UOL Notícias Internacional
 

02/02/2006

Para os surfistas, todas as ondas levam ao Havaí

The New York Times
Julia Chaplin

Em Honolulu
Passar algum tempo em North Shore, a Costa Norte da ilha de Oahu, a cerca de 50 quilômetros da confusão urbana de Honolulu, serve como um bom curso intensivo para o melhor estilo de vida "hang-ten", típico dos surfistas da região. Velhas pranchas de surfe servem de placas nas pistas de acesso aos bangalôs de madeira, para os restaurantes e também para as vitrines das lojas nessa fabulosa Meca do surfe. Até mesmo o veículo que entrega churrascos a domicílio tem uma prancha de surfe presa no capô, como cartaz improvisado do negócio.

David Scull/The New York Times - dez.2005 
Surfistas pegam ondas de 20m em Waimea Bay, Costa Norte de Oahu, novo point do Hawaii

É difícil se encontrar um garçom, atendente de loja ou barman que não tenha um corpo malhado, o nariz queimado de sol ou sandálias estilo havaianas meio soltas nos pés lascados --típicos sinais dos surfistas radicais.

E entre essa galera do esporte, que fica alinhada nas águas calmas após a arrebentação onde os surfistas disputam o direito de descer nas ondas, pode se ver vovós havaianas usando pranchões longboard, entre adolescentes cobertos por tatuagens tribais que fazem manobras aéreas.

Quem manda por aqui são os surfistas profissionais, especialmente os que cresceram e viveram na Costa Norte. Estrelas do surfe local como Fred Patacchia, Pancho Sullivan, Jamie O'Brien e Megan Abubo, que foi o dublê para o personagem de Michelle Rodriguez em "Blue Crush" ("A Onda dos Sonhos"), podem ser vistas carregando compras em suas caminhonetes, em estacionamentos como os dos restaurantes Foodland ou Haleiwa Joe's, que é o equivalente local ao Ivy de Beverly Hills.

É lá no Haleiwa Joe's que jantam os profissionais do esporte e patrocinadores em potencial, e onde acontecem as comemorações de campeonatos. Numa manhã recente no Café Haleiwa, que como todos os outros restaurantes daqui é decorado com antigas fotos de surfe e quadros com imagens de ondas gigantescas, o musculoso e bronzeado Abubo recebia ligações de produtores de programas da tevê e de comerciais, que buscavam bons dublês e surfistas profissionais.

"Na Costa Norte é como se o tempo não tivesse passado", diz Abubo. "Embora as multidões tenham triplicado nos últimos anos, as pessoas ainda usam a carona como meio de transporte, e aqui é mesmo uma comunidade bem unida. É o melhor lugar do mundo para um surfista viver."

A Costa Norte agora se encontra naquela situação um tanto perigosa, de ter entrado na moda, enquanto ainda tenta preservar o astral da velha guarda, da turma que veio antes da multidão.

As hordas começaram a aparecer, todos com pranchas debaixo do braço, logo depois do lançamento de "A Onda dos Sonhos", há quatro anos. Foram filmados recentemente por aqui o filme com Drew Barrymore e Adam Sandler "Como se Fosse a Primeira Vez", episódios de "Baywatch" e o reality show da rede WB "Boarding House: North Shore".

E há também "Lost", o grande sucesso do horário nobre. Com sua base instalada na mata tropical entre Haleiwa, a cidade histórica fundada por missionários no século 19 a sudoeste da Costa Norte, e a baía de Waimea Bay, a série sobre sobreviventes tem cenas gravadas em várias praias cheias de coqueiros e nas matas bem fechadas da região. (Um passatempo curioso para os fãs é tentar localizar as locações da série, como o local onde ocorreu o acidente com o avião, que foi filmado bem à esquerda de um estádio da associação YMCA, na Farrington Highway.)

