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02/04/2006

Híbridos para classe média nos EUA: Honda Accord e Toyota Camry

The New York Times
Por Jim Motavalli
Confiáveis, práticos e populares, o Honda Accord e o Toyota Camry são tão populares como o pão branco e tão empolgantes como o bolo de carne da mamãe. Mas tecnologia híbrida transformou versões destes carros de família de aparelhos conservadores a máquinas de ponta verdes.

Tendo reprojetado o Camry para 2007, a Toyota se junta à Honda na oferta de sedãs de porte médio com motor híbrido a gasolina-elétrico. Enquanto isso, a Honda renovou e redesenhou levemente seus Accords, incluindo o híbrido.

Apesar de ambos os carros apresentarem o rótulo de híbrido, a abordagem da Toyota é marcadamente diferente.

O Accord foi o primeiro híbrido construído em torno de um motor V-6 a
gasolina e enfatiza a performance sobre a economia -como fez o Toyota
Highlander Hybrid e o Lexus RX400h que veio depois, também com motores V-6.

Mas no Camry Hybrid, a Toyota usa um motor quatro cilindros, que é casado a um motor elétrico mais poderoso do que o da Honda. Espera-se que o Camry consiga obter um melhor desempenho de consumo, especialmente no trânsito urbano.

O Accord Hybrid chegou no final de 2004. Apesar de apresentar uma economia de combustível de 12,3 por litro na cidade e 15,7 na estrada -algo respeitável mas longe de notável- ele também é mais rápido do que o Accord convencional com motor V-6. O motor de 3 litros do híbrido produziu 240 cv, mais 16 do motor elétrico. (O número de cavalos vapor de lá para cá foi corrigido para um total de 253, devido a uma mudança na forma de calcular o número.) Metade dos cilindros é desativado quando a demanda de potência é baixa (abaixo de 3.500 rpm), transformando o 6 em 3.

A um preço de US$ 29.990, o Accord Hybrid original custa cerca de US$ 3.500 a mais do que o igualmente equipado modelo EX V-6. Ele carece tanto do pneu estepe -há um compressor de ar e uma lata de selante em seu lugar- quanto do teto solar, ambos sacrificados para poupar peso. Apesar da expectativa de venda pela Honda ser de 20 mil unidades por ano, as acumuladas em 15 meses até fevereiro totalizaram apenas 19.021.

Para 2006, o melhorado Accord Hybrid acrescentou um moon roof e um estepe provisório -e ganhou 38 quilos. Isto levou o carro a uma classe de peso mais alta para testes da Agência de Proteção Ambiental (EPA) e reduziu o consumo para 10,6/14,4. No mundo real, o proprietário dificilmente notará a diferença, já que novos painéis no assoalho tornam o carro mais aerodinâmico.

Outras adições incluem um controle eletrônico de estabilidade padrão, luzes traseiras LED, um spoiler traseiro, novas rodas de liga metálica e aquecimento dos espelhos externos com sinais de seta inseridos. O preço agora é de US$ 31.540 incluindo frete -ou US$ 33.540 com sistema de navegação.

O Accord Hybrid usa seu pequeno motor elétrico principalmente para impulso adicional, mas o Camry roda apenas na bateria em baixa velocidade. A abordagem da Toyota também é diferente em outras formas. Em vez do grande V-6, ele tem um motor de 4 cilindros de 2.4 litros com 147 cv. Mas o motor elétrico do Camry contribui mais do que o do Accord.

O Camry atinge 96 km/h em 8,9 segundos, um resultado decente mas que
empalidece diante do 6,9 segundos do Accord.

Na semana passada, a Toyota anunciou que os preços do Camry Hybrid partiriam de US$ 26.480, dando ao carro uma vantagem de US$ 5 mil sobre o Accord.

O Accord vem carregado -um sistema de navegação é uma das poucas opções- e o Camry Hybrid é quase tão bem equipados quanto o igualmente caro topo de linha XLE, de seu sistema de áudio compatível com Bluetooth (que inclui um CD changer para seis CDs e que também toca arquivos MP3 e tem entrada para seu iPod) ao controle climático de duas zonas. O Accord tem teto solar e revestimento de couro. O Camry responde com divisão dobrável no assento traseiro -um truque bacana, considerando quanto do porta-malas foi sacrificado para acomodar a bateria (30%, contra 18% do Accord).

