receita de US$ 371 bilhões ultrapassou o produto interno bruto de US$ 245 bilhões da Indonésia, um país membro da Opep e o quarto mais populoso do mundo, com 242 milhões de habitantes.

As ações da Exxon fecharam a US$ 63,37, adicionando US$ 2,08 ou 3,4% em Nova York após o anúncio. Mas, enquanto os investidores aplaudiam o novo executivo-chefe da Exxon, Rex W. Tillerson, que substituiu Lee Raymond no início deste ano, seus resultados mascaram lucros potencialmente menores caso os preços do petróleo e do gás fossem mais baixos.

A produção em uma base equivalente de petróleo nos campos da Exxon ao redor do mundo caiu 1% em 2005, excluindo as interrupções nas plataformas do Golfo do México devido aos furacões do ano passado, ilustrando um dilema do setor: uma incapacidade de ter acesso às áreas mais ricas de exploração de petróleo do mundo, no Oriente Médio e Venezuela, devido à instabilidade política.

Mas a instabilidade política também atuou a favor da Exxon no mais recente trimestre, já que a preocupação com as ambições nucleares do Irã e a tensão na Nigéria e Venezuela mantiveram os preços do petróleo em alta. Os preços do óleo cru dobraram nos últimos dois anos devido à alta demanda pelas economias em ascensão na Ásia e pelos Estados Unidos. Petróleo para entrega em março caiu ligeiramente, em 38 centavos, para US$ 67,38 o barril na bolsa de Nova York.

Os preços elevados da gasolina e do combustível para aquecimento levaram alguns líderes políticos a pedirem por um imposto adicional sobre o lucro das companhias de petróleo. Mas a empresa disse na segunda-feira que está reinvestindo em exploração e capacidade de refino para atender às necessidades mundiais de energia.

"Nossos fortes resultados financeiros continuarão nos permitindo fazer os investimentos significativos, de longo prazo, necessários para fazermos nossa parte no atendimento das necessidades de energia do mundo", disse Tillerson em uma declaração que acompanhava o relatório de ganhos.

A produção de gás caiu no quarto trimestre de 10,43 bilhões para 9,822 bilhões de pés cúbicos por dia em comparação ao mesmo período no ano anterior. Nova oferta de gás, disse a empresa, foi mais do que compensada pela queda na produção em campos mais velhos, menor demanda na Europa e os efeitos persistentes dos furacões nas operações na Costa do Golfo.

Os ganhos com as vendas de produtos químicos caíram US$ 413 milhões, para US$ 835 milhões, disse a empresa, devido principalmente ao alto custo de matérias-primas e aos estragos provocados por furacões.

Para o ano, disse a empresa, suas despesas de capital e exploração foram de US$ 177 bilhões, um aumento de US$ 2,8 bilhões em relação ao total de 2004. Os ganhos excluíram eventos únicos, especiais, que totalizaram US$ 33,86 bilhões, um aumento de 31%, com todos os segmentos de negócios contribuindo para a performance, disse a empresa. Receita de US$ 371 bi em 2005 supera PIB de países como Indonésia George El Khouri Andolfato

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