Mas, descontando essa badalação hollywoodiana, a sensação que se tem aqui nessa praia de uns onze quilômetros, com ondas de fama mundial entre os surfistas e cheia de parques bem animados, é a mesma dos tempos do ensino médio. É aquele tempo onde os garotos mais populares são surfistas e os estranhões nerds (principalmente turistas) são os que não têm aquele super-bronzeado e/ou os que não sabem surfar direito.

"Até mesmo celebridades aparecem por aqui, como Owen Wilson ou Brian Grazer, e entram na fila para descer nas ondas", diz Leah Metz, surfista e massoterapeuta, em pé de biquíni numa manhã recente, checando em Laniakea o que acontecia no pedaço, ao lado do amigo Abubo.

Até agora, a comunidade local tem dado conta, até um certo ponto, da tarefa de manter a tradição do surfe. Não há condomínios luxuosos, existe apenas um hotel de estilo resort e somente alguns pequenos albergues.

Os moradores recentemente impediram o projeto de um empreendedor que queria construir um shopping com 55 lojas, e o Conselho Comunitário das Terras de North Shore, uma organização que conta com a participação do surfista profissional Kelly Slater e do músico Jack Johnson, ajudou a levantar U$ 7 milhões (cerca de R$ 16 milhões) para a preservação de um terreno de 200 acres com vista para as praias de Banzai Pipeline e Sunset Beach.

Essa não chega a ser a primeira vez que a região flerta com a fama. A nobreza havaiana já desbravava as ondas, em pranchas de madeira incrivelmente longas, há centenas de anos, mas somente no final da década de trinta foi que alguns surfistas pioneiros habitantes de Honolulu começaram a realizar expedições pela ilha em busca de maiores emoções.

A região era totalmente rural, habitada por poucos fazendeiros e agricultores, e na época as ondas eram consideradas indomáveis e mortais --podem superar os seis metros nos invernos e em alguns anos atingir até eletrizantes quinze metros. (Quando em 1943 um rapaz que tinha 17 anos, Dickie Cross, se afogou numa onda de onze metros, morrendo em Waimea Bay, os surfistas se afastaram por mais de uma década.)

Tudo isso mudou no final dos anos cinqüenta, quando um grupo de desbravadores da Califórnia ousou conquistar a região, incluindo Pat Curren, Mickey Munoz e Greg Noll, o fundador da fábrica de pranchas Greg Noll Surfboards, conhecidos por enfrentarem ondas gigantes em trajes aquáticos com listras ao estilo dos presidiários.

Eles eram jovens rebeldes ligados à contracultura vivendo em cabanas rústicas na praia, desafiando a natureza pelo puro prazer, todos com seus sorrisos travessos e cervejas à mão.

A imagem deles, tão documentada em filmes e revistas de surfe, impulsionou a moda surfista pelo país, ao estilo dos sucessos cinematográficos da série Gidget (estrelados por Sandra Dee). E desde então a galera do esporte comparece por lá.

"Na época o surfe não era tão movido pela grana", diz Mark Cunningham, salva-vidas aposentado da Costa Norte e surfista consagrado. "Surfistas sempre viveram de maneira barata e com despojamento."

Embora a Costa Norte seja um destino procurado o ano inteiro pelos turistas, a cultura do surfe atinge seu auge a cada inverno havaiano, por conta do ultra-popular circuito de surfe Vans Triple Crown, uma série de três concursos inaugurada em 1983 que é o equivalente ao torneio do Super Bowl nesse esporte radical. (No ano passado, a competição foi de 12 de novembro a 20 de dezembro, com a vitória de Andy Irons. Ele dedicou a vitória ao amigo Malik Joyeux, um surfista profissional de 25 anos do Taiti que morreu surfando dezembro passado em Pipeline.)

Ke-Nui Road, uma estrada de terra com pântanos e exuberante vegetação tropical entre Sunset Beach e Banzai Pipeline, endereço nobre dos surfistas, é o melhor lugar para se entrar em ação por aqui. Durante os torneios, que atraem milhares de peregrinos do surfe, groupies e os fãs em geral, as empresas de equipamento para o surfe, como a Volcom, a Billabong e a Roxy, alugam casas de frente para o mar em nome de seus profissionais e promovem festas para a turma - numa espécie de versão praieira para o marketing de rua.