A vantagem de economia do Camry é significativa, com uma medição da EPA de 17 km por litro na cidade e 16 na estrada. Segundo o computador de bordo, minha performance variou: eu dirigi o Camry 433 quilômetros quase todos de estrada, atingindo uma "melhor marca pessoal" de 16,7 km por litro e uma média de 13,4. Mas por acaso, eu fui o primeiro jornalista no Nordeste a dirigir tanto o Camry Hybrid quanto o novo Accord Hybrid. O carro de teste Accord veio apenas com 201 quilômetros no odômetro e isto pode ter influenciado minha baixa quilometragem indicada: em 309 quilômetros de direção variada, eu obtive uma média de 8,8 km por litro. Em um segundo tanque de combustível, eu me saí muito melhor, obtendo 11.9 km por litro.

Enquanto o sistema de Motor de Assistência Integrado da Honda enfatiza
performance, o Mecanismo de Sinergia Híbrida do Toyota enfatiza a economia. Mas na estrada, os carros não são tão diferentes quanto tais rótulos indicam.

O Accord é moderadamente mais luxuoso em seu interior. Uma luz verde "Eco" indica economia de 10,6 km por litro ou mais, geralmente um sinal de que três cilindros foram desativados. A vantagem de aceleração do Honda é óbvia e a potência adicional trará à tona seu Mario Andretti interior. A troca de seis para três cilindros e de volta é quase imperceptível; o motor ligeiramente mais rude é, na verdade, mascarado pela engenhosa tecnologia de cancelamento de ruído do Accord e encaixes "ativos" do motor, que antecipam e respondem à vibração.

A condução do Honda é mais firme, o que deve ajudar a lidar com a potência adicional. Grandes solavancos podem arranhar sua compostura.

A dirigibilidade do Camry é melhor do que a do Accord, com direção e peso preciso e uma suspensão que absorve terreno irregular sem permitir muita inclinação do corpo. Ele também tem mais espaço para ombros e pernas no banco traseiro.

Apesar do Camry parecer mais espaçoso, ele é menor em alguma medições no espaço para cabeça, pernas e volume de carga do que o menos caro Prius.

Tanto o Camry quanto o Accord são campeões de emissões, levando o rótulo de AT-PZEVs ("veículos de tecnologia avançada de emissão parcial zero") segundo o sistema de classificação arcano da Califórnia. Os únicos carros mais limpos que estes são aqueles que rodam apenas com bateria.

A Toyota também tem uma vantagem em estilo com um visual mais novo, mais insinuante, que compartilha com todos os Camrys 2007.

A Toyota realmente deseja que você saiba que está em um híbrido. Um imenso dispositivo de consumo de combustível em tempo real fica localizado onde você esperaria a presença de um tacômetro. Situado dentro do velocímetro se encontra um mostrador gráfico, tirado do Prius, no qual setas mostram se o carro está rodando com o motor a gasolina, com o elétrico ou ambos.

Um botão "Eco" usa vários subterfúgios, como limitar a energia usada pelo ar-condicionado, para permitir maior uso da função "auto stop" que desativa o motor a gasolina em semáforos fechados.

O Camry que eu dirigi era um carro de pré-produção que veio com uma nota declarando que poderia não atender aos padrões de fábrica. Assim, minha filha de 9 anos se manteve calma quando uma puxador de porta interno saiu em sua mão.

Mas mesmo com partes caindo, o Camry venceu o Accord na minha visão. Ainda assim, ambos são bons carros. Eles também se saem bem quando comparados com veículos convencionais?

A "Consumer Reports" soltou a bomba em sua edição de automóveis de abril ao prever que nenhum dos seis híbridos que testou recuperariam seu preço após cinco anos de propriedade. A revista não testou o Camry Hybrid, mas disse que o Accord Hybrid custaria US$ 10.250 a mais após cinco anos do que em comparação ao modelo EX, e o Prius custaria US$ 5.250 a mais do que um Corolla LE.

Poucos dias depois que a revista chegou aos assinantes, os editores
anunciaram que exageraram nos custos de depreciação dos híbridos e revisaram os números. Agora, considerando que o Prius possa se qualificar aos incentivos fiscais federais, a revista disse que ele na verdade economizaria ao seu proprietário US$ 406 em cinco anos. O dono do Accord ainda estaria no prejuízo, mas de US$ 4.263 em vez de US$ 10.250. George El Khouri Andolfato

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