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17/02/2006

Esquiadores americanos terão dificuldade para ganhar medalhas nos Jogos de Inverno

The New York Times
Bill Pennington

Em Sestriere, Itália
Uma semana atrás, quando a competição alpina dos Jogos Olímpicos de Inverno teve início, a equipe de esqui dos Estados Unidos desejava ganhar oito medalhas, e acabar com a fama da Áustria de ser o melhor país na esquiação. Rumando para uma série crucial de provas neste final de semana, e com três competições alpinas completadas, os esquiadores norte-americanos conseguiram apenas uma medalha, conquistada por Ted Ligety, 21, na combinação masculina.

Jeff Wheeler/The Star-Tribune, Minneapolis 
Jason Smith, Nate Holland (EUA) e Paul Delerue (França) voam na prova de snowboarding

E o mais significativo foi que Bode Miller, que era considerado um favorito para ganhar medalhas em cinco eventos, não apresentou aquele talento para os feitos dramáticos que ele geralmente revela nas principais competições de esqui.

Em um golpe de azar adicional que reduziu as chances dos esquiadores norte-americanos, a melhor esquiadora da equipe nas competições de velocidade, Lindsey Kildow, sofreu uma queda na última segunda-feira e está incapacitada devido a fortes dores nas costas.

Kildow tentará superar a dor quando competir na combinação feminina nesta sexta-feira (17/02). Isto dá à equipe dos Estados Unidos mais uma chance de obter uma medalha olímpica, mas as atenções estarão realmente voltadas para a prova masculina de super-G, no sábado, e para o super-G feminino e o slalom gigante masculino na segunda-feira.

O super-G de sábado é provavelmente a melhor chance que resta a Miller de vencer uma prova nas Olimpíadas de Turim. Miller venceu o super-G da Copa do Mundo no ano passado, e ganhou duas provas super-G em torneios mundiais na sua carreira.

Mas, assim como várias das boas coisas positivas que podem ser ditas sobre Miller, estes feitos se referem ao ano passado. Nesta temporada, Miller só terminou uma vez entre os dez primeiros no super-G e ficou em 27º lugar no mundo na modalidade.

Mas Miller parecia rápido no downhill olímpico, quando terminou em quinto lugar, ficando a apenas 0,11 segundos de ganhar uma medalha de bronze. E ele foi muito veloz na parte de descida da combinação olímpica na terça-feira, que venceu por ampla vantagem. Ele ainda está se adaptando aos seus novos esquis da Atomic. Com alguns dias de treinamento a mais, ele poderia mostrar-se formidável no super-G, que é uma modalidade de velocidade bastante semelhante à downhill.

"Me sinto superconfiante quanto ao super-G", disse Miller na noite de terça-feira, após ser desqualificado na combinação. "Creio que dei azar em algumas provas. Mas, novamente, ultimamente me senti confiante em toda as provas de velocidade, e não tive muito a demonstrar quanto a isso. As olimpíadas são um evento esquisito. É uma espécie de tudo ou nada".

No passado, esse tipo de clima fez com que aflorasse o melhor de Miller. Ele ganhou duas medalhas de prata nas Olimpíadas de Inverno de 2002, e quatro medalhas de ouro e uma de prata em campeonatos mundiais entre 2003 e 2005.

Mas se Miller não for capaz de obter resultados positivos no Super-G no sábado, isso fará com que ele sofra bastante pressão quando disputar o slalom e o slalom gigante. Ele correrá o risco de não ganhar nada em uma olimpíada na qual a maioria das pessoas esperava que levasse pelo menos duas medalhas.

E há ainda Daron Rahlves. Lembram-se dele?

Ele era o favorito para vencer o downhill olímpico no último final de semana, mas terminou em décimo lugar. Rahlves foi raramente visto em Sestriere desde então --em provas, treinamentos ou restaurantes. E Sestriere é um lugar pequeno, onde é difícil de se esconder. Rahlves sem dúvida se entrincheirou no seu veículo recreativo, estacionado próximo à área de chegada. Ele deve estar se preparando para o super-G, que é também a sua melhor chance remanescente de ganhar uma medalha de ouro nestas olimpíadas. Rahlves tem um currículo de qualidade como atleta de super-G.

Ele obteve três vitórias no super-G em Copas do Mundo, e venceu a prova no campeonato mundial de 2001. Mas Rahlves está se aposentando no final da temporada, e existe uma lacuna em suas realizações que fazem das duas próximas disputas eventos cruciais. Embora Rahlves seja o esquiador norte-americano mais premiado na modalidade downhill, até o momento, em disputas olímpicas, ele terminou em 8º, 10º e 16º lugares.

Ele também competirá na segunda-feira no slalom gigante, uma modalidade na qual melhorou muito nesta temporada.

Enquanto isso, Kildow já têm um sexto lugar, conquistado na combinação feminina nas Olimpíadas de 2002, quando tinha 17 anos. No super-G de domingo, ela terá a chance de ganhar uma medalha caso demonstrar o seu característico destemor na irritante pista de San Sicario, na qual sofreu uma queda espetacular na segunda-feira. Kildow ganhou quatro medalhas em Copas do Mundo no super-G em sua carreira, e está em sexto lugar no ranking mundial.

"Estou me concentrando primeiramente na combinação, e tomei algumas decisões saudáveis quanto a esta modalidade", disse Kildow, após deixar o leito de hospital para competir na quarta-feira na modalidade downhill. "Mas com certeza competirei no super-G. Não perderei esta prova".

É claro que, até a segunda-feira, se a contagem de medalhas da equipe olímpica de esqui dos Estados Unidos continuar exibindo apenas uma medalha, poderá novamente caber a Ligety salvar os seus companheiros.

Ligety não tem muita experiência no slalom gigante no nível dos atletas de elite, mas ele é visto como um desportista promissor. Na abertura da prova da Copa do Mundo da temporada, em novembro passado, em Soelden, Áustria, Ligety surpreendeu a comunidade européia de atletas ao ficar em oitavo lugar. E o mais notável foi o tempo de Ligety na segunda das duas etapas da prova. Naquele dia ele foi mais rápido do que qualquer atleta na montanha.

"Ted é rápido demais no slalom gigante para que se possa descartá-lo", diz Phil McNichol, técnico da equipe de esquiação dos Estados Unidos. "Eu não descartaria as suas chances". Equipe vem colecionando reveses; fim de semana será decisivo Danilo Fonseca

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