Quanto mais fora de controle, melhor é o agito - como foi a festa promovida pela marca Rip Curl durante o concurso no ano passado, descrita assim no site da revista Surfing: "Foi sensacional. Cervejas e garrafas quebradas pelo chão. Temperos por toda parte. Buracos nas paredes. E aí alguém veio com a idéia incrível de atirar ovos nos ventiladores do teto, para espalhar as gemas por toda parte. Foi demais, diversão cruel, total."

Um típico dia na Costa Norte começa cedo, por volta das sete da manhã, com os surfistas começando a trafegar para os primeiros mergulhos pela Kamehameha Highway, movimentada estrada com duas pistas. (É fácil avaliar quando as condições do mar estão melhores, pelo número de carros e bicicletas estacionados ao longo da estrada, que não tem passarela e pode fazer com que um pedestre leve até dez minutos para atravessar a pista.)

Num dia bem movimentado, os fotógrafos se perfilam na areia, registrando os movimentos de aspirantes ambiciosos e de profissionais como Kelly Slater ou Andy e Bruce Irons, que demonstram manobras como o tailslide (cortando pelo alto da onda), giros de 360 graus e travessias pelo tubo verde (quando o surfista se movimenta dentro do túnel formado pela onda).

A platéia começa a diminuir na medida em que vai subindo o sol escaldante do meio-dia, hora que pode ser a única disponível para os calouros aparecerem e finalmente pegarem uma onda. Vários dos surfistas voltam pouco antes do por-do-sol, quando o vento geralmente esmorece, a temperatura refresca e é mais civilizada, com a textura da água ganhando um aspecto vítreo.

Surfistas costumam ir para a cama bem cedo, para que possam repetir todo o seu ritual no dia seguinte, sendo que eles abrem uma exceção nas noites de quinta, quando tudo acontece no Breakers, restaurante e bar de propriedade da família do surfista profissional Benji Weatherly, em Haleiwa. É aqui que os rapazes tentam impressionar as garotas com seus umbigos tatuados com fabulosas imagens de proezas do surfe. (Mulheres que surfam já não são mais novidade por aqui.)

"E só não cometer um ato estúpido e tudo estará bem", diz Garrett McNamara, o atual campeão mundial do Campeonato North Shore Tow-In Surfing, que cresceu na rústica cidade de Waialua, na Costa Norte.

"Mas se você não respeitar os outros, especialmente na água, poderá se dar mal. Às vezes quando os nativos se embebedam, eles expressam como se sentem de verdade em relação aos howlies." (Howlie, na gíria havaiana, que dizer gente branca, ou nesse caso, os turistas brancos.)

Uma boa forma de se enturmar é dividir o alojamento com alguns surfistas. O quadro de avisos na entrada do Foodland, o principal supermercado, é uma ótima fonte de contatos. (Um anúncio recente dizia: "Apenas para pessoas de fácil convívio, bem empregadas e estáveis. Nada de drogas. U$ 600 por mês.") E, claro, sempre existem os anúncios de quarto para alugar escritos à mão que eventualmente aparecem na entrada de alguma casa ao longo da Kamehameha Highway.

A falta de uma infra-estrutura turística parece que torna o lugar ainda mais estimulante para os aficionados do surfe e viajantes que não estão a fim da experiência excessiva vivida em resorts com várias piscinas, aromaterapia e tubos de água Evian em spray.

O que antigamente era uma área com plantações de abacaxi e canaviais agora se transformou em amplas pastagens cheias de palmeiras e flores tropicais, com cavalos e cabras furtivamente beliscando a paisagem. Famosos points do surfe se alinham pela costa, como se fossem as estrelas da calçada do Hollywood Boulevard --lá estão Waimea Bay, Sunset Beach, Off the Wall e Velzyland, com suas ondas de causar espanto. (Aqui vem um segredo bem guardado-- durante a maior parte do ano o agito é muito menor, e é agradável o bastante para satisfazer qualquer surfista casual.)

