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23/04/2006

Cada vez mais homens vão perder peso em spas

The New York Times
Anne Eisenberg

Em Nova York
Joe Roberts é dono de uma movimentada empresa de importação e exportação em Miami, mas em março ele tirou uma folga e viajou para um centro de emagrecimento, onde aprendeu a comer menos, se exercitar mais e controlar seu peso. "Não há dúvida de que como em excesso", ele disse.

Keith Meyers/The New York Times - 25.jan.06 
Homens perdem a inibição e rendem-se à reeducação aliementar e ao condicionamento
A pedido de sua mulher, Roberts, que tem 1,78 metro e pesa 118 quilos, pagou US$ 2.250 mais hospedagem por um programa de cinco dias no Centro Duke de Dieta e Condicionamento Físico, em Durham, Carolina do Norte, para iniciar sua educação para uma vida mais esbelta e ativa. Ele perdeu 3,5 quilos lá e mais 2,5 desde então.

Antigamente, sua presença em um centro de emagrecimento teria sido uma raridade; os centros de saúde foram historicamente um reduto de mulheres. Mas os tempos mudaram, e o medo dos "pneus" também chegou aos homens. Desde que possam pagar as taxas elevadas, homens que querem reduzir suas cinturas podem iniciar o processo em um spa de saúde sem se preocupar em parecer pouco masculinos. Eles podem até falar em público depois sobre suas experiências.

"Cerca da metade de nossos clientes hoje são homens", disse Marika Olsen, uma porta-voz do Centro de Longevidade e Spa Pritikin, em Aventura, Flórida. O custo por uma semana fica entre US$ 3 mil e US$ 5 mil, dependendo do quarto e da estação. No passado, muitos homens só freqüentavam quando eram empurrados pelas mulheres. "Agora estamos vendo um aumento drástico no número de homens que vêm por conta própria", disse Olsen.

Stephen Arnold, um médico de Nova York, é um deles, e se orgulha disso. Ele pagou cerca de US$ 5 mil no último Natal para passar uma semana no Centro Pritikin, onde diminuiu sua pressão sanguínea e seu peso. "Perdi 3,6 quilos", ele disse, "e consegui não recuperá-los."

Uma semana em Pritikin foi mais parecido com um acampamento militar do que um tratamento de spa, ele disse. A ênfase não foi para cremes de pepino no rosto e outras marcas da frivolidade dos centros estéticos, mas para um trabalho sério de preparo físico e mudança de hábitos alimentares.

Sua rotina diária incluiu exercícios, ioga e sessões de esteira rolante toda manhã, e à tarde aulas de nutrição e cozinha. Desde que participou do programa, ele mudou seu modo de comer, adicionando frutas e vegetais e evitando fast-foods gordurosos. Ele pretende voltar ao spa. "Já fiz uma reserva para o próximo Natal", disse.

George Kraus também foi para um spa recentemente; sua mulher, Patricia, lhe deu de presente de Natal uma temporada de duas semanas no Instituto Hilton Head, na Carolina do Sul. Um empresário semi-aposentado, Kraus passou uma temporada lá em janeiro atacando um problema com que convive há décadas. "Tenho 67 anos e luto com 10 quilos a mais a vida inteira", ele disse.

Kraus tinha 1,85 metro e 111 quilos quando começou o programa. Durante sua estada de duas semanas, que custou cerca de US$ 2.800 por semana, ele se exercitou todos os dias, perdeu 5 quilos e diminuiu sua pressão sanguínea. Desde que voltou para casa em Naples, Flórida, perdeu mais 7 quilos.

"Agora vejo a comida de um ponto de vista muito diferente", ele disse. Por exemplo, em um coquetel ele evita os canapês, cogumelos recheados, bolos de salmão e outras guloseimas. "Eu somei as calorias que deixei de comer e deu cerca de 2 mil", ele disse. "Aprendi técnicas diferentes como essa para poder gozar a vida sem fazer mudanças drásticas."

Kraus, que também aumentou a intensidade de seus exercícios, manteve o peso desde então, mas para garantir vai voltar ao spa em junho por cinco dias, desta vez com sua mulher. "Ela sempre está lutando para perder 2,5 quilos", ele disse.

Perder peso é uma coisa; não recuperá-lo é outra muito diferente. Muitos visitantes dos centros de saúde são clientes que estão voltando na esperança de que uma segunda ou terceira temporada os coloque de volta no caminho da dieta.

Russell E. Burke, um negociante de arte em Nova York, esteve três vezes no Centro Pritikin na Flórida. "É comum ter recaídas", ele disse. "Quando sinto que meu peso está aumentando, eu volto." Este ano ele passou três semanas lá, fazendo exercícios vigorosos e assistindo a aulas. Ele cuidou dos negócios pelo celular, laptop e conexão sem fio à Internet no quarto.

Joseph D. Johnson, de Seal Beach, Califórnia, que já viu muitos quilos perdidos retornarem depois dos rigores da dieta, diz que a solução para manter o peso são visitas curtas e regulares a um spa quatro vezes por ano. Johnson, que é consultor de executivos, freqüenta desde 1997 o Canyon Ranch, que tem centros em Tucson, Arizona, e em Lenox, Massachusetts. Este ano ele foi para Lenox durante 18 dias, por cerca de US$ 8.500. "Não considero isso um luxo", ele disse. "Quero cuidar de mim mesmo."

Toda a indústria de emagrecimento foi criada pensando nas mulheres, disse Gary Marino, sócio de uma agência de talentos e produtora em Boston, que tirou uma semana de folga e foi para o Hilton Head em fevereiro. "Hoje os homens começam a perceber que a abordagem também é boa para nós", ele disse.

Marino, que diz ter lutado com a obesidade a vida inteira, perdeu 72 quilos nos últimos quatro anos. "Então atingi um patamar", ele disse, e não conseguiu perder os últimos 20 quilos até que visitou o spa. "Eu fazia três a quatro séries de exercícios por dia, incluindo todas as aulas que você possa imaginar", disse.

Ele perdeu 5 quilos durante essa visita e mais 5 desde então, e pretende voltar ao Hilton Head. "É um processo para a vida inteira", ele disse, sobre as dietas. "Há épocas em que você precisa se remotivar." Centros de dieta e condicionamento deixam de ser coisa de mulher Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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