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14/04/2006

Em Nova York, colecionador gastará três centavos raros para ver o que acontece

The New York Times
Matthew Healey
Em Nova York
Nos próximos dias, alguns moradores de Nova York poderão desejar dar uma olhada mais cuidadosa nos centavos em meio aos seus trocados. As chances de encontrá-los são reduzidas, mas um desses centavos pode valer mais de mil dólares.

Isso porque Scott A. Travers circulará por Manhattan nesta semana fazendo algumas compras rotineiras e gastando deliberadamente três moedas raras de um centavo. Para Travers, as moedas são um assunto sério: ele as coleciona, escreve sobre elas e é ex-vice-presidente da Associação Americana de Numismática. Ele espera que as pessoas que encontrarem as três moedas sejam conquistadas por aquilo que Travers descreve como "a mágica de colecionar moedas".

"Estou plantando uma semente, e espero que uma nova geração de pessoas passe a apreciar a história que as moedas representam", afirma Travers, que tem 44 anos.

Os três centavos que Travers está lançando no comércio - em uma data escolhida para coincidir com a Semana Nacional da Moeda, que começa neste domingo (14/04) - têm quase cem anos de idade, e estão entre os mais cobiçados pelos colecionadores.

Um deles foi cunhado em 1909, no centenário do nascimento de Lincoln, na primeira vez em que uma moeda dos Estados Unidos exibiu uma figura histórica, em vez de uma alegoria da liberdade. As moedas têm as iniciais do entalhador, Victor D. Brenner, exibidas de maneira proeminente - demasiadamente proeminente para o gosto popular -, de forma que elas foram retiradas apressadamente de circulação e a moeda foi relançada sem elas. A Casa da Moeda de São Francisco, cujas moedas possuíam um pequeno "S" abaixo da data, produziu menos de 500 mil centavos com as desagradáveis iniciais. Elas se transformaram em peças instantâneas de coleção, e a maioria desapareceu rapidamente de circulação.

Segundo Travers, a sua moeda 1909-S-VDB vale mais de US$ 1.000. Na casa de colecionadores Brigandi Coin, na Rua 44 em Manhattan, uma destas raras moedas de 1909 era vendida na semana passada por US$ 1.200.

Os outros dois centavos que Travers gastará, embora não tão famosos, são bastante valiosos por terem sido cunhados em quantidade relativamente pequena. Um deles é um centavo de 1914, da Casa da Moeda de Denver (ela traz um pequeno "D" abaixo da data), e vale US$ 350. O outro centavo é de 1908, foi cunhado em São Francisco e traz uma figura de uma garota índia com uma touca, valendo US$ 200.

Travers já gastou moedas raras anteriormente. Em 1999, ele fez uma ação semelhante à época da convenção da associação numismática em Nova York, embora nunca tenha sabido se um dos raros centavos que inseriu no mercado foi redescoberto.

Desta vez, quem sabe? Se uma pessoa dotada de um olhar aguçado localizar um desses centavos, e se este for autenticado por um especialista, Travers poderá identificá-lo, comparando-o com as fotos das moedas que gastou.

Ele pretende gastar os centavos de 1908 e 1909 neste final de semana. O de 1914 foi usado na última quarta-feira, na compra de um pretzel em Times Square. Danilo Fonseca

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