Várias das lojas também são lendárias, e vale a pena visitá-las, nem que seja pela sensação de se entrar num túnel do tempo. O mercado Kammie's em Sunset Beach é uma loja de conveniências que foi um dos primeiros locais a alimentar surfistas quando abriu nos anos sessenta , já com a imagem de uma imensa onda pintada no mural da entrada.

A praia em frente recebeu o nome de Kammie's, e é o point da moda por aqui,. O mercado mantém no estoque itens essenciais para o surfista, como os pacotes com seis latas de cerveja, macarrões instantâneos e sandálias havaianas.

E a loja Surf-N-Sea, que permanece no mesmo prédio em Haleiwa desde que abriu no final dos anos sessenta, é como um centro comunitário, onde o povo do local se encontra para trocar novidades sobre as melhores ondas do dia, sobre os torneios de surfe ou simplesmente para fofocas.

Mesmo considerando todos os outros atrativos, todo o poder de sedução da Costa Norte de Oahu fica mais evidente é quando se está sobre uma prancha no oceano morno e azul --é quando você percebe uma onda chegando, dá um jeito de se distanciar da galera e se posiciona, a tempo de deslizar de maneira sublime, ali pela superfície da onda perfeita.

Pacífico é o Oceano, mas sua estadia pode ser bem agitada.

O que fazer

  • Surf-N-Sea

    62-595 Kamehameha Highway; 808-637-9887; www.surfnsea.com. Nessa acessível mini-loja de departamentos com artigos de surfe que ocupa um prédio histórico dos anos vinte, você pode alugar uma prancha (a U$ 24 por dia) e comprar roupas de mergulho, parafina, protetor solar extra-forte e, como fonte de inspiração, encontra os últimos vídeos e revistas do surfe profissional. Todos os funcionários, sarados e prestativos, são surfistas e dão aulas sobre as pranchas, a U$ 75 por duas horas.

  • Banzai Pipeline

    É no Ehukai Beach Park. Nessa praia dá para aproveitar a incrível oportunidade de ver manobras triunfais e também ver gente se estrepando numa daquelas ondas cruéis, que podem ficar três vezes maiores no inverno e arrebentar bem perto da areia. (A praia não é exatamente delimitada, mas fica em frente à Escola Elementar de Sunset Beach.)

  • North Shore Shark Adventures

    No box 35, no portinho de Haleiwa; 808-228-5900. Você bem que desconfiava, e o tesouro está lá, sob todos aqueles surfistas que estão ali. (Programa bom para ser feito em seu último dia no pedaço.) Um barco conduz pequenos grupos a até uns cinco quilômetros da costa, e de lá baixa uma espécie de gaiola submarina, que fica submersa por um período que vai de 30 a 40 minutos. Não é preciso ter certificado de mergulho; custa U$ 120 por pessoa.

  • Casamento à Havaiana

    A melhor forma de se transformar num nativo é casando com uma nativa. Então se você encontrar uma surfista bem receptiva e o negócio der certo, vá direto para uma espécie de shopping hippie improvisado onde se pode tranqüilamente combinar um casamento com Maui Loa, que se considera padre e religioso havaiano; 808-638-7841. (Ou então procure a boutique Devocean, 59-059 Pupukea Road, Haleiwa; 808-638-5391.) Os preços estão variando; a taxa para o casamento é de U$ 150.

    Onde Ficar

  • Turtle Bay, 57-091 Kamehameha Highway; Kahuku; 808-293-6000; www.turtlebayresort.com. O único hotel com características de resort na Costa Norte ocupa uma área de 880 acres, com 375 quartos luxuosamente decorados, 26 suítes e 42 chalés de praia; dez quadras de tênis com piso Plexipave; dois campos de golfe de categoria internacional; diante de uma praia ótima para iniciantes, sem multidões. O quarto duplo tem tarifas a partir de U$ 229.

  • Ke-Iki Beach Bungalows, 59-579 Ke-Iki Road, na região de Kamehameha, 808-638-8829; www.keikibeach.com. Para se aproveitar uma boa experiência nativa, esses dez bangalôs, incluindo os dois ocupados por Owen Wilson e Morgan Freeman durante as filmagens de "The Big Bounce" (O Golpe), estão bem na areia e ficam pertinho de Sunset Beach e de Velzyland. Os bangalôs sempre ficam ocupados, então é melhor reservar com antecedência. As tarifas estão em torno de U$ 120 por um estúdio; U$ 210 por dois dormitórios.

  • Backpackers Vacation Inn e Plantation Village; 59-788 Kamehameha Highway; 808-638-7838; www.backpackers-hawaii.com. Para os que viajam com orçamento curto, esse albergue descolado para surfistas pode ser bem divertido, se você não se importa em dormir numa cama dura em dormitório cheio de surfistas; sai por U$ 22 por noite. (Quartos particulares, dividindo uma cozinha, um banheiro e uma sala, saem a partir de U$ 67; apartamentos tipo estúdio valem a partir de U$ 125.)

    Onde Comer

  • Haleiwa Joe's, 66-011 Kamehameha Highway; 808-637-8005. É um local poderoso com decoração polinésia moderna, e ideal para os encontros com surfistas profissionais e com toda a indústria ao redor. Aqui é servida uma cuisine de fusão, das mais sofisticadas da região, no estilo asiático-havaiano-surfista, com atrativos como o peixe ahi, um atum marinado com um molho cremoso e picante à base de raiz forte ( por U$ 11,95). O código de vestimenta é o do surfista formal, o que significa sandálias havaianas mais caprichadas e camisas limpas.

  • Island Shack, 59-254 Kamehameha Highway; 808-638-9500. Esse café administrado por brasileiros é um dos favoritos entre surfistas cheios de adrenalina, que chegam descalços das ondas que pegaram ali na frente. Há frutos do mar bem frescos, como o camarão na grelha com arroz integral e salada, legumes ao vapor e feijão preto, por U$ 9,95. Frango e saladas são servidos numa espécie de estufa cheia de pranchas e plantas tropicais, sempre com um bom som de reggae rolando pela casa.

  • Kua Aina Sandwich, 66-160 Kamehameha Highway, Haleiwa; 808-637-6067. Não se deixe afugentar pelos ônibus em excursões ou pela aparência de restaurante fast-food. Os sanduíches hambúrguer no estilo havaiano com abacaxi (por U$ 6 e U$6,40) e os sanduíches mahi grelhado (U$ 6,20) são tranqüilamente os mais saborosos do pedaço.

  • Waialua Bakery, 66-200 Kamehameha Highway; 808-637-9097. Essa sossegada padaria direcionada para os mais saudáveis fica num casarão antigo na histórica Haleiwa, e serve sanduíches saborosos, muitos deles abaixo de U$ 7, e também tem tira-gostos fresquinhos e sobremesas no estilo vegan. Pegue uma revista de surfe e fique à vontade num canto da padaria.

    Fontes de pesquisa

    O mapa Franko para o surfe na ilha de Oahu é ricamente ilustrado e tão detalhado que chega a ser obsessivo, com todos os points que valem a pena ao longo das costas do norte e do sul da ilha, e com impagáveis descrições tais como "as ondas em tubos que pintam por aqui, se você não ligar para os homens-prego que se espalham por aqui". Dá para comprar o livro na maioria das lojas de surfe da ilha de Oahu, ou então você pode encomendar o mapa pela internet, no endereço www.frankosmaps.com; por U$ 6 (mapa com dobras) ou por U$ 10 (mapa laminado). A Costa Norte do arquipélago agora se encontra naquela situação um tanto perigosa, de ter entrado na moda, enquanto ainda tenta preservar o astral da velha guarda que veio antes da multidão Marcelo Godoy
  • Siga UOL Notícias

    Tempo

    No Brasil
    No exterior

    Trânsito

    Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,02
    3,136
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,02
    75.974,18